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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

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Problemáticas pessoais

- Sinto-me mal, depressiva, desmotivada.
- Então? É por causa da tua relação com "X"?

Geralmente, temos a tendência de pensar que a principal razão dos problemas das outras pessoas é a sua vida amorosa. Bem, até se compreende. Afinal, é a origem da maioria dos desgostos a que por aí assistimos, não admirando que, assim que nos queixamos de uma dor de barriga que seja, a questão ao problema se direccione para esses lados.
Se, há dois anos, eu me lamentasse sobre a mais ínfima enxaqueca ou ansiedade, a probabilidade de estarem relacionadas com a minha (estúpida) vida amorosa era de 80%. Sem novidade. (Dêem-me um desconto, que eu estava numa idade ainda mais parva do que esta...) Mas, pelos vistos (e finalmente!), passei a defender outro tipo de relações, preferencialmente as de carácter mais saudável e menos obcessivo (ufa). E, agora, até me dá um triquipaque se utilizarem o meu namorado e/ou a nossa relação como bodes expiatórios, por muito ligeira que seja a insinuação. Sim, também tenho de me acalmar, porque "quem está de fora nunca sabe o que cá vai dentro"...
No entanto, num momento em que já consigo discernir entre o que está certo e o que está errado - ou, pelo menos, estou a trabalhar nisso - , não consigo pensar nalguma coisa que pudesse constar mais abaixo na lista do que me causa desconforto, nervos, tristezas ou outra espécie de comichão do que a minha vida amorosa. Oxalá toda a gente tivesse uma igual à minha! (Não me querendo gabar, epá, estou mesmo muuuuuuita satisfeita e head over heels, sou mimada q.b. e, acima de tudo, isto não é só lamechice e "farrobodó", é uma cena ao mais alto nível! Não me querendo gabar...)
Agora, com os pés assentes na terra, orgulho-me de conseguir dizer, com toda a convicção, "gosto muito do meu amorzinho, mas calma lá, que existe vida além dele!". Somos indivíduos diferentes, com expectativas e ambições distintas, não partilhamos nenhum órgão vital (that would be weird), não temos os mesmos hobbies, não vivemos na mesma casa e, portanto, toca a agir como tal. Namorados, namorados... vida pessoal à parte! Porque o nosso maior compromisso, vital, é connosco mesmos.

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