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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

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Kill me, 'cause it's hard

Eu fui avisada, mas aproveitei enquanto durou. Durou o quê? O meu entusiasmo perante o meu novo emprego. Quer dizer, continuo entusiasmada - pelo dinheiro que vou ganhar, obviamente. Não por falar com todo o tipo de pessoas ao longo do dia e por, enfim, ter finalmente uma actividade profissional séria. E hoje foi um dia difícil, em que toda a gente se queixou da falta de paciência e disponibilidade dos clientes, pela falta de respeito e falta de forças para continuar. O trabalho em si não é muito difícil, porque o que temos a dizer em cada chamada é igual ao que dissemos na anterior e na anterior e na anterior... Não há muito a saber, à parte as técnicas de atendimento e o conteúdo da campanha. O que é difícil é permanecer oito horas diárias à frente da secretária, com uma iluminação à base de lâmpadas fluorescentes de poupança e sem que seja permitido ler, escrever, pegar no telemóvel ou fazer o raio que nos parta na tentativa de nos distrairmos. Para mim, uma pessoa ansiosa e irrequieta por natureza, é-me estupidamente difícil não me entediar e não me dar uma daqueeeeelas soneiras e ataques de preguiça de quinze em quinze minutos. É como se me sentisse claustrofóbica.

Aaaaah, mas não. Nem pensem que amanhã (sábado, eu sei, só que o dinheiro falou mais alto) eu não vou levar os meus livros de Francês para me entreter com o caderno de actividades. Não estará lá a supervisora e, com alguma sorte, nem encontrarei o chefe da campanha (DILF ALERT), que hoje nos melgaram até ao tutano, pelo que será de aproveitar a oportunidade.

Por agora, ainda considero estar naquela fase intermédia, de extremo cansaço - a que vem depois do período de entusiasmo e deslumbramento e antes do período em que, pronto, já nem se dá conta do que se faz, tal é o hábito. Entretanto, fico na esperança de que uma boa noite de sono me faça acordar com mais vontade de ir trabalhar do que a que tenho neste momento. Que é nenhuma (mas não digam a ninguém, porque eu não quero dar o braço a torcer).

 

Desejem-me sorte...!

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