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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Pela boca morre o peixe

Ando bem fartinha desta conversa da Organização Mundial de Saúde, mais das organizações ambientais, acerca do que devemos ou não comer. Sinceramente, daqui a nada nem um pauzinho de esparguete podemos saborear. E ele são as carnes vermelhas que blá blá, e ele são as carnes frias que mi mi, e ele é o leite que tem hormonas animais, e os enchidos que têm colestrol, e coitadinhas das vaquinhas que andamos a comer, e o peixe que consumimos que traz uma pegada ecológica com consequências indesejáveis...
Muito em breve, só poderemos pastar ervas daninhas. A pouco e pouco, parece que as autoridades do assunto nos querem tirar o pão para a boca (pois, pois, que o pão leva farinha, que é obtida através dos cereais, cuja plantação exaustiva desgasta os terrenos... e os cereais costumam ter glúten... ai ai, que já faltou mais!).
No fundo, eu só gostava que nos começassem a dizer o que é que PODEMOS comer, em vez de todos os dias saírem notícias sobre o que NÃO PODEMOS comer.
Ah e tal, basta ir a lojas de produtos naturais e vegetarianos, tipo o Celeiro, ou às secções dietéticas dos supermercados.
MEUS BONS AMIGOS, ACHAM QUE EU VIREI RICA PARA ANDAR A COMPRAR BOLACHAS DE 3€???

Em suma, a minha bisavó, alentejana de nascença feita alfacinha, deve ter falecido aos 102 anos pelo excesso de bifes, chouriço, migas e iogurte que comeu na sua vida. Não fossem as hormonas animais, o colesterol, o glúten e a lactose e ainda cá estaria para ver nascer meia dúzia de trinetos.

 

Pela boca morre o peixe.

Justin Timberlake vai ser pai

Acendamos um monte de velas em nome da nossa adolescência, pois Justin Timberlake, que completou ontem 34 anos (já??? como assim???), vai ser pai. A criancinha vai ser multi-talentosa: cantar como pai, representar como a mãe (a actriz Jessica Biel) e ser uma brasa como ambos são. Eis o próximo príncipe ou princesa que vai fazer as delícias dos paparazzi. #BoyOrGirl, ainda não se sabe!

 

Muitas fãs hão-de chorar um rio, se é que me entendem.

 

Esclarecimento: zonas de interdição de automóveis anteriores a 2000 em Lisboa

Para quem ainda tem dúvidas acerca de que automóveis podem circular no centro de Lisboa desde 15 de Janeiro de 2015, podem obter a lista pormenorizada no site da Câmara Municipal. Existem três zonas de emissões reduzidas na capital, consoante a data de fabrico das viaturas: EURO 1 (veículos construídos antes de julho de 1992), EURO 2 (veículos de 1996 ou posteriores) e EURO 3 (em geral, veículos ligeiros fabricados depois de Janeiro de 2000 e pesados depois de Outubro de 2000). Para mais informações acerca dos limites dessas zonas, aqui vos deixo o link do pseudo-edital, para que não restem perguntas.

Sou anti-Photoshop nas crianças

(Fonte: Observador)

 

Já tinha expresso a minha antipatia para com o Photoshop quando foi lançada a fotografia de família dos duques de Cambridge, o Príncipe William e a Kate Middleton, com o bebé George e o cão (cujo nome é injustamente desconhecido). Por isso, quando vi hoje as fotografias de Natal do príncipe George, fiquei muito desiludida. Voltaram a repetir o estúpido erro de terem editado as imagens da criança.

Mas por que é que não deixam a criancinha em paz? Deixem-no! Ele é príncipe, provavelmente será rei, mas por enquanto ainda é uma criança. As crianças são lindas e fofinhas de qualquer maneira, mesmo sem lhes passarem uma borracha digital nas borbulhinhas e nos arranhões! Arre, que isto já enjoa, já enoja, já cheira mal!

Professorar ou não professorar?

Sempre me disseram, a partir do momento em que escolhi Línguas e Humanidades no secundário, que se era essa a minha escolha, então "ia para quê, para professora"? No fim do nono ano, era esse cenário que quase me impunham, como se nas humanidades não houvesse espaço para mais nada senão o ensino e, pior ainda, como se houvesse algum mal em ser-se professor. Senti este criticismo da parte de, principalmente, colegas e, ah ah ah, professores (feliz e curiosamente, a minha família nunca se preocupou com as minhas opções escolares e académicas, sempre confiaram em mim), mas também nunca me deu para pensar em particular nessas atitudes acusatórias. E sim, eu cheguei a ouvir "que desperdício, uma aluna com tão boas notas a ir para Humanidades!". Oh, sim, tem sido terrível, já agora.

No entanto, só por volta do décimo primeiro ou do décimo segundo ano é que comecei a levar essa alternativa de me tornar professora a sério. Motivada em grande parte pela pressão normal para me candidatar a uma licenciatura que me fizesse sentir concretizada, submeti-me a montes de introspecção e avaliei todas as minhas opções: basicamente, todas aquelas que poderia imaginar no domínio das humanidades e até algumas mais viradas para as ciências (!!!- estou a brincar, pensei em Psicologia). Com uma média bastante satisfatória, pude dar-me ao luxo de pensar e repensar muito.

O ensino começou então a mexer comigo, devagar, devagarinho, quase parado. Na verdade, ainda me mói o juízo de vez em quando. No ano passado, o primeiro da licenciatura em Ciências da Cultura, comecei a dar explicações mais a sério (já gostava de as dar por gozo), neste caso a alunos do ensino básico e... gostei. Gosto, a melhor dizer. Adoro sentir que estou a marcar alguma diferença na maneira como os "meus miúdos" olham para o verbo estudar, adoro ver as caras deles quando descobrem que não é assim tão difícil, adoro saber que a minha missão foi cumprida ao assistir ao sucesso deles.

Atribuo grande parte da "culpa" desta minha queda aos óptimos professores que fui e que vou tendo ao longo do meu percurso. Também tive maus e mesmo péssimos professores, mas "desses não reza a História". Os bons continuam a exercer influência no modo como vejo o ensino e a própria actividade de ensinar, de dar a conhecer e de explicar.

Dito isto, impõe-se uma pergunta: será que eu gostaria de ser professora a longo prazo? E outra: será que eu gostaria de ser professora em Portugal, no ensino público? A resposta à primeira ainda está por conhecer, mas a resposta à segunda é um assertivo NÃO. Pelo menos, enquanto as condições de trabalho do pessoal docente não levarem uma debandada de alterações que lhes restituam a dignidade a que todos os seres humanos têm direito.

É que, hoje em dia, os professores parecem não ter direito a nada. Assentar arraiais e constituir uma família é quase considerado um luxo. Começar a carreira é extremamente difícil, mas até que ponto os professores serão capazes de chegar vivos ou, no mínimo, com ânimo ao dia em que ela estabilizar, finalmente?

Eu quero ter liberdade para conciliar o meu projecto pessoal de vida com o meu projecto profissional, por isso será que devo esperar desenrascar-me no ensino, mesmo que tenha de fazer alguns sacrifícios? Será que vale a pena correr esse risco?

Dada a situação actual do país, em específico com as falhas frequentes e permanentes do Ministério da Educação (e respectivo ministro, é de sublinhar) perante os professores e, por consequência, perante os alunos, é difícil adivinhar um futuro fácil. Basta ligar o telejornal durante os últimos dias para perceber que a coisa não está nada bonita.

Ter passado de “condenada a ser professora” para “potencial professora em formação” não me facilitou a vida. Aliás, parece-me que ando sempre atrás dos caminhos mais difíceis, das escolhas mais manhosas.

Será que é melhor explorar outra qualquer vocação que me assista e esquecer esta história? Ná, provavelmente isso não vai acontecer, porque o que tem de ser tem muita força.

Estejam atentos aos próximos episódios.

 

(Outro texto recomendado: http://coconafralda.clix.pt/2014/10/professores.html)

Votem na Ciclovia da ULisboa!

 

Amigos, 'bora votar no Orçamento Participativo de Lisboa!
Enviem SMS gratuita com o texto "189" para o número 4310, para votarem na construção de novas ciclovias a ligar as faculdades da Universidade de Lisboa (ULisboa).

Para alguns de vós esta alteração não mudará as vossas vidas, não fará qualquer diferença (por acaso, na minha também não, que me desloco de transportes públicos), mas decerto será uma oportunidade a aproveitar por muitos outros colegas, um sinal de que é possível melhorar a qualidade de vida na capital.


Já sabem: "189" para o número 4310, totalmente grátis! Mesmo que não sejam de Lisboa, apoiem a causa. Os alunos da ULisboa agradecem! :)

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No fundo, no fundo, acho que uma das maiores consequências da crise é ter-nos virado todos para dentro da nossa bolha, onde tentamos resolver os nossos problemas pessoais, esquecendo-nos dos problemas dos outros. Lá está, não é que nos digam directamente respeito, mas os problemas dos outros, por vezes, são os problemas de toda uma comunidade. E a comunidade somos nós.

Quando saio da minha bolha, entro um pouco em negação. Sim, eu tenho problemas, mas há quem tenha outros bem piores do que os meus. Ainda agora, ao sair da estação de Metro da Cidade Universitária, cruzei-me com uma senhora já com uma certa idade sentada nas escadas, acompanhada de um cartão cuja mensagem escrita era um pedido de ajuda. Ao lado, tinha colocado algumas flores em croché, ou assim parecia, e uma caixinha onde algumas pessoas já tinham depositado uns trocos - talvez uma espécie de venda improvisada.

Esta senhora tinha um ar muito debilitado e cortou-me o coração. E se fosse alguém que eu conhecesse? E se a mesma situação acontecesse a alguém de cuja história eu soubesse? Neste caso, eu não conheço a senhora, muito menos conheço a sua história pessoal. No entanto, depois de muito, muito ponderar acerca do assunto, voltei atrás e olhei para ela com mais atenção. Em parte, tinha medo de ser mal interpretada e de lhe ferir qualquer tipo de orgulho que guardasse. Perguntei-lhe se tinha alguma coisa para comer e ela respondeu-me qualquer coisa como "não, depois a menina fica sem lanchinho". Acabei por lhe dar uma tangerina que tinha levado para o lanche. Ela precisa mais do que eu, eu levo comida para um dia inteiro na lancheira.

Pelo menos de mim para mim, sei que fiz o melhor que pude. Dei um pouco do que tinha. Depois de ouvir tantas notícias acerca de reformados cujas pensões são cortadas sem dó nem piedade, depois de ouvir acerca de tanta desgraça, a bolha em que vivo tem de ser quebrada de vez em quando. Este momento foi o meu "de vez em quando", em que partilhei o que consegui. Foi pouco, eu sei, mas talvez noutra altura possa dar outro pouco. E outro. O que for possível.

 

Não dou comida nem dinheiro a instituições, porque não sei o que fazem com aquilo que quero dar. Não apreciam verdadeiramente o gesto, mesmo que insignificante. Para dar, dou directamente a quem precisa, sem intermediários. Hoje foi assim.

O George Clooney não é um DILF

Talvez a diferença de idades entre mim e o Geoge Clooney seja demasiado grande para que eu entenda o burburinho que se passa em volta do seu casamento, por fim, aos 53 anos. É certo que ele é ainda um pouco mais velho do que o meu pai, o que não melhora as coisas, mas será que, mesmo que eu fosse mais velha, conseguiria encontrar-lhe o tão famoso charme que a maioria das criaturas do sexo feminino lhe atribui? Não sei. Só sei que, normalmente, não deixo de conseguir avaliar homens mais velhos, mais conhecidos como DILF - Dads I'd Like to F***. E o George Clooney está longe de ser um DILF. Ele não é um DILF. Eu sabê-lo-ia, acreditem. É tudo muita publicidade e pouca realidade.

Agora parem lá de se pelar e olhem para a carinha bem vulgar do moço, vá. Não é assim tão mau que o suposto solteirão de Hollywood tenha dado o nó.

 

Parabéns ao noivo, seja como for!

 

 

Mais fotos do casamento do George Clooney aqui.

Reino (des)Unido

Ahahaha, o Cameron está a prometer dinheiro de compensação à Escócia para acalmar os ânimos de quem queria a independência e para dar o devido valor ao país e blá blá blá? Ai filhe, prepara-te, porque a Irlanda do Norte e Gales vão-te lixar a vida com invejas de irmãos. Então mas um tem e o outros não? Ai filhe, que ainda vais criar mais problemas e ainda se criam mais dois referendos, porque quem aguenta um, aguenta três.

Não esperava mesmo que 55% da Escócia votasse "não" à independência. É uma pena, uma pena. A rainha é que deve estar feliz, por manter esta modesta propriedade que tive a oportunidade de visitar no mês passado, em Edimburgo.