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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades. E livros.

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Teorias sobre o "ÉS TODA BOA!"


Os dispositivos de avaliação do sexo feminino de alguns rapazes e homens deixam-me certamente intrigada. Suspeito de que estejam corrompidos e a razão transcende-me.
Depois de alguma observação no que toca ao que eles gostam ou não gostam no corpo de uma mulher, chego à conclusão de que as opiniões nem sempre convergem. Obviamente, uns gostam mais da morenas do que das loiras, ou preferem as altas às baixas, ou têm tendência a apreciar melhor um bom par de mamas que um bom traseiro (e vice-versa)… Sim, isso é certo. Cada um com as suas taras.
Mas, opiniões à parte, acho que um homem a sério deveria realmente saber distinguir a fruta de má qualidade da de boa. Ou seja, saber distinguir uma mulher bonita de uma mulher feia; uma mulher bem feita, proporcionada, de uma que, apesar de ter sido abençoada num determinado atributo, ele não condiz com o resto; reconhecer umas boas pernas, trabalhadas e elegantes, ou meros pauzinhos andantes, charolas trangalhadanças; reconhecer feições delicadas e reconhecer feições grosseiras, por muito apetecíveis que os lábios extremamente carnudos sejam; não se deixar encantar totalmente por olhos de cores exóticas, só porque sim…
No entanto, parece-me que há imenso badameco por aí com falta de jeito para apreciar o que merece ser apreciado. De um ponto de vista estritamente objectivo, não me venham dizer que fulana A, B ou C é boa (comó caraças!) ou que é o cúmulo do atraente, quando a moça até nem é assim tão vistosa consoante fazem entender. Como a minha avó costuma dizer, “antigamente, os homens gostavam era de tornozelos finos, perdiam-se por eles!”. Eu cá digo que umas boas trancas com rabos propensamente celulíticos e pés de porco, gordos e, já agora, com dedos feios, constituem um dos pratos mais cobiçados fisicamente na actualidade.
É que nada disto tem que ver com o terreno do subjectivo, onde cada um prefere o que prefere. Até podemos preferir ouvir rockalhadas ou popzadas a música clássica; porém, não devemos deixar de reconhecer o mérito dos grandes compositores, como Mozart, Chopin ou Beethoven, lá porque os produtores da Britney Spears fazem bons refrões que memorizamos facilmente. Até podemos preferir jantar no MacDonald’s do que no restaurante ali da esquina, mas continuamos cientes de que a comida mais saudável não é servida em cadeias de fast food. Até podemos gostar das parvoíces que a Margarida Rebelo Pinto escreve, mas o que nós devíamos seriamente pensar em ler são as obras do Saramago.
Portanto, desse modo, mesmo que o Indivíduo X namore ou case com a Miss Piggy, não terá o direito de negar a beleza singular da Pocahontas a quem meteu os patins, não é verdade?

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A 27 DE ABRIL DE 2013: votem pelas vossas preferências no físico masculino aqui e consultando esta publicação.

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