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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades. E livros.

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28/30 (deixar coisas a meio)

Deixar de sentir culpa. Abandonar quando deixa de fazer sentido, retomar quando chega o momento. Aprender a escolher, ser sensata, prestar atenção. Apanhar-me desprevenida a meio de complicações. Não usar métricas aleatórias, nem olhar para o lado. Não espreitar, nem nada.

É como se ficasse sempre a dever alguma coisa a alguém, mas quem será o credor?

 

Na escrita, tem-me acontecido isso, e noutros interesses também. Mesmo assim, com a chegada do Verão, com a vida em velocidade de cruzeiro, com o fim do semestre, com o trabalho assegurado, com as férias tiradas, regressa a expectativa de fazer um melhor malabarismo que me permita não ficar em dívida, porque a verdade é que tenho sempre as contas em dia. Ninguém está, sequer, a contar. Então, porque é que eu teria de me preocupar tanto com as matemáticas de números imaginários, frutos da ansiedade, do tal lado tirano que a minha psicóloga me manda adormecer? Ainda por cima, são tudo letras, senhores, são tudo letras. E palavras, tanto as que me maçam, como as que sinto, constantemente, faltarem.

 

Deixar coisas a meio não é falhar. Também não tem de ser sinónimo de sucesso, mas talvez consista, acima de tudo, em parar para respirar e recuperar o fôlego, para olhar e observar o que se passa à nossa volta, para olhar para o mapa - uma tomada de decisão muito necessária quando o caminho é longo. Deixar coisas a meio não nos impede de lá voltar.

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