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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

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Os melhores amigos do mundo são os meus

Tenho os melhores amigos do mundo. É uma escolha pessoal, é certo, mas não consigo levar a sério quem se faz rodear de gente de quem não gosta e que passa a vida a queixar-se que só conhece é gente falsa, e gente cínica, e gente parvalhona, passada dos piolhos. Só não conhecem melhor gente porque não querem. Sempre ouvi dizer que "mais vale sozinho do que mal acompanhado". Felizmente, não estou sozinha e, simultaneamente, encontro-me sempre bem acompanhada.

Acho que, em geral, a época estúpida da minha vida já passou. Já fui parva q.b.; já fiz toda a porcaria (para não lhe chamar outra coisa muito pior) que havia a fazer e, agora, tenho uma vida equilibrada e ajuizada pela frente, em construção. Foi a partir do momento em que senti isso que comecei a olhar para os meus amigos doutra maneira: só são realmente amigos aqueles com quem me vejo relacionar daqui por muito, muito tempo, quem quero continuar a ver frequentar a minha casa, mesmo quando já houver criancinhas - que não nós - à mistura, quem permanecerá na lista para as prendas de Natal e para os eventos mais importantes. Ainda somos (praticamente) miúdos, mas eu já sei que, para ser adulta, só se for com eles. Aliás, acho que, quando temos amigos de infância ou de juventude, é como se nunca crescêssemos realmente. Tenho essa sensação e espero continuar a prová-la pelos anos fora.

Os meus amigos são especiais porque, não sei bem, ou fui eu que os escolhi, ou foram eles que me escolheram. E, quando as pessoas nos escolhem, é difícil dizer-lhes que não. Afinal, enquanto humanos, somos criaturas narcisistas, egocêntricas, sedentas de afecto alheio – logo, gostamos que gostem de nós… E, inevitavelmente, também gostamos de quem gosta de nós.

Os melhores amigos do mundo são os meus, porque, quando se juntam, mesmo que não sejam realmente próximos uns dos outros, parecem-no. Mesmo que “amigo não empate amigo”, é possível reuni-los todos sem confusões. Muito pelo contrário, parecem feitos à medida do grupo. Eu sou sempre a vítima da sua conspiração, aquela de quem fazem pouco, o objecto da piada, o elo mais fraco. Literalmente. Sou o elo e é isso que eu quero ser eternamente. Dentro das minhas fraquezas, faz-me sentir mais forte.

Os meus amigos têm um sentido de humor mordaz, são uns tarados de primeira categoria, gostam de comer compulsivamente, gostam de falar alto, de rir alto, e são óptimos amigos, ao mais alto nível. É disso que toda a gente necessita, não é?

2 comentários

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    BeatrizCM 24.11.2013 14:52

    Costumo pensar que tenho a quantidade de amigos ideal: nem muitos, nem poucos - os suficientes. E de boa qualidade, como poderás confirmar quando te olhas ao espelho ehehe!
    Beijinhos :D
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