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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Em vez de estar a estudar, estou a escrever isto, a desperdiçar tempo e a ficar ainda mais stressada, mas não faz mal, uma pessoa faz o que pode e a mais não é obrigada!*

A minha primeira característica de estimação que consigo enumerar de memória é o perfeccionismo. Acho que, se eu não fosse eu e fosse outra pessoa, uma daquelas que tem de me aturar de perto no dia-a-dia, fartava-me de gritar comigo, do género "epá, tu 'tá quieta, Maria Beatriz, acalma-te, para quê tanto stress, vais dar cabo da tua saúde, para quê sofrer por antecipação, vais acabar cheia de rugas e hipertensa, ai que te matas, Beatriz Maria..." - e por aí fora. Eu sei que é difícil de lidar comigo e só tenho que louvar o esforço de quem está por trás dos bastidores da manutenção da minha sanidade.

Considero-me mesmo muito paranóica no que toca a obter resultados. Posso nem pensar nos meios, mas estou permanentemente ansiosa acerca do que serei capaz de fazer e até que ponto conseguirei chegar. Gosto de me testar, investindo o menor esforço e alcançando o máximo possível, quantitativa e qualitativamente. Sou uma perfeccionista adepta do facilitismo e da ginástica mental, ou não tenha eu um dom terrível para gerir o tempo. Preciso realmente de me agarrar a tudo quanto possa para colmatar tal falha!

Entretanto, começou a época de testes e de entregas de trabalhos para a faculdade. Inicialmente, pensei que tinha tudo sob controlo, mas, agora que já entrei na onda da coisa, não faço a mínima ideia de como antes me pude sentir assim. O ser perfeccionista não me ajuda em nada, claro está. Faz-me esquecer que estou APENAS NA PRIMEIRA RONDA DE TESTES DO PRIMEIRO SEMESTRE DO PRIMEIRO ANO de toda a minha vida universitária e que é praticamente impossível começar logo a desencartar notas brilhantes como se fossem voluntários da Lâmpada Mágica de uma qualquer estação de Metro de Lisboa. Se quero ver muitos dezasseis, dezassetes (...), vintes nas pautas...? Quem não quer?! Não estamos todos no mesmo barco?

Ora, eu devia era aprender a respirar fundo e a ser menos esquisitinha. Dar cabo do sistema nervoso e praguejar contra os métodos de avaliação suspeitos dos professores não resolve nada, ou pouco resolve. Posso ficar mais descontraída durante cinco milésimos de segundo, mas depois passa-me e regresso ao estado de sofrimento infundado.

O certo é que ainda só recebi um texto de Inglês em que tive 14 valores e o resto é tudo incógnitas. Os três testes que já fiz ora me correram mal ora me correram pessimamente - pena é eu nem sequer confiar em mim mesma quanto a avaliar a minha performance em momentos de grande tensão, portanto nem me encontro em posição de divulgar prognósticos.

 

O conselho que tento repetir-me a toda a hora: deixa-te de porcarias. Vais criar inseguranças sem razão, vais encher a cabeça com assuntos que ainda nem viram o dia, vais chagar-te até à tortura psicológica. Tu não queres isso. Tu queres é terminar este semestre, desencantes ou não as notas que queres. Queres é ser feliz no curso que escolheste. Queres é ler todos os livrinhos que consigas e provar que, pelo menos, fizeste tudo o que estava ao teu alcance para não sucumbir à recentemente adquirida pressão universitária.

 

E vai mas é dormir. O teu mal é sono.

 

___________

 

*Até rima.

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