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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

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"Such a stupid question"



Ok. Vamos lá falar de pedidos de casamento. 


Em primeiro lugar, a minha pessoa defende, por norma, que os pedidos de casamento são desnecessários e, até, um símbolo da submissão feminina ao controlo masculino, como se só os homens tivessem legitimidade para pedir as mulheres em casamento, e não o contrário. Aliás - como se a vontade de casar não fosse algo a ser pensado em conjunto! Faz-me espécie, na maioria dos casos. Admito que é uma tradição bonita quando bem executada e que as futuras noivas ficam todas histéricas de contentes e é uma alegria e tal, maaaaaaaaaas...

Portanto, para contrariar o meu coração de gelo e a minha falta de sensibilidade para com os rituais da sociedade, alguém tinha de divulgar um vídeo como o acima colocado: um pedido de casamento fofinho e original que, no final, me deixou a soluçar. A SOLUÇAR. Não me limitei a deitar uma lagriminha de crocodilo, eu SOLUCEI. É incrível, até eu fiquei espantada com a minha emotividade. Afinal, sou de lágrima fácil, mas não propriamente no que toca a este tipo de coisas, que eu acho foleiras até mais não. E o pior é que eu achei este pedido de casamento foleiro e gostei dele na mesma, ainda que o noivo me pareça uma pessoa bestialmente presumida e não me inspire confiança por aí além (também é actor e é norte-americano, duas premissas que o fazem descer de imediato na minha consideração). O que o salva é que, desta vez, teve uma excelente ideia que não me deixou indiferente, pelo que será parcialmente perdoado pela sua arrogância.

Continuo a achar um bocado exibicionista ter publicado a gravação do pedido, do género "sou mesmo bom, vejam como sou um noivo/marido fantástico e contentem-se com a vossa humanidade e os vossos gestos de amor medíocres... pff, vocês são meros mortais e nunca conseguirão alcançar o meu nível de fabulosicidade!", só que, lá está, se ele não a tivesse disponibilizado no Youtube, eu nem sequer teria tido a oportunidade de descobrir que é possível porem-me a chorar baba e ranho durante (o que me pareceu) uma infinidade de minutos, perante uma situação de que nem sou fã - o que, bem pensado, esteve longe de ser o ponto alto da minha vida, mas não nos alonguemos para além do que eu queria realmente dizer.


O que eu queria realmente dizer era...

Caramba, esta cena deve ter dado trabalho a fazer! Ah, e o tipo complicou a vida a muitos dos homens deste planeta, aumentando a fasquia e as expectativas das criaturas do sexo feminino que viram este vídeo e que, de agora em diante, hão-de ficar muito desiludidas se eles não as pedirem em casamento com esta criatividade! Passam a estar todos condenados a ter de puxar pela cabeça, a menos que queiram levar com um balde de água fria em cima! (Ainda não sei se isso é bom ou se é mau...)


Contudo, antes de dar esta publicação como terminada, pretendo reafirmar a minha posição: isto dos pedidos de casamento é muito lindo, muito emotivo, muito rónhónhó, mas, pelos motivos que já mencionei, por mim, dispenso-os na vida real. E não - Ricardo e outros cépticos que acharão que estou só a armar-me em insensível, apesar de, lá bem no fundo, estar roidinha de inveja - não estou a afirmá-lo da boca para fora, esta é a verdade-verdadinha.

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