Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

não sou uma "sex bomb". e agora?

   Existe aquela teoria de que pais bonitos geram filhos feios. Eu não sei se é totalmente verdadeira, mas digamos que, no meu caso, é-o parcialmente. Existem, certamente, piores casos do que o meu, não me considero o melhor exemplo para descrever a fealdade, mas também não me considero nenhuma beleza rara e exótica, muito menos a genética me ofereceu atributos físicos volumosos que consigam despertar a atenção dos mais atentos.


   Digo que tal teoria se traduz parcialmente na minha pessoa porque, na minha opinião, tanto o meu pai como a minha mãe são pessoas bastante bem-parecidas, detentoras de um je ne sais quoi de atraente, enquanto eu sou uma conjugação de segunda categoria, a nível físico, dos genes de ambos: a magreza, os olhos pequenos, a pele oleosa, o cabelo rebelde e a ausência hereditária do segundo par de incisivos no maxilar de cima da minha mãe; a cara de bolacha Maria, a miopia, o queixo e os lábios finos do meu pai. Tudo isto resultou numa criatura esquelética, com pouco ou nenhum sex appeal, que precisa de óculos para ver ao longe e, apesar de ter sido uma das primeiras entre as suas amigas a ter vestígios de mamas, será, decerto, a última a tê-las em concreto (reservo as minhas esperanças para a maternidade). A puberdade só passou por mim para as coisas más, de que são exemplo aquela coisa ranhosa a que chamam menstruação, o inevitável crescimento de pelos ou as parvas das oscilações de humor. Estou tramada…


   Ou talvez não esteja assim tanto. Não dramatizemos! Posso não ser nenhuma Miss Atracção Fatal mas, felizmente, herdei o melhor das características não visíveis de ambos os lados, tal como os seus defeitos mais engraçados, para compensar a confusão que existiu fisicamente: o romantismo incurável, o gosto pela cultura e pela literatura, a mente ingenuamente perversa, a falta de jeito para contar piadas e o ouvido apurado para o que não convém do meu pai e… evitei todos os defeitos da minha mãe, que é o fundamental.


   O que não tenho em mamas, tenho em optimismo e facilidade em travar conversas com pés e cabeça (umas mais do que outras); o que não tenho em nádegas, tento colmatar com um pedaço de cérebro e muita ambição. E resolve-se o drama!


   O que pretendo transmitir com este pequeno texto é que cada um de nós tem imenso potencial. Se não for numa coisa, é noutra! Lá por não sermos o George Clooney ou a Cindy Crawford da nossa geração, não significa que sejamos menos dignos de pisar este mundo. Há sempre uma particularidade qualquer que se aproveita! Pronto, está bem, há pessoas que nascem mesmo com pouca sorte e se sentem feios até ao fim dos seus dias, mas para esses casos já me falham as palavras de incentivo. Voltem apenas a ler este parágrafo (ou este texto) do início, é o que lhes posso recomendar, na melhor das hipóteses. Afinal, já passa das duas da manhã, eu não tirei nenhum curso de aconselhamento psicológico e tenho a idade que tenho, sei lá eu do que falo!


   Olhem, chichi e cama, que o meu mal é sono.


 


(Acabado de escrever às 2h10 da manhã de hoje.)

5 comentários

Comentar post