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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

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Do milho à Pipoca

Conheci a Pipoca através do seu primeiro livro, mal ele foi lançado. Como já é costume desde que me lembro, estava na livraria do Continente, a alimentar os olhos e o ego. Sempre gostei de estar rodeada de livros e de os observar, tocar e cheirar, livros novos quase que acabados de ser imprimidos, com as suas capaz coloridas, atraentes, brilhantes, modernas. Também não desdenho dos antigos, mas os livros recentes trazem-me uma espécie de alento, uma motivação que penso que só eu é que consigo entender de mim para mim, para continuar a escrever e talvez, um dia, também consiga ter um deles com o meu nome no espaço reservado ao do autor, dezenas de páginas preenchidas com palavras que pensei e organizei, ou seja - se é que o poderei chamar assim - o meu legado artístico. E, na capa desse livro que me chamou a atenção, estava uma rapariga nova, apesar de já adulta, que, descobri eu ao folhear a sua "obra", tinha um grande sentido de humor e sabia cativar-me praticamente do nada. Lembro-me de, ainda nesse dia, ter contado à minha avó que admirava a Ana Garcia Martins, escritora recém-descoberta, formada em Comunicação Social e cuja "fama" derivava de um blogue que escrevia há uns anos... E eu sempre adorei blogues, já fazendo, nessa altura, parte deste mundo (ainda que de um modo muito verdinho, mas fazia).


Mas os tempos de juventude não duram para sempre e a Pipoca também cresceu. Agora, já não é a rapariga que figura na contracapa da colectânea de textos do seu blogue homónimo. Confesso que já não lhe acho tanta piada, nem à sua imagem, nem aos seus textos, o que poderá ter a ver, se calhar, com as idades que eu (leitora) e ela (narradora na primeira pessoa) temos, que ainda são um bocadinho distantes. Agora, a Ana é uma mulher já na casa dos 30, eu ainda nem aos 20 cheguei, e hei-de continuar a identificar-me durante muito tempo com a Ana que começou a escrever na blogosfera em 2004... até porque a Ana adulta é uma apaixonada por moda e, disso, eu só percebo o suficiente para estar confortável na minha pele (e nas minhas vestimentas), é casada e está grávida (brrrrrr, no!).

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