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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Beatriz ♥ Newcastle #4 - última semana de aulas + Edimburgo no fim-de-semana

 

 

No topo do new castle que deu nome à cidade.
A vista de lá de cima para Gateshead, na outra margem do rio Tyne.
Portuguese National Night!!!
"Última Ceia" no jantar de encerramento do curso. Molho de barbecue (aka BBQ) aos montes num cozido? Check. Se gostei? Nem de perto, nem de longe.
Fringe Festival em Edimburgo, um grande acontecimento cultural na capital da Escócia. Milhares de pessoas nas intransitáveis ruas da cidade!
Durante The Potter Trail, uma visita guiada pelos pontos de Edimburgo que inspiraram a J. K. Rowling enquanto escrevia a saga: o túmulo de um tal de "Thomas Riddell" e da sua família - um entre tantos outros cujo nome foi reinventado e aproveitado pela autora para as suas personagens. Esta foi uma visita guiada totalmente gratuita e a guia, uma rapariga pouco mais velha do que eu, era um amor de pessoa. Não paguei, mas contribuí para o saco das gorjetas. Potterhead approved!
Palace of Holyroodhouse: a modesta casa de férias da rainha. Terrível...
... como podem comprovar pela minha expressão de horror e desdém, no meio de um dos jardins mais feios onde já pus os pés.
E pronto, comida indiana como último jantar em Newcastle, depois de voltar de Edimburgo, com o resto das colegas e dos professores portugueses. Depois duma quinzena gastronomicamente exasperante (se algum dia forem a Inglaterra, preparem-se para NÃO encontrarem carne ou peixe fresco, só comida processada e/ou congelada), optei pelo tipo de cozinha mais próximo da portuguesa - a indiana, como observou o meu pai, ao ouvir o meu relato - com uma Chicken Tikka Masala para lá de boa, apesar de picante.
***
Quanto ao regresso - como há sempre uma surpresa reservada por cada viagem que se faça -, esse já foi atribulado q.b., com o autocarro a morrer no meio da auto-estrada, a mais duma hora de distância de Manchester. Tuga que é tuga desenrasca-se, mas, em terras de Sua Majestade, tal verbo é desconhecido e, mais do que isso, impensável. Após uma hora desperdiçada em que ficámos apenas estacionadas na berma e a suplicar por um táxi ou qualquer outra alternativa que nos pudesse levar ao aeroporto de Manchester a tempo do vôo, lá chegou outro autocarro que - IMAGINE-SE - seguia para o centro de Manchester. Quem quisesse ir para o aeroporto (na periferia da cidade), que pedisse ajuda na estação de autocarros, quando lá chegasse. Escusado será dizer que tudo o que era português (nós as 5) se encontrava já à beira dum ataque de nervos, com a falta de jeito para dos ingleses para se desembrulharem de situações complicadas e sob pressão. Já na Manchester Coach Station, depois de nos prometerem um táxi que não tinha maneira de vir, valeu-nos um taxista que pagámos por nossa conta e risco, um tipo que não me lembro se era indiano ou doutra nacionalidade asiática. Lembro-me apenas que, muito graças a ele, chegámos a tempo do fecho do check-in e de recuperarmos o fôlego de 4 horas de stress e 10 minutos de corrida até chegarmos ao sítio certo no terminal.
Enfim, adoro as peripécias duma boa viagem e esta foi, no mínimo, engraçada. Cansativa... mas engraçada! Guardarei óptimas recordações da minha primeira aventura by my own.
(Nota: só é pena que as minhas publicações estejam a sair-me todas esteticamente desconfiguradas. Desculpem lá qualquer coisinha.)

Blogue em modo de procrastinação

Entre publicações que gravei como rascunhos e que se evaporaram com o ar fresco deste Verão, ressaca de computador com grande aversão a tal dispositivo e mais 8 livros adquiridos em Inglaterra à espera para serem apreciados, sinto que este blogue tem sido justamente negligenciado em nome da causa que defende: pura procrastinação.

No entanto, prometo para breve as fotografias da última semana em terras de Sua Majestade, assim como as devidas actualizações no Procrastinar Também é Ler - nem que seja porque tem sido o meu mantra nos últimos dias, felizmente!

Quando se é monitor, a opinião deles é que conta

 

 

 

 

 

 

Pronto, e a dos pais. E a do coordenador. E a dos colegas. Mas, para mim, é a dos "meus miúdos" que mais me deixa satisfeita ou com vontade de fazer melhor. Foram três semanas e meia em que tive de gastar todas as reservas de energia que tinha... e mais algumas que tive de encontrar pelo caminho. Acho que podia ter feito melhor, mas não sabia bem como seria capaz. Talvez para o ano (se houver "para o ano") me saia com mais jeito para a coisa. Acho que fiquei um bocado à sombra dos outros monitores, mais experientes. Raramente deixei de me sentir "a monitora nova". 

Espero realmente ter marcado a diferença no Verão das crianças com quem estive. Espero que relembrem o mês de Julho de 2014 como algo que valeu a pena, mesmo que tenhamos subido uma serra à beira-mar, com arribas escarpadas por todo o lado, com gravilha escorregadia e plantas que picam; mesmo que alguns miúdos mais irrequietos tenham tentado destabilizar os meus nervos e os outros tenham levado por tabela (seguindo-se um pedido de desculpas, sempre que me ocorria o quão injusta estava a ser); mesmo que nem sempre tenha acordado com a sensação de "que giro, vou trabalhar 10 horas seguidas", com mil olhos postos nos putos e três pares de orelhas para conseguir perceber as indicações que me eram sugeridas para lidar com Isto e Aquilo. 

 

E pronto, em 2015 poderá haver mais...!

Procrastinar também é ir à SIC!

 

Procrastinar também é viver? Procrastinar... TAMBÉM É VIVER? Pelos vistos, não. Foi isso que eu senti durante o programa "Boa Tarde" de ontem, ao participar na conversa com a apresentadora Conceição Lino, com a Alexandra (ou Pantapuff da blogosfera) e com a psicóloga convidada, a Dr.ª Andrea Oliveira. E não fui a única - também a Alexandra se sentiu desconfortável. Passo a explicar porquê...

Fomos contactadas há cerca de semana e meia por um jornalista - que até penso que seja o que apareceu na peça introdutória, a fazer o vox pop, muito simpático e acessível. Alguns dias depois, cada uma de nós passou algum tempo com ele ao telefone - no meu caso, cerca de meia-hora e, no caso da Alexandra, foi mesmo uma hora. Fizeram-nos imensas perguntas, por isso pensámos que se trataria de uma espécie de preparação para o programa e imaginámos, ao sabermos que seria "uma conversa" ou "um debate" acerca "da procrastinação e dos portugueses", que a nossa intervenção seria muito maior. Mas já lá vamos...

 

Comecei a perceber falhas logo de início. A Alexandra foi e veio de motorista/táxi. Eu vim de carro próprio desde o rabinho de Judas onde vivo na Margem Sul até aos estúdios da SIC, em Carnaxide, e nem se ofereceram para me pagar a gasolina. Claro que não guardo ressentimentos por terem tido o cuidado de darem boleia à Alexandra e não a mim, mas logo a partir daí demonstraram falta de organização (não, estou a brincar, eu detesto a Alexandra e já estou a preparar a minha vingança).

No entanto, ignorei. Por favor, ninguém é perfeito e não havia razões para me armar em diva - eu, uma mera convidada que, ainda por cima, iria ter a oportunidade de divulgar o seu blogue e de comunicar para milhares de espectadores em todo o país, e que tão lisonjeada fiquei pelo convite. Pentearam-me como gente importante, maquilharam-me até não se notar uma única marca dos últimos 10 anos de acne, foram porreiros. Fiquei irreconhecível, pronta a entrar no ar. 

Cerca de 15 ou 20 minutos depois, eu e a Alexandra saímos da sala de cabeleireiro e maquilhagem. Sabem que mais? Os meus três acompanhantes continuavam sentados no corredor, em frente dum ecrã pequeníssimo cujo som e imagem eram quase imperceptíveis. Fiz questão de perguntar se não haveria a hipótese de os colocarem realmente na audiência (como me tinham informado por telefone) e garantiram-me que, quando fosse a minha vez de entrar, todos se poderiam sentar no estúdio. Sim, sim...

[Nota intermédia: Não sei se tomaram atenção ao caso do primeiro convidado, a viver numa casa a cair de podre, com dois filhos menores, desempregado, sem condições ou perspectivas de vida... Fiquem sabendo que tinha um smartphone dos mais caros e que não parecia nada infeliz.]

Após o fim da primeira parte do "Boa Tarde", por fim chamaram-nos ao estúdio. Não havia cadeiras para ninguém, não sentaram nenhum dos meus acompanhantes (nem a minha avó, que acabou por puxar uma cadeira que por ali andava e desenrascar-se sozinha), tive de andar a pedir a não sei quantas pessoas que me dessem água a mim e à Alexandra (só nos deram quando estávamos já à frente das câmaras, quase a aparecer em directo) e nem um lanchinho ofereceram. Contudo, estas coisas acontecem, ninguém estava à espera de tratamento VIP!

Entrámos em directo e a Conceição Lino não corrigiu uma gralha do teleponto: postegar não existe - é postergar. Seria de esperar que uma jornalista com tantos anos de experiência a apresentar directos conseguisse identificar um erro de vocabulário destes, que pelo menos fizesse o trabalho de casa. Gastou-se imenso tempo com explicações etimológicas e de sinónimos de "procrastinar", tempo esse que poderia ser utilizado para deixarem as convidadas falar e explicar elas mesmas o que significa. Sei lá, convidaram-nos por algum motivo, não?

Quem viu o programa deve ter reparado que quase não interviemos. Com alguma sorte, eu e a Alexandra falámos, cada uma, dois minutos (entretanto, fui confirmar e falei cerca de 2 minutos e 10 segundos). Não dissemos quase nada, não adiantámos o que não pudessem adiantar sem nós. Ok, referimos alguns exemplos práticos acerca da procrastinação a nível pessoal, mas ambas concordamos em que isso só contribuiu para que ficassem com a impressão de que não fazemos puto da vida, que somos umas preguiçosas. A Drª Andrea deu-me razão nalgumas coisas que eu disse, explorou bastante bem em que consiste procrastinar, foi rigorosa do ponto de vista científico. Mas, ainda assim, ninguém se deu ao trabalho de nos perguntar ou de explicar ao público que nós procrastinamos E vivemos: ambas estudamos e trabalhamos, temos algumas responsabilidades e ainda arranjamos tempo para nos divertirmos q.b.. Não somos umas zés-ninguém - está a ler, Conceição Lino e respectivo tom de condescendência?

 

De qualquer maneira, nem tudo foi mau. Adorei a experiência e fez-me bem ao ego. Tive o meu tempo de antena, pude dar a minha opinião num programa em directo num dos canais mais vistos em Portugal acerca de algo que faz parte do meu dia-a-dia, a procrastinação, e de desmistificar tudo o que lhe atribuem de negativo. Sei que fiz o melhor que pude, falei claramente e sem me engasgar, achei que foi uma ocasião engraçada e em que recebi o apoio de muitas pessoas. O que mais poderia pedir? Mesmo tendo em conta o acumular de acontecimentos negativos com que me/nos foram presenteando ao longo da tarde de ontem, devido a uma notável falha de organização, já ninguém me tira o facto de ter estado na televisão (sim, sim, não me venham com falsos moralismos, porque aparecer na televisão é giro e há muita gente que gostaria de o fazer!). Foi uma maneira diferente de celebrar o 3º aniversário do blogue.

 

Deixo-vos com algumas fotografias...

 

 

Selfie pós-embelezamento.

 

 

Em directo.

 

 

Já percebi porque é que as famosas querem ser tão magras: a televisão engorda-nos e não é pouco. Só não nos dá mais mamas, o que é uma pena.

 

 

Querido, mudei a cara! - antes e depois de tirar quilo e meio de maquilhagem.

 

 

E vocês, acompanharam o programa de 30 de Junho de 2014? Digam de vossa justiça! :)

A moda dos eventos no Facebook

Foi ontem à tarde que comecei a aperceber-me da moda dos eventos no Facebook. Ainda não a conhecem? É super engraçada, apesar de irritante, depois da saturação de tanto convite. De qualquer maneira, aqui segue uma lista daqueles a que achei mais piada:

 

Por que é que eu faço sempre questão de ir votar?

Como muito se costuma dizer, votar é um direito, mas também é um dever dos cidadãos. Logo por causa disso, todos nós, que já temos idade para o fazer, devíamos dar-nos ao trabalho de levantar o rabo da cama ou do sofá e enfrentar a urna, nem que seja só por descarga de consciência. Já agora, como sabemos que, infelizmente, neste país existem muitas falcatruas, marcar presença na mesa de voto também é uma garantia de que o nosso nome é riscado dos cadernos eleitorais e que somos nós que decidimos o rumo do nosso [X], para que MAIS NINGUÉM possa tomar-nos o lugar, para nos assegurarmos de que não usam a nossa abstinência para a tornarem num [X] que não fomos nós que lá metemos - mesmo que, no final, tornemos o nosso voto inválido, continuando a não interferir nas estatísticas.

A Suzi

Não percebo porque é que implicam tanto com a rapariga. A representante de 2014 no Festival da Eurovisão, Suzi, não é assim tão má. A música não foi assim tão má - muito pelo contrário, nem sequer era assim tão pimba quanto me faziam parecer, antes de ter visto a transmissão eu mesma. Era animada, era em português e a miúda é gira, que é o que se quer. Não percebo mesmo qual é o problema. E nem sequer venham falar de qualidade! Acham que os países que levaram pop-rasca (Hungria, Suécia, Holanda e amigos) foram melhores? Que representaram melhor o seu país com músicas de funeral, ainda por cima cantadas em Inglês, não mostrando individualidade nem criatividade nenhuma? Olhem, ao menos nós levámos algo "nosso", o que chamam de "pimba", e cantámos na nossa língua. Se não vão com a cara da rapariga, isso é outra coisa. Agora porem-se a dizer que Portugal não foi qualificado ontem para a final por causa dela, isso não tem sentido nenhum - até porque sabemos todos muito bem que grande parte da selecção dos pré-finalistas, finalistas e vencedores tem imenso de política e não necessariamente de avaliação da qualidade musical, pelo que Portugal dificilmente seria qualificado.

Vejam e opinem... Se calhar, até é mesmo de mim, mas eu já nem sei. Acho que, em geral, as opiniões têm sido injustas. O que acham?

 

E, já agora, deixo aqui o vídeo da actuação de que mais gostei. A música era linda, a língua materna do cantor não foi desprezada e, mesmo assim, ele não deixou de ser qualificado: Sergej Ćetković, a representar Montenegro: