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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

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A minha tese sobre o crescimento

Ultimamente, anda tudo muito nostálgico por estas bandas. A afirmação ainda se torna mais sólida, uma vez que a maioria dos blogues que leio são escritos por raparigas que, tal como eu, estão agora a terminar o 12º ano. São logo três ou quatro que têm vindo a emocionar-se com o último teste do secundário, com o facto de, enfim, estarem a crescer e prestes a iniciar uma nova fase das suas vidas.

Por meu turno, eu cá estou bué no chillax. Há uns meses, estive pior. Até há poucas semanas! À medida que o tempo passa, vou ficando cada vez mais decidida sobre o próximo passo a dar e vou-me habituando à ideia de já ser uma jovem adulta, a ter de tomar certas decisões que poderão ditar o meu futuro a médio e a longo prazo. Acho que, na verdade, me comecei a compenetrar de toda essa evolução a partir do momento em que percebi que existe uma probabilidade elevada de a minha relação com o Ricardo se prolongar indefinidamente no tempo, seja lá ele qual for e signifique o que significar. Comprometermo-nos com alguém do modo como eu escolhi comprometer-me com o senhor meu namorado (e ele comigo, espero eu) tem muito que se lhe diga, e, digam o que disserem, é (positivamente!) inigualável o sentimento que surge quando temos em mente engendrar um plano de vida adulto incluindo outra pessoa, uma de quem nós gostamos imenso e com quem desejamos partilhar o que temos para dar e receber.

Portanto, como estava a contar-vos, não me está a fazer impressão nenhuma assistir ao fim dos meus tempos de escola e de infância (apesar de continuar a sentir-me uma criança crescida e de desconfiar que continuarei a senti-lo pela vida fora, se os deuses o permitirem). Conheço quem até se encontre em negação e se queira prender a todo o custo a esta época da vida em particular, para não ter de crescer! Na minha humilde opinião, nunca pensei que crescer fosse tão divertido. Há sempre novidades e noto uma evolução constante em mim - enquanto rapariga, enquanto mulher, enquanto indivíduo. Crescer não me tem obrigado a abdicar da minha dose pessoal de brincadeira, de sonhos e de bichinhos imaginários. Muito pelo contrário. Quanto menos nova fico, melhor aprecio o que há para apreciar no mundo e mais ambições junto à minha vasta colecção!

Terminar o ensino secundário e seguir para a universidade é apenas um pequeno passo a percorrer numa estrada sem percurso planeado (e muito menos um fim agendado). Tanto pode virar à esquerda como à direita, tanto pode ir dar a um oásis quanto a um deserto. Completar os 18 anos nem sequer deve ser muito diferente de ter completado os 16 ou os 17. Tornar-me-ei, oficialmente, adulta - mas os deveres e os direitos que me pertencem, tenho vindo a alcançá-los progressivamente.

Não sou daquelas pessoas com horror ao desenrolar dos anos e ao envelhecimento. Porém, também não pertenço ao grupo dos maníacos que querem pular os teens à força toda. Haja moderação!

A única certeza que guardo é a de ter sede da própria da vida. Quanto mais a bebo, mais a quero. Se sou assim com esta idade, imaginem-me daqui a uns anos! Granda maluca, como diria um amigo meu.

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