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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades. E livros.

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mais dos exames

É certo que, neste momento, estamos todos muito felizes e contentes, passe a redundância, com o recuo da medida do Ministério da Educação quanto aos exames nacionais, mas também há que reflectir melhor sobre o assunto. Este avançar e arrepender de decisões só vem provar o estado geral do país e do próprio Governo: ninguém se entende e ninguém sabe muito bem o que anda a fazer, limitando-se a experimentar e a esperar que a poeira assente até à próxima medida a tomar. Não se sabe o dia de amanhã porque os nossos representantes insistem em fazer-nos o obséquio de andar a brincar com as nossas vidas, ora toma lá, ora dá cá, ora desculpa lá o incómodo causado. Porque o que se passa na Educação acaba por se espelhar na Economia, na Saúde, na Defesa... seja onde for - não fosse tudo farinha do mesmo saco!


 


Sim, aproveitemos este alívio que nos deram hoje: mas não nos esqueçamos de que poderão muito bem estar apenas a tentar ludibriar-nos com falsas alegrias.

eles bem queriam, eles bem queriam...!

Gostava de vos contar isto num tom sério, a combinar com o assunto, mas é-me (felizmente) impossível: já não há totalidade de matéria nos exames nacionais de Português, História A, Desenho A ou Matemática A para quem frequenta o 11º ou 12º ano neste momento! (Quase me atirei da janela, tal foi a minha alegria perante esta notícia...!)


Segundo o comunicado do GAVE, para quem realizará os referidos exames nacionais este ano (2012/2013), eles apenas contemplarão matéria do 12º; para quem os realizará para o ano (2013/2014), contemplarão matéria do 11º e do 12º. Não é uma óptima notícia?! Resposta óbvia: ai não, que não há-de ser!


Eles bem nos queriam dar cabo da carcaça, mas, com tanto reboliço, lá tiveram que suspender o seu plano maléfico (ui, que medo).


Eu até já ia a meio do guia de estudo de História A do 10º ano e, olhem... quem me dera nem lhe ter pegado! Claro que relembrei a Grécia Antiga e Roma e o mundo medieval, o que não me fez mal nenhum, só que, de qualquer modo, tal poderá ser considerado, eventualmente, uma perda de tempo. (Porém, neste momento e dadas as cricunstâncias, estou-me nas tintas, verdade seja dita!)


 


Agora, vou fazer algo de útil da vida e ver séries gravadas. Felicidades com a vossa vida recente e subitamente desocupada!


 


Se estiverem interessados, escrevi um artigo para a Fórum Estudante sobre toda esta reviravolta. Para ler, é só clicar.

eles bem queriam, eles bem queriam...!

Gostava de vos contar isto num tom sério, a combinar com o assunto, mas é-me (felizmente) impossível: já não há totalidade de matéria nos exames nacionais de Português, História A, Desenho A ou Matemática A para quem frequenta o 11º ou 12º ano neste momento! (Quase me atirei da janela, tal foi a minha alegria perante esta notícia...!)

Segundo o comunicado do GAVE, para quem realizará os referidos exames nacionais este ano (2012/2013), eles apenas contemplarão matéria do 12º; para quem os realizará para o ano (2013/2014), contemplarão matéria do 11º e do 12º. Não é uma óptima notícia?! Resposta óbvia: ai não, que não há-de ser!

Eles bem nos queriam dar cabo da carcaça, mas, com tanto reboliço, lá tiveram que suspender o seu plano maléfico (ui, que medo).

Eu até já ia a meio do guia de estudo de História A do 10º ano e, olhem... quem me dera nem lhe ter pegado! Claro que relembrei a Grécia Antiga e Roma e o mundo medieval, o que não me fez mal nenhum, só que, de qualquer modo, tal poderá ser considerado, eventualmente, uma perda de tempo. (Porém, neste momento e dadas as cricunstâncias, estou-me nas tintas, verdade seja dita!)

 

Agora, vou fazer algo de útil da vida e ver séries gravadas. Felicidades com a vossa vida recente e subitamente desocupada!

 

Se estiverem interessados, escrevi um artigo para a Fórum Estudante sobre toda esta reviravolta. Para ler, é só clicar.

agora é que eles nos lixaram bem lixadinhos!

   É oficial: caros colegas que também frequentam o ensino secundário, as nossas aspirações a sermos médicos, jornalistas, famacêuticos, escritores, advogados [...] ou preguiçosos com canudo ACABARAM. Pelo menos, para alguns... Porquê?, perguntam vocês, como se já não tivessem ouvido falar desta nova legislação. Por causa disto:



   Pensaram os governantes [com diplomas passados a um Domingo] deste nosso país "temos que lixar todos os portugueses". Já lixaram os nossos pais, os nossos avós, os nossos tios e todos os que pagam impostos. Mas como lixariam eles os que ainda não são contribuintes? COMO?! Como lixariam eles os jovens estudantes? " 'Bora chumbá-los e dar cabo dos seus sonhos académicos!"


   Não sei quem raio se lembrou de tal mesquinhice, mas lá que o timing não foi nada indicado, lá isso não foi. "Ah e tal, não vamos retirar já a nota de Educação Física da média do secundário a toda a gente, só aos que entram agora no 10º ano, mas, se estamos a falar de exames, a coisa já é diferente. RAZIA TOTAAAAAAL!", gritou um qualquer cro magnon do Ministério da Educação, género Rambo... ou King Kong. Portanto, aqui vai a notícia simplificada para os mais desatentos: de ora em diante, toca a estudar a totalidade da matéria das disciplinas trianuais, desde o 10º até ao 12º, que isto aqui não há estatutos especiais para ninguém. Português, Matemática A, História A e Desenho A- são esses os exames nacionais que, segundo a nova legislação, passam a contemplar os três anos de matéria.


   É certo que, antigamente, a matriz dos exames era elaborada deste modo, com conteúdos de todos os anos do respectivo ciclo, o que, ainda assim, não me convence. Não me convence! Pelo menos, aos alunos que frequentam este ano o 11º ou 12º. Se só agora entram em vigor as novas directrizes, estas só se deviam aplicar aos que iniciaram agora o 10º ano. Faz sentido, certo? Não me parece muito positivo que, durante dois anos lectivos, me tenham preparado para que a matriz dos exames nacionais que terei de realizar daqui a oito meses se cinja somente ao último, rebentando a bomba neste momento da parada. É totalmente anti-pedagógico!


 


   Dito isto, colegas, caso se encontrem tão escandalizados com esta situação quanto eu, assinem a petição que, mesmo podendo não resultar em nada, serve para mostrarmos a nossa indignação ao Ministério da Educação. AQUI. Demora um minuto a preencher e, se formos muitos a assiná-la, pode ser que o caso se torne relevante o suficiente para ser repensado. Neste momento, já somos mais de 1430 - e, quantos mais, melhor!


   Boa sorte, em todo o caso...

agora é que eles nos lixaram bem lixadinhos!

   É oficial: caros colegas que também frequentam o ensino secundário, as nossas aspirações a sermos médicos, jornalistas, famacêuticos, escritores, advogados [...] ou preguiçosos com canudo ACABARAM. Pelo menos, para alguns... Porquê?, perguntam vocês, como se já não tivessem ouvido falar desta nova legislação. Por causa disto:

   Pensaram os governantes [com diplomas passados a um Domingo] deste nosso país "temos que lixar todos os portugueses". Já lixaram os nossos pais, os nossos avós, os nossos tios e todos os que pagam impostos. Mas como lixariam eles os que ainda não são contribuintes? COMO?! Como lixariam eles os jovens estudantes? " 'Bora chumbá-los e dar cabo dos seus sonhos académicos!"

   Não sei quem raio se lembrou de tal mesquinhice, mas lá que o timing não foi nada indicado, lá isso não foi. "Ah e tal, não vamos retirar já a nota de Educação Física da média do secundário a toda a gente, só aos que entram agora no 10º ano, mas, se estamos a falar de exames, a coisa já é diferente. RAZIA TOTAAAAAAL!", gritou um qualquer cro magnon do Ministério da Educação, género Rambo... ou King Kong. Portanto, aqui vai a notícia simplificada para os mais desatentos: de ora em diante, toca a estudar a totalidade da matéria das disciplinas trianuais, desde o 10º até ao 12º, que isto aqui não há estatutos especiais para ninguém. Português, Matemática A, História A e Desenho A- são esses os exames nacionais que, segundo a nova legislação, passam a contemplar os três anos de matéria.

   É certo que, antigamente, a matriz dos exames era elaborada deste modo, com conteúdos de todos os anos do respectivo ciclo, o que, ainda assim, não me convence. Não me convence! Pelo menos, aos alunos que frequentam este ano o 11º ou 12º. Se só agora entram em vigor as novas directrizes, estas só se deviam aplicar aos que iniciaram agora o 10º ano. Faz sentido, certo? Não me parece muito positivo que, durante dois anos lectivos, me tenham preparado para que a matriz dos exames nacionais que terei de realizar daqui a oito meses se cinja somente ao último, rebentando a bomba neste momento da parada. É totalmente anti-pedagógico!

 

   Dito isto, colegas, caso se encontrem tão escandalizados com esta situação quanto eu, assinem a petição que, mesmo podendo não resultar em nada, serve para mostrarmos a nossa indignação ao Ministério da Educação. AQUI. Demora um minuto a preencher e, se formos muitos a assiná-la, pode ser que o caso se torne relevante o suficiente para ser repensado. Neste momento, já somos mais de 1430 - e, quantos mais, melhor!

   Boa sorte, em todo o caso...

exames (a última das últimas publicações até daqui a um tempo)

Tive 14,5 no de MACS (já sabia, xisdê) e 20... VINTE! (pronto, 19,5) no de Inglês! Como foi a minha avó a ir ver à escola (uma vez que continuo por terras do Norte), pregou-me uma partida ao telefone e disse que tinha tido 16, até que deu por mim tão desanimada que largou, finalmente, a boa-nova. Fiquei mesmo orgulhosa. Acho que, se a minha antiga professora de Inglês souber, vai engolir em seco umas três mil vezes. Se ela achava que eu não conseguiria ter mais do que 18, se ela achava que eu me ia ficar pela infelicidade do 18 que ela me deu no final do período, porque reinvindicá-lo, baseando-me no trabalho que desenvolvi durante os dois últimos anos, foi uma prova de extrema falta de educação (para que conste, a dita senhora subiu negativas para não chumbar certos meninos e subiu 17s para 20s, do 2º para o 3º período, sem justificada intenção), ali ficou a prova em como eu não brinco em serviço e em como, por muitos bitaites que ela me tenha mandado, nenhum deles me afectou. Eu luto, persisto e não desisto. Agora, tome lá! Enfie a minha nota na goela, senhora professora!

caros professores, esta é para vocês

   Um dia destes, ainda mato e esfolo algum professor vigilante de exames nacionais. É que, este ano, dos cinco que fiz, tive pouca sorte em três! Ou seja, em mais de metade, os professores (melhor, professoras!) decidiram que aquela era hora de pôr a conversa em dia uns com os outros. Cá por mim, podem pô-la quando quiserem, onde quiserem, desde que não seja no meio de provas de cuja nota os alunos dependem mais do que nunca! Percebo que seja uma tortura permanecer mais de duas horas e meia a três dentro de uma sala abafada, em silêncio, sempre alerta, a controlar jovens estereotipadamente ignorantes que, muitas vezes, nem sequer conhecem, mas tentem também entender o meu ponto de vista. É preciso silêncio para haver concentração. Não tolero que me impeçam de fazer um bom exame graças a algo tão fútil, desnecessário e evitável. Já me chegam as dificuldades que a própria prova me impõe, quanto mais as que vêm do exterior, de pessoas que, em primeiro lugar, têm o papel de zelar pelo bem-estar dos alunos. Está bem, está bem: os professores andam frustrados, descontentes e muitos de nós não ajudam nada à situação. Mas eu, que prefiro respeitá-los, também não me sinto na obrigação de pagar pelo que os meus colegas fazem. Se dou respeito, exijo respeito de volta.


   Portanto, hoje, no exame de Inglês, vi-me obrigada a descer ao nível de pedir a duas professoras para pararem de falar (naquele mumúrio irritante, bz, bz, bz), visto que nem as palavras do texto eu estava a conseguir contar, graças àquele ruído. Ainda que as outras raparigas já tivessem terminado o exame e não estivessem a utilizar a tolerância, eu continuava na sala, logo, o mínimo que se esperava era que houvesse silêncio - absoluto. Para incómodo, já bastava o calor sufocante...

ai, ai, ai! (prometo que é só mais esta)

Ai, minha nossa senhora, que não vou conseguir mais de 15 no exame de MACS! Ai, mãezinha, que alguns dos exercícios eram mesmo de caras! Ai, que porcaria, abaixo os bloqueios mentais! Ai, que vou baixar a nota final para 17! Ai, raios partam quem se lembrou de fazer provas tão compridas! Ai, que as professoras vigilantes nem se calavam durante aquelas três horas e aquele parlapier já me estava a enervar! Ai, céus...!

fogo, e esta não se cala com os exames...!

Estamos a 17 de Julho de 2012, dia de exame de MACS, segunda fase, e este é o testemunho (verídico, na primeiríssima pessoa) de uma aluna que, por volta das oito horas e meia da manhã, teve de voltar a casa porque o seu relógio de pulso se lembrou, muito oportunamente, de ficar sem pilha. Valeu-lhe o pequeno despertador do papá, que lhe pareceu o mais adequado, à falta de outro aparelho mais discreto. Quem não tem cão, caça com gato, já diz o povo. Regressou à escola mais do que a tempo de ouvir a chamada, de se sentar calmamente na sala e de se pôr à vontade na cadeira de madeira rija como cinco elefantes (glúteos demasiado doridos para se acharem no direito de serem mencionados). Embrenhou-se na resolução do primeiro exercício e por lá permaneceu de corpo e alma durante trinta minutos; o segundo foi um ponto de interrogação deixado para o final; o terceiro foi uma incerteza dada; o quarto foi feito e riscado três vezes, apesar de as última alíneas terem sido relativamente fáceis; o quinto foi metade-metade (metade para mim, metade para o GAVE). Não faço a mínima ideia do que esperar na pauta e já dava jeito que publicassem os critérios na Internet, para alegria de muitos bons alunos (dos maus também, mas só alguns, uma vez que a maioria se está nas tintas).