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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Socorro! Sou demasiado nova para tanta ambição!

Por vezes, esqueço-me que tenho (apenas) 18 anos. Sei lá, acho que já tenho demasiadas responsabilidades para alguém da minha idade ou que já atingi o suficiente para preencher uma vida alheia com tantas experiências. E não digo que toda esta situação seja má, muito pelo contrário - acho-a óptima. Sou tão feliz e tenho tantos projectos e ideias em mente que nunca, mas nunca páro. Estar sempre a mil pode parecer péssimo para algumas pessoas, mas para mim é o recomendável. Cada vez que posso descansar, estranho. Tenho de manter a cabeça ocupada constantemente e ter algo para fazer a todo e qualquer instante, ou fico meia desorientada. Como é que vou coleccionar tantos sonhos numa existência humana tão curta??? A única coisa de que jamais abdicarei serão as minhas sete horas e meia de sono por dia; aos fins-de-semana, têm de ser nove. Raramente bebo café e vou ao ginásio. Só tenho saudades de escrever mais sobre um tema à minha escolha, aqui no blogue ou noutro sítio qualquer, só por escrever. Cada coisa a seu tempo, não é verdade? 

AAAARGH! (recalcamentos quotidianos)

Quando me inscrevo num projecto de voluntariado na faculdade e me perguntam porque é que devo ser aceite para participar, só me dá vontade de escrever no formulário "PORQUE MAIS NINGUÉM QUER SABER DO VOLUNTARIADO PARA PORCARIA NENHUMA, ESTÃO TODOS DEMASIADO OCUPADOS NA BORGA!!!". Eventualmente, acabo por me acalmar e responder uma nhequice qualquer acerca do meu empenho. É mesmo difícil ser-se um bom samaritano em Portugal...

Jejum

Ultimamente, tenho feito jejum de algumas das coisas que mais gosto de fazer. Estas são as principais: não tenho escrito grandes coisas fora deste blogue e tenho deixado a guitarra de lado. Sumariamente, não ando com paciência. Ando tão imersa nos trabalhos de faculdade e nas minhas leituras e nas minhas horas de sono que as vontades artísticas não vêm ao de cima. É isso mesmo, eu acho que uma pessoa precisa de disponibilidade psicológica para as actividades que envolvam o desabrochar do seu lado artístico. E a falta de auto-confiança? E se, na volta, sai tudo mal? E se, e se, e se? Não vale a pena criar obras imperfeitas. Para imperfeições, já nos temos a nós.

Ando numa fase em que só quero assimilar o que me rodeia e aproveitar o momento. Pode ser que isso me alimente o espírito para mais tarde ser transformado em algo de maior interesse. Faço figas para que tal aconteça.

Fónix, que briol!

Prontes, chegámos ao Inverno. E agora é camisolinhas de malha para aqui, sweat-shirts para ali, casacos e mais casacos para acólá... Começa a época da cebola-humana e, o que ainda é mais inesperado é a nossa atitude de surpresa, ano após ano, perante o início da estação fria. Eu incluo-me dentro desse grupo de pessoas (a maioria), que ficam muito abismadas com a primeira baixa radical de temperatura, e ainda fico mais aborrecida por tanto me aborrecer com o briol e a humidade com que os fenómenos climáticos nos presenteiam. Como se já não fosse de esperar...! Há dezoito Invernos que estou nisto, já devia estar habituada! Mas não, ainda me sinto muito ofendida durante os primeiros dias em que os meus pés e as minhas mãos passam de gelados a congelados e em que tenho de andar com os meus dez casacos atrás (isto é uma coisa pessoal, entre mim e o S. Pedro, ou seja lá quem for o santo que manda no clima!).

 

E agora? Se estou preparada para mais seis meses disto...?! Há alternativa?! Pelo menos, que não seja uma que implique comprar um bilhete de ida, para amanhã, e de volta, para Março, rumo ao Brasil ou a outro país do hemisfério Sul, porque dessa já eu me lembrei, só não tenho é capital de investimento.

Olha, eu conheço-te! *runs away*

Se há coisas tenebrosas neste mundo, uma delas tem de ser, obrigatoriamente, encontrar alguém conhecido, seja onde for. Odeio esta situação desde que me lembro de conhecer pessoas. A minha actual especialidade é dar de caras com antigos colegas em supermercados ou estações de comboio. Porquê eu? Porquê?! Detesto conversas de circunstância, sorrisos forçados, beijinhos que não se querem dar, as perguntas habituais ("que é feito de ti?"/"que curso vais seguir?"), o embaraço, o nosso aspecto que nesses dias NUNCA é o melhor, a vaidade, a pressa para fugir... Se quiséssemos realmente conversar, bastava-nos enviar uma mensagem pelo Facebook... Dah! Alguém me saberá explicar por que é que é considerado "boa educação" cumprimentar toda a pessoa minimamente conhecida quando a vemos?  Enfim, lagarto, lagarto, lagarto!
E, já sabem, se forem antigos colegas meus (principalmente os do colégio) e estiverem a ler isto, acenem-me apenas de longe quando me virem, não venham ter comigo, não cumprimentem a minha avó nem ninguém que esteja ao pé de mim, e guardemos tudo o que seria tempo e palavras desperdiçadas. Ambos sabemos que ficará toda a gente a ganhar com isso...!

Ânimo blogosférico (ou falta dele)

Já estive para desistir deste blogue. Aconteceu no início deste ano, mais coisa menos coisa, e cheguei mesmo a criar outro, em anónimo, esperando poder recomeçar a minha vida blogosférica somewhere else, sem que me tivesse de preocupar se falava mal de A, B ou C, se magoaria os sentimentos de X ou se feriria as susceptibilidades de Y, se Z desaprovaria a minha visão da coisa. Só algumas pessoas é que saberiam que aquele era o meu blogue, com um nome pseudo-lamechas, textos de todo o tipo e feitio (mas, mais uma vez, a rondar o pseudo-lamechas) e sem quase seguidores nenhuns - faria tudo de novo, debaixo da rebeldia de um pseudónimo.
Só que, ao fim de um par de dias, caí em mim. Eu não queria fazer tudo de novo, eu queria era continuar a escrever para os mesmos leitores, alguns dos quais já me acompanhavam há mais de um ano, e que gostam é de procrastinar. Atirei tudo às couves. Qual blogue de emergência, qual quê! Portanto, sempre que me dá o desânimo, não fraquejo como fraquejei há uns meses. Páro simplesmente por um, dois, três dias, até arranjar um novo tema que me devolva à procrastinação e me faça regressar às origens, digamos assim. Quando me apetecer regressar, eu regresso. E, se alguém tiver algo a dizer sobre o que eu escrevo ou deixo de escrever, tenho a resposta na ponta da língua e dos dedos: temos pena, amores.
Este tipo de desânimo temporário tem como origem diversos factores que farão sempre parte da minha vida, por mais que eu adore este meu blogue, onde tenho escrito já lá vão quase dois anos. Ora é o cansaço, ora é a falta de tempo e/ou paciência, causados pelas exigências de uma vida de estudante, de jovem, de workaholic, de que não me posso esquivar. Contudo, sei que é a este blogue e ao conceito que criei para ele, à personagem homónima que vos "fala", que eu e as minhas palavras pertencemos. Ainda hei-de ficar por estas bandas durante mais algum tempo!

atirem-me ao mar de uma vez por todas, porque é bem mais fácil

Não é que, hoje, o universo combinou ficar tooooooodo contra mim? Nada abona a meu favor, nada segue o seu percurso favorável. O que me vale é a minha cabeça dura, eterna sobrevivente a ataques infortúnios. Deitem-me abaixo, assombrem-me com problemas do passado, exames falhados, tretas inoportunas... Eu permanecerei incólume, eu permanecerei livre! (E eu que não dramatizasse...!)



I will survive, I'm gonna make it through! Just give me time! I will get over you!

a UZO devia ter mensagens grátis!

Esta está a ser aquela noite em que vou para a cama antes das 22h, até que os meus amigos se lembram de combinar a tarde do dia seguinte a partir das 23h, porque o que tem de ser tem muita força. Sou, simplesmente, muito corajosa, por me levantar da cama de propósito para vir ao computador, esse extremamente conhecido estimulador de células cerebrais. Só espero conseguir voltar a adormecer, depois disto tudo.

indigestão ao exame de MACS

O exame de MACS caiu-me tão, mas TÃÃÃÃO mal que a minha avó decidiu dar-me pescada ao jantar, com batatinha, couve e cenoura cozidas (DIETA). Ainda as besuntei com maionese; porém, nem essa me soube a grande coisa. Agora que estou de volta da correcção, voltaram as contracções involuntárias e bruscas do estômago. Bem vou engolindo em seco, mas qual quê, uma pessoa fica doente, só de pensar e saber (TER A CERTEZA) que ainda tem de ir à segunda fase do exame de uma das piores disciplinas do universo (para ela, pronto). Odeio-te, Matemática. Já te tinha dito? Ah, está bem, era só para não te esqueceres.

adieu et pardon (a revolta)

Encontro-me, presentemente, num estágio da minha vida (não, do crescimento das minhas unhas!,queriam que fosse do quê?) em que só me apetece deixar de seguir blogues que já não me interessam. Assim sendo, em vinte minutos sou capaz de já ter despachado cerca de meia dúzia. Como quem não quer a coisa, peço desculpas se vos firo o ego, mas a verdade é que já estou farta de ler o mesmo em todo o sítio - dúvidas existenciais, amores não correspondidos, desabafos vulgaríssimos sobre assuntos vulgaríssimos, blá, blá, blá. Escusam de escolher o melhor background que conseguirem, tentarem seduzir-me com boas bandas sonoras, comentarem-me o blogue... Nada. Nada me persuadirá. Se querem encher chouriços com palavras, aprendam a fazê-lo com estilo e criatividade, pelo menos.