Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Habemus fada do lar!

   Gosto genuinamente de arrumar o quarto. Nem sempre me apercebo disso, mas dificilmente consigo parar, quando começo a dar-lhe um jeito qualquer. Se arranjo a roupa, as gavetas e os armários, não posso deixar de varrer o chão; se lhe varro o chão, acabo por também aspirar a carpete; se aspiro a carpete, não custa nada organizar a papelada; se organizo a papelada, os livros e as prateleiras vão pelo mesmo caminho.

   Apesar de esta pancadinha de dona de casa não ser frequente – até porque estou mais tempo fora de casa do que em casa, agora que passo os dias na faculdade, em Lisboa -, quando ela aparece, aparece em força. Praticamente vinda do nada, a minha vontade de deixar tudo a brilhar, sem uma grama de pó ou uma coisinha que seja fora do sítio, revoluciona todo o meu quarto e perímetro circundante (siiim, nem pensem que vou andar a arrastar a porcaria das outras divisões lá para dentro). Em minutos, torno-me uma autêntica fada do lar, sem asas, mas muito eficiente!

   É o que vos digo, até velas aromáticas, e incensos, e vapores cheirosos eu espalho, até com cera eu esfrego os móveis, até os cantinhos mais recônditos ficam a conhecer o poder da limpeza a fundo! Não há nada como uma limpeza para redescobrir carteiras, malas, posters dos Jonas Brothers, fotografias ou desabafos ranhosos de quando eu ainda achava que “bué” era uma asneira, escritos a esferográfica fluorescente e com letra irregular, que se julgavam esquecidos para sempre (ou até serem deitados para o lixo como resíduos não identificados)!

   Depois de arrumar o quarto e de expulsar todo o cotão, migalhas e papéis inúteis, até a luz entra com outra força, mais parecendo que a janela foi ampliada para o dobro do tamanho. Ao fim de um nariz compulsivamente ranhoso, comichões várias e duas mãos ásperas, doridas e inchadas por causa da alergia ao pó, a alma deste meu quarto é outra. As energias sentem-se renovadas e dá gosto olhar para ele!

   Não encontro melhor maneira de dar as boas-vindas a um novo ano do que com o quarto (e a mente) em ordem.

10 comentários

Comentar post