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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Ronaldo, Ronaldo e mais Ronaldo

Ando enjoada de tanto Cristiano Ronaldo. Ele é a estátua com as jóias da família em destaque, ele é o livro da D. Dolores (que me parece, contudo, uma granda mãe), ele é as não sei quantas Bolas de Ouro, ele é a rivalidade com o Messi, ele é o fofucho ficar sempre lesionado antes de jogar pela selecção nacional (tristes coincidências desta vida)... Eh pá, caramba, deixem lá o moço! Deslarguem-no! Prendam a vossa atenção noutras coisas bonitas da vossa existência, tipo passear o cão enquanto o sol nasce, serem assinantes duma revista de terceira categoria ou comentarem as calinadas do Gustavo Santos (bem, esta última dispensa-se na mesma).

Já sei, já sei, eu represento a voz duma minoria que não compreende o futebol, mas é só de aparência. Eu tento mesmo compreender o fenómeno do futebol e penso que já estive mais longe de o compreender totalmente. Até costumo ter bastantes conversas com quem é fã ferrenho da coisa (incluindo professores universitários) e já cheguei à conclusão de que ser portista/sportinguista/benfiquista/etc/etc de alma e coração não tem nada que ver com estrato social ou grau de instrução. Só não compreendo por que é que a maioria dos portugueses

 

Também já estou em 2015!

Tomei a liberdade de desaparecer da blogosfera durante os últimos três dias, pois estive a ambientar-me a 2015. Quer dizer, se calhar foi mais 2015 que se esteve a ambientar a mim, porque eu entrei em grande. Foi a melhor viragem de ano que alguma vez tive.

Os meus melhores amigos (mais o namorado duma, que já foi iniciado no nosso grupo, a que chamamos Clube das Meias, mas essa história fica para depois) vieram quase todos passar a noite de dia 31 de Dezembro comigo e foi uma animação: supostamente ficariam dois a dormir cá em casa, mas acabaram todos a ligar aos pais a dizer que pernoitariam na minha sala, uns no sofá, outros em colchões no chão e ainda outro na espreguiçadeira do jardim (trazida para dentro, note-se). Um dos meus cães também se quis juntar à festa e a cadela só não conseguiu um buraquinho porque é enorme e já não havia espaço nem para a tartaruga.

Comemos um lanche super ajantarado, ou um jantar alancharado, jogámos ao polícia e ladrão e ao Uno, comemos, dissemos palermices, comemos, vimos o filme The Interview, comemos, depois chegou a meia-noite, comemos camarões, festejámos com a minha avó e a minha tia, demos beijinhos, dissemos lamechices e quem quis brindou e bebeu espumante em copos de plástico.

Acabada a festarola do costume, montámos o acampamento já mencionado, vimos o resto do The Interview, enquanto alguns iam adormecendo, e depois vimos o Má Vizinhança, que é mesmo bom para encher chouriços e resolver querelas quando um grupo de amigos não consegue decidir que estilo cinematográfico agrada a todos. Por fim, já às 5 e tal da manhã, desligámos a televisão e dormimos uns muito chegadinhos aos outros, como só os amigos fofinhos fazem. Só um dos meus amigos é que foi FRACO, não resistiu e acabou por ir para a minha cama no piso de cima, com todas as comodidades a que uma PRINCESA tem direito.

No meu caso, dormi entre o meu amor, o Ricardo, e a minha amiga mais antiga, a amiga que não se recusou a brincar comigo às Barbies no meu primeiro dia de infantário, aquela que nunca me chamou gorda quando eu parecia um lutador de sumo em miniatura, há praticamente 14 anos, a Inês.

2015 começou com um quentinho no coração e um bafo de jovens adultos pouco rebeldes e muito caseiros a pairar na minha casa.

E no dia 1 almoçaram quase todos comigo e só se foram embora à tarde, podres de sono e com saudades das casas deles! YEY!

Já disse que adoro os meus amigos? E a minha avó - OH OH, A MINHA RICA AVÓ - que tem passado os últimos dois dias a lavar cobertores e mantas?

 

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2014 - ou o ano em que descobri as minhas primeiras rugas

2014 foi mais um ano. Não vou já adiantar se foi o melhor ou o pior da minha vida, porque todos os anos acontecem coisas boas e outras menos, previstos e imprevistos, e nunca devemos ser demasiado positivos ou demasiado negativos acerca desses acontecimentos.
Pessoalmente, olhando para o todo dos 12 meses, foi correndo tudo o melhor possível. No que toca a avaliar um ano que passou, prefiro fazê-lo sempre com "o copo meio cheio". Por isso...
O meu namorado continua a ser o melhor de todos (óbvio, isso nem se discute), a nossa relação de dois anos corre às mil maravilhas, somos os melhores companheiros um do outro, de tal modo que, pelo menos até ao momento, pudemos continuar a pensar em planos a todo o prazo (imediato, curto, médio, longo, longuíssimo, faz parte dos nossos planos pessoais mantermos um plano conjunto).
A minha família tem os seus dias bons e maus, mas continuamos aqui para as curvas; os meus amigos andam na sua vida e todos eles tiveram sucesso nos seus projectos em 2014, fora alguns percalços pessoais aqui e ali.
Voltei a ser premiada com uma bolsa de mérito da Associação Duarte Tarré, através da qual também considero ter sido premiada (como se um prémio já não fosse suficiente) com uns padrinhos exemplares e que já têm um lugar na minha vida e no meu coração (obrigada, Inês e Manuel, assim como a todos os outros padrinhos na ADT que inspiram jovens cheios de sonhos e ambições, entre o quais alguns que se tornaram meu amigos) - um processo que já tinha sido iniciado em 2013, com a minha primeira bolsa.

Pela primeira vez, viajei não uma, mas duas vezes de avião - e relativamente sozinha! Primeiro, para Newcastle, em Julho e Agosto, duas semanas longe de Portugal, da família, dos amigos, mas em que tive a experiência do ano! E, depois, para Bruxelas, três curtíssimos dias em Outubro que deram para conhecer grande parte do centro da cidade.
Continuei a ser boa aluna, estou no 2º ano da licenciatura, a lutar e a espernear para manter a média elevada, sem abdicar de 7 horas e meia de sono diárias (no mínimo, senão o meu organismo entra em falência), enquanto também vou trabalhando um pouco aqui e ali, entre o marketing digital e dar explicações. E, graças a esse dinheirinho de parte, consegui pagar as propinas e as despesas da faculdade E AINDA comprar imensos livros que de certeza vão enriquecer as leituras de 2015.
[AH, e em 2014 também encontrei as minhas primeiras pseudo-rugas milimétricas!!! Socorro!]

Apaixonei-me por uma ninhada de gatos bebés abandonada ao pé da minha casa, consegui dar três e fiquei com outras duas pequeninas, a Fafá e a Nonô. Esta última pregou-me um susto valente no Natal, mas uns dias de medicação e um desfalque na minha conta bancária já a trouxeram de volta à vida prazenteira.
E, por fim, os blogues. Os meus lindos blogues, que tento manter em ordem, interessantes, diferentes, apelativos, criativos, divertidos, relevantes para toda a gente. O Procrastinar Também É Viver completou 3 anos em Junho, o Procrastinar Também É Ler completa agora o seu primeiro. Graças a eles, em Junho tive 2 minutos de antena num programa da tarde da SIC (estou disponível para autógrafos e tudo, só não marco presenças em discotecas porque não quero saturar o mercado de trabalho às meninas da Casa dos Segredos).
Dito isto, se repararem, usei muitas vezes o verbo "continuar" e "manter". Bem, assim o é porque, no final de contas, todos os anos são a continuação dos anteriores; nenhum ano é estanque. Continuam-se projectos, mantêm-se amizades e objectivos.
E eu só desejo que 2015 continue a ser um ano produtivo em sucesso e felicidade (pessoais e profissionais) e que tudo o que 2014 já tinha de bom se mantenha presente no novo ano- para mim e para todas as pessoas, até aquelas que não gostam de livros (eu perdoo-vos).

 

Continuemos mas é a procrastinar, que faz bem à saúde!