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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Vão levar com a "igualdade de oportunidades" no c... no rabinho!

Orgulhamo-nos de viver num país ao nível dos mais desenvolvidos da União Europeia ou até do mundo, de haver igualdade de oportunidades para todos dentro da comunidade... mas, no fim de contas, igualdade de oportunidades só se for para os ricos.
Não nos venham encher a cabeça com porcarias, como se fôssemos todos burrinhos, nomeadamente nos livros de Geografia - eu sei do que falo. Ainda hoje, no século XXI, tentam fazer com que os jovens   acreditem numa data de mentiras, uma autêntica lavagem cerebral ao "povinho" - que nós é que mandamos, que o poder parte de nós, que as estatísticas provam o nosso grau de desenvolvimento relativamente ao resto do mundo, etc e tal.
Contudo, esta nova ideia constitucional vem provar exactamente o contrário, e só lhe ficará indiferente quem quiser. O acesso ao ensino, um dos direitos fundamentais de qualquer pessoa, está-nos a ser claramente negado. Já não chegava os nossos pais pagarem impostos exorbitantes, nem as "taxas simbólicas" que pagam no início de cada ano lectivo, nem o ensino superior estar cada vez mais caro, porque agora também pensam em cobrar umas propinas quaisquer no ensino secundário, sinónimo de mais despesas. E isto pouco tempo depois de ter sido instituída a escolaridade obrigatória até ao 12º ano! Sim, sim, esperem por essa. Se o panorama económico, financeiro e, consequentemente, social de Portugal permanecer como se encontra neste momento (já nem falo em piorar), voltaremos à cepa torta, em que as pessoas só conseguem estudar até ao 2º ou 3º ciclo, se tanto, à semelhança de há cinquenta anos atrás, quando éramos um país "retardado" (retardado sem aspas é aquele em que vivemos agora). Neste momento, há quem tenha dificuldade em ter dinheiro para comer, quanto mais para ir à escola!
Começo a acreditar piamente que não estamos a passar por uma mera época de austeridade. O que observo é a decadência de um país até à morte. Há quem consiga fugir, há quem esteja de pernas e mãos atadas. Os "sobreviventes" são uma minoria, a classe média entrou em vias de extinção e não existe governante nenhum que conserve o mínimo de respeito pelos seus compatriotas.
Enquanto estudante, esta notícia deixou-me revoltada. Não digo que o tenha ficado por mim, dado que estou prestes a terminar a "escolaridade obrigatória", mas não deixei de o ficar por todos os jovens que vivem e viverão em Portugal enquanto esta realidade vigorar. O que poderá parecer uma mera notícia, é mais um passo gigante para o desespero.
Espera-se sempre que um país progrida com o decorrer dos anos. Portugal está a regredir.