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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Eu também adoro Setembro

Tenho reparado que toda a gente fala do quão bom o mês de Setembro é. Pois para mim é tão bom ou ainda melhor que os Setembros de toda a gente. Apesar de esta ser apenas a terceira semana de férias que tenho tido este ano, depois de passar o Verão a trabalhar e a estudar (pronto, e a viajar, mas não totalmente sem preocupações) já me sinto cheia de speed para recomeçar a faculdade. Ainda por cima vivendo numa zona em que não há muito para onde ir, só para passear e apreciar o ar puro (o que já é bem bom, diga-se de passagem), apenas com transportes públicos e a fronteira vila mais próxima a 20 minutos a pé e sem carta de condução, só quero é arranjar finalmente uma desculpa para comprar o passe e aí vou eu para Lisboa laurear a pevide. Não é que eu viva no fim do mundo, mas vivo, no mínimo, na rabinho de judas à beira de um pinhal. E gosto de estar ocupada e de sair de casa (porém, não suporto estar fora por mais de 12 horas)! Gosto de mudar de cenário de vez em quando. Por isso é que sinto que Setembro é bom, porque também significa uma época de recomeço para mim, mais um ciclo que se inicia, o novo horário escolar, as novas disciplinas, novos professores, os mesmos colegas e os outros que hão-de ser diferentes, novos projectos, novas perspectivas profissionais (o que soa muito pomposo, apesar de ser verdade), o namorado e os amigos que regressam das férias deles, a rotina de todos a voltar ao início, ou novas rotinas que se formam... 

Setembro de 2014 ainda há uns dias começou e já o mundo se apoderou dele. Assim é que é! 'Bora lá para mais um ano escolar e profissional, cheios de energia e vontade de viver esta vida e mais umas quantas!

Beatriz ♥ Newcastle #4 - última semana de aulas + Edimburgo no fim-de-semana

 

 

No topo do new castle que deu nome à cidade.
A vista de lá de cima para Gateshead, na outra margem do rio Tyne.
Portuguese National Night!!!
"Última Ceia" no jantar de encerramento do curso. Molho de barbecue (aka BBQ) aos montes num cozido? Check. Se gostei? Nem de perto, nem de longe.
Fringe Festival em Edimburgo, um grande acontecimento cultural na capital da Escócia. Milhares de pessoas nas intransitáveis ruas da cidade!
Durante The Potter Trail, uma visita guiada pelos pontos de Edimburgo que inspiraram a J. K. Rowling enquanto escrevia a saga: o túmulo de um tal de "Thomas Riddell" e da sua família - um entre tantos outros cujo nome foi reinventado e aproveitado pela autora para as suas personagens. Esta foi uma visita guiada totalmente gratuita e a guia, uma rapariga pouco mais velha do que eu, era um amor de pessoa. Não paguei, mas contribuí para o saco das gorjetas. Potterhead approved!
Palace of Holyroodhouse: a modesta casa de férias da rainha. Terrível...
... como podem comprovar pela minha expressão de horror e desdém, no meio de um dos jardins mais feios onde já pus os pés.
E pronto, comida indiana como último jantar em Newcastle, depois de voltar de Edimburgo, com o resto das colegas e dos professores portugueses. Depois duma quinzena gastronomicamente exasperante (se algum dia forem a Inglaterra, preparem-se para NÃO encontrarem carne ou peixe fresco, só comida processada e/ou congelada), optei pelo tipo de cozinha mais próximo da portuguesa - a indiana, como observou o meu pai, ao ouvir o meu relato - com uma Chicken Tikka Masala para lá de boa, apesar de picante.
***
Quanto ao regresso - como há sempre uma surpresa reservada por cada viagem que se faça -, esse já foi atribulado q.b., com o autocarro a morrer no meio da auto-estrada, a mais duma hora de distância de Manchester. Tuga que é tuga desenrasca-se, mas, em terras de Sua Majestade, tal verbo é desconhecido e, mais do que isso, impensável. Após uma hora desperdiçada em que ficámos apenas estacionadas na berma e a suplicar por um táxi ou qualquer outra alternativa que nos pudesse levar ao aeroporto de Manchester a tempo do vôo, lá chegou outro autocarro que - IMAGINE-SE - seguia para o centro de Manchester. Quem quisesse ir para o aeroporto (na periferia da cidade), que pedisse ajuda na estação de autocarros, quando lá chegasse. Escusado será dizer que tudo o que era português (nós as 5) se encontrava já à beira dum ataque de nervos, com a falta de jeito para dos ingleses para se desembrulharem de situações complicadas e sob pressão. Já na Manchester Coach Station, depois de nos prometerem um táxi que não tinha maneira de vir, valeu-nos um taxista que pagámos por nossa conta e risco, um tipo que não me lembro se era indiano ou doutra nacionalidade asiática. Lembro-me apenas que, muito graças a ele, chegámos a tempo do fecho do check-in e de recuperarmos o fôlego de 4 horas de stress e 10 minutos de corrida até chegarmos ao sítio certo no terminal.
Enfim, adoro as peripécias duma boa viagem e esta foi, no mínimo, engraçada. Cansativa... mas engraçada! Guardarei óptimas recordações da minha primeira aventura by my own.
(Nota: só é pena que as minhas publicações estejam a sair-me todas esteticamente desconfiguradas. Desculpem lá qualquer coisinha.)

Beatriz ♥ Newcastle #3 - EU FUI A HOGWARTS!

Alguns dos momentos do último Sábado, em Alnwick, a uma hora de Newcastle...

 

 

Este lugar é-vos familiar? Contextualização aqui. Oh, oh...!

 

 

Detesto a minha vida.

 

 

Chovia muito.

 

 

Livraria Barter Books - novidades no Procrastinar Também é Ler para breve.

 

 

Visto na casa-de-banho da Barter Books.

 

 

Nota: não sei o que se passa com as minhas fotos, mas todas elas desconfiguram de tamanho depois da publicação. Ai, ai.

Quando se é monitor, a opinião deles é que conta

 

 

 

 

 

 

Pronto, e a dos pais. E a do coordenador. E a dos colegas. Mas, para mim, é a dos "meus miúdos" que mais me deixa satisfeita ou com vontade de fazer melhor. Foram três semanas e meia em que tive de gastar todas as reservas de energia que tinha... e mais algumas que tive de encontrar pelo caminho. Acho que podia ter feito melhor, mas não sabia bem como seria capaz. Talvez para o ano (se houver "para o ano") me saia com mais jeito para a coisa. Acho que fiquei um bocado à sombra dos outros monitores, mais experientes. Raramente deixei de me sentir "a monitora nova". 

Espero realmente ter marcado a diferença no Verão das crianças com quem estive. Espero que relembrem o mês de Julho de 2014 como algo que valeu a pena, mesmo que tenhamos subido uma serra à beira-mar, com arribas escarpadas por todo o lado, com gravilha escorregadia e plantas que picam; mesmo que alguns miúdos mais irrequietos tenham tentado destabilizar os meus nervos e os outros tenham levado por tabela (seguindo-se um pedido de desculpas, sempre que me ocorria o quão injusta estava a ser); mesmo que nem sempre tenha acordado com a sensação de "que giro, vou trabalhar 10 horas seguidas", com mil olhos postos nos putos e três pares de orelhas para conseguir perceber as indicações que me eram sugeridas para lidar com Isto e Aquilo. 

 

E pronto, em 2015 poderá haver mais...!

Monitora X desorienta-se

Ok, a Monitora X é nova nestas andanças e tem muito que aprender. Péssimo hábito a largar: vício do telemóvel enquanto os miúdos estão a brincar "algures por aí". Parece que não há nada a fazer, mas há - supervisionar a toda a hora, sempre de olho aberto e atento! Ah e tal, a Monitora X achava que tinha sorte porque lhe tinham atribuído os meninos e meninas mais pacíficos? Tentem "demasiado pacíficos" ou "louca e permanentemente em guerra uns com os outros". Das duas uma: ou só querem é ficar na areia, a jogar ou a dormir debaixo do guarda-sol, em vez de aproveitarem a oportunidade de experimentar as actividades planeadas (surf, vela, canoagem, ir à água, entretenimentos vários) ou quase que se matam entre si, preferencialmente os colegas do sexo oposto (com alguns insultos pelo meio). Enfim, idades parvas. Só é uma pena que, deste modo, não haja lugar para a dinâmica de grupo, para uns minutos de paz e sossego, para um jogo em que torçam pela vitória comum, com trabalho de equipa, e que os façam destacar no meio da multidão de miúdos que, excepto todos os outros defeitos que possam ter, são uns queridos uns para os outros e entoam os cânticos que criaram em conjunto com orgulho e paixão! Ainda estou para descobrir se o problema é meu. Se calhar, a Monitora X precisa de uma nova abordagem.

 

Fora isso, adoro o que tenho andado a fazer.

Cenas que têm acontecido

Fiz 19 anos. Sabe-me ao mesmo que os 18, mas não ao mesmo que os 17. Acho que 17 e 19 são idades diferentes, mas 18 e 19 condizem mais um com o outro: estou na faculdade, emocionalmente equilibrada, em harmonia com o universo, estudo e trabalho. O último ano tem sido assim, tão simples. Espero que este continue assim ou que fique ainda melhor - apesar de "melhor" ser quase impossível. Sempre posso ganhar a lotaria!

No meu dia de aniversário, Portugal jogou com a Alemanha. Portugal foi comprado pela tia Merkel, estou praticamente certa disso. Já não é novidade que o Cristianinho é sempre o mesmo sonso, que joga muito lá fora e para Portugal dá uns toques, mas o resto da selecção não é nada má. Juro que vi um jogador português a deixar entrar, muito pacificamente, o terceiro ou quarto golo da Alemanha, como quem vê aviões a passarem em cima da Cidade Universitária - estoicamente. E aquela cena do outro a querer malhar em cima do alemão foi cá um teatro! Toda a gente sabe que muitos dos jogadores portugueses são chungas, mas aquilo foi simplesmente... exagerado.

Os exames nacionais do ensino secundário começaram. É engraçado como algo que me aconteceu e que me disse respeito até há relativamente pouco tempo deixou de ter tanto significado para mim. Acho que, depois do primeiro ano de faculdade, toda a minha percepção do nível de dificuldade dos exames se alterou. Acho que, se fizesse agora os exames, teria muito melhores notas com menor esforço. Contudo, lá está: gosto muito mais do que estudo agora e estou muito mais motivada do que estava no 12º ano, o que influencia bastante os resultados.

Ter um trabalho como freelancer durante as férias, sem horários ou obrigações e, ainda por cima, com todo o tempo por minha conta, é mais complicado do que parece. Em tempo de aulas, tinha de o fazer no mínimo de tempo possível, nos pequenos furos entre aulas, horas de almoço, antes de ir para a faculdade... Agora, estou entregue a mim mesma. Tenho de aprender a distrair-me menos na Internet, a ser mais regrada, mais rígida e exigente com os horários, para que me sobre mais tempo livre para fazer outras coisas de que também gosto (como vir cá escrever mais frequentemente ou abater a pilha de livros que quero ler!).

Falta mais ou menos 1 mês e 19 dias até ir para Newcastle.