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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

a minha primeira vez

Não doeu, mas foi violenta e absolutamente inesperada. Ouvir aquele estalido foi uma novidade para mim e cheguei a sentir-me imobilizada durante alguns segundos, até entender o que realmente se tinha passado. Foi uma revelação, um choque, uma delícia...! E nem me acertou!


Pela primeira vez na vida, presenciei o rebentar de uma corda numa das minhas guitarras.

outra #tag (apenas respostas)

Respostas às perguntas da tag em que a Raquel me marcou:

1. Neste momento, gostava de... ter mais 100€ para gastar em roupa, acessórios e "futilidades" dessas.

2. Os meus olhos dizem que... acabei de acordar.

3. O que me faz bonita é... a minha sinceridade.

4. Se fosses uma personagem de um livro, quem serias? Justifica. Seria a Hermione Granger, a melhor amiga do Harry Potter, porque ela é inteligente, atraente e corajosa.

5. Qual foi o elogio mais bonito que já receberam? Qualquer elogio tem a sua beleza, pelo que não sei dizer ao certo.

6. Como foi o vosso primeiro amor? Se ainda não o tiveram, como querem que seja? Intenso, inesperado e fugaz.

7. És feliz se... sentir que aqueles de quem gosto me apoiam sempre.

8. Se fosse um objecto seria... um livro.

9. Como gostavas de te chamar? Sei lá... Gosto bastante do meu nome.

10. Qual foi a pior coisa que tu fizeste na vida? Comer pizza de anchovas.

11. Acreditas em Deus? Ou em algo do género? Mais no "algo do género".

Braga #11

Saí mesmo no Correio do Minho hoje de manhã. Ainda não li a edição em jornal, mas a da Internet está assim. Não tarda nada, tenho por aí os paparazzis e os stalkers todos à minha perna. Oh, mon Dieu, ser celebridade custa. Agora sei o que é ser como a Madonna da Margem Sul, em digressão por Braga.

blogging

Eu não sou tão refilona em pessoa como quando escrevo no blogue. Talvez vocês me achem “barulhenta” e demasiado crítica ou, por outro lado, carismática e extremamente divertida, mas haverá sempre esse fosso na vossa ideia sobre alguém que só conhecem através da escrita num blogue de segunda categoria. Na dita vida real, eu não mostro sarcasmo tão frequentemente quanto aqui nem passo três quartos da minha existência a queixar-me disto e daquilo, muito menos costumo ser tão confiante. A verdade é que, neste meio, existem duas maneiras de se chegar aos leitores: ou nos fazemos passar por meninos bonitos, simpáticos e politicamente correctos (e obtemos um público que também finge sê-lo, apenas pelas regras da boa educação), ou escolhemos a via alternativa, que é expressarmos tudo o que nos vai na alma, sem restrições ou complicações, sendo nós próprios e apresentando uma personalidade vincada ao máximo (deste modo, também podemos esperar mais transparência da parte de quem nos segue, não os pressionando para que se sintam moralmente obrigados a responder bem porque é o mais certo de se fazer). Pois eu nunca fui habituada a fingir o que não sou e podem crer que sou tudo menos conformista! No que toca à minha escrita, tento que seja o mais verdadeira possível para comigo própria. No que toca ao meu blogue, a mesma coisa. Afinal, passo algumas horas por dia a vaguear por estes lados, o que resulta em que parte de mim seja enterrada por terras blogosferianas. Pelas razões mencionadas, decidi enveredar pela segunda opção, após alguns meses a experimentar a primeira. Aos poucos, fui achando-a cada vez mais desenxabida e sem cor, sem interesse - não que, neste momento, eu escreva melhor ou pior; apenas mudei o meu estilo de abordagem. Quero que me amem ou que me odeiem, mas não que fiquem indiferentes. Quero suscitar a curiosidade dos menos curiosos e a atenção dos menos atentos. Oxalá seja capaz de cativar os mais desinteressados e de proporcionar bons momentos de leitura aos que vão descobrindo estas paisagens, a pouco e pouco! Oxalá a minha escrita o permita!

#tag

A autora do blogue "Estrelas no Tecto" incluiu-me, atenciosamente, numa tag em que também a identificaram, a qual passo a explicar e a responder.


 


SE RECEBEREM A #TAG, DEVERÃO RESPEITAR ESTAS REGRAS:
 - Escrever 11 coisas (aleatórias) sobre ti;
 - Responder às 11 perguntas que a pessoa mandou e criar 11 perguntas para as pessoas a quem vais mandar;
 - Escolher 11 pessoas para repassar e colocar os links dos seus respectivos blogs;
 - Avisar no blog de quem o mandou;
 - Não retornes para mim;
 - Posta as regras.




11 COISAS SOBRE MIM:


- Acabei de perguntar sobre essas 11 coisas a um amigo e ele respondeu: funny, simpática, alegre, empenhada, persistente, estúpida (mauu!), abracinhos (não consigo evitar), amuadinha (discordo!), tristonha (discordo!), olhos de gato das botas (deve ter a ver com a manipulação psicológica a que o submeto para me dar os ditos abracinhos) e vingativa (mas não há nada a temer);


- Gosto de ouvir rádio ou música quando acordo;


- Uma parte de mim é seriamente louca;


- Romântica incurável, romântica intratável, romântica intragável;


- De acordo com o meu cabelo, o vento persegue-me, apesar de ser só uma ilusão;


- Calço o 38 e 39 (who cares?);


- Em vez de ir lanchar, estou a completar isto;


- Sou ambidestra;


- Eu não sou tão sarcástica em pessoa quanto sou na escrita;


- Sou uma stressada com as horas;


- Gosto de roupa e sapatos (mas não contem a ninguém).


 


AS PERGUNTAS QUE ME FORAM FEITAS:

-Qual a maior loucura que já cometeste por amor? O amor é uma loucura em si.

-Não vivo sem... ser mimada pela minha avó.

-Praia ou Piscina? Praia.

-O meu maior desejo para o futuro é... conseguir conciliar a vida profissional com a vida pessoal e familiar.

-Comédia Romântica ou Terror/Mistério? Comédia romântica.

-O meu estilo é inspirado em... ninguém senão em mim própria.

-Qual o livro mais viciante que leste até agora? One Day, de David Nichols

-Não suporto... que não valorizem as pessoas consoante o que merecem, tanto para o bem como para o mal.

-Consideras-te uma pessoa com atitude positiva? Chego a irritar quem me rodeia com o meu positivismo.

-Enumera 3 defeitos que consideras ter. Preguiçosa, nervosa e ciumenta.

-Quais são as qualidades que te fazem ser amigo (a) de alguém? Basta que sejam leais, reconheçam a minha amizade e me devolvam o mesmo sentimento em proporção semelhante.



AS MINHAS 11 PERGUNTAS:

- Qual é a tua mensagem no MSN?

- Enumera três coisas que queiras fazer antes dos 25 anos.

- Qual é o teu blogue favorito? Porquê?

- O que já fizeste ou tencionas fazer este Verão?

- Quem é a tua pessoa favorita?

- Ter estilo é...

- Se tivesses poder para realizar qualquer coisa, o que seria?

- O que é que mais gostas de encontrar num blogue?

- O que mais te irrita nas redes sociais é...

- Que desenho animado te marcou mais na infância?

- Procrastinar é...



Passo esta #tag para os seguintes blogues (não são onze porque não leio assim tantos):



saudades...?

Meus caros, só estive cerca de vinte e quatro horas fora daqui, mas já havia pessoal a queixar-se da minha aparente ausência. Não desesperem, porque estou de volta, com mais verborreia para partilhar convosco. No entanto, ANTES DISSO, deixem-me lá ir ali tomar um banhinho, dormir nove horas, terminar o estudo para o exame e ver os Ídolos de hoje. Agradece-se a compreensão. Voltem sempre!

eu: leitora

   Quando leio um livro, apercebo-me de peculiaridades muito estranhas sobre mim enquanto leitora. Considero-me um bocado anormal, se me permitem. Anormal. Ainda não se habituaram a conhecer alguém que se ache ela própria uma anormal? ANORMAL. EU SOU ANORMAL.


   E porque é que sou anormal? Porque nunca vi ninguém agir como eu, a partir do momento em que pega num livro.


   A partir do momento em que pego num livro, não me coíbo de me rir às gargalhadas, se a narrativa assim o proporcionar. Mesmo que esteja num local público, se ler algo que me agrada particularmente, que me deixa bem-disposta e a que eu acho imensa piada, rio-me com vontade e ainda sou capaz de me virar para quem estiver por perto, ouve só isto. Depois, se essa pessoa tiver a mesma opinião que eu sobre o que lhe leio, fico feliz e volto ao que estava a fazer antes, em silêncio; se, por outro lado, me julgar louca e me fizer uma careta, não percebi a piada, volto simplesmente a ler. Igualmente em silêncio.


   Mas, de vez em quando, também choro. E, quando choro por motivos literários, choro que nem uma madalena. Quanto a essas passagens que me comovem, não as costumo partilhar. Evito-o. Prefiro anotá-las no meu bloco de notas, para poder recordá-las na posterioridade. Há pessoas que se emocionam com filmes; eu emociono-me com filmes e livros.


   Mas a lista não se fica por aqui. Outro dos aspectos que me torna uma leitora absolutamente hilariante (eufemismo para estranha) são as posições em que me coloco a ler. Até agora, a mais particular de que me lembro foi ter-me deitado na cama com os pés para a cabeceira, só que, não contente em os ter em cima da almofada, decidi que estaria bem mais confortável com eles a empurrar o tecto rebaixado (o meu quarto fica no sótão). E também já houve uma vez em que fiz exercícios para aumentar a flexibilidade, no chão, enquanto estudava, a sugestão da minha professora de Educação Física.


   No entanto, nada se iguala à minha capacidade de concentração (exagero que vocês, decerto, compreenderão). Certa vez, quando a minha turma foi obrigada a ler individual e silenciosamente A Cidade e as Serras durante uma aula de Português, ninguém estava muito motivado a fazê-lo e, claro, essa falta de vontade resultou numa galinácea barulheira. Admito que fui incapaz de ler sem parar durante hora e meia uma obra de que nem sequer gosto, mas orgulho-me de dizer que consegui ler os três primeiros parágrafos, a muito custo, abstraindo-me do ruído. Isso levou-me trinta minutos de aula. Nos restantes sessenta, como devem calcular, não fiz ponta de nada (quase. Li mais um capítulo, mas mais devagarinho).


   A última proeza de que me orgulho é conseguir comer enquanto leio, sem sujar as páginas com chocolate, gordura ou outro ingrediente qualquer. Não soube dela até há pouquíssimo tempo, quando decidi que, apesar de gelado e José Luís Peixoto não rimarem, havia alguma probabilidade de ambos conjugarem harmoniosamente um com o outro. (Pensando bem, talvez haja por aí muita gente que consegue fazê-lo melhor do que eu… Mas deixem-me vangloriar-me, vá lá!)


   Além das que já enumerei, também faço outras coisas ao mesmo tempo que leio, mas considero-as demasiado vulgares. Toda a gente consegue cantar ao mesmo tempo que lê; toda a gente consegue ir fazendo festinhas aos seus cães ao mesmo tempo que lê; toda a gente consegue ouvir música techno ao mesmo tempo que lê (menos eu). No fundo, eu sou só mais uma anormal que escreveu este texto, à espera que ninguém lhe venha dizer “ei, eu também consigo fazer isso!”


 


(Está bem, podem dizer…)