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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

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Veronica Mars is back, bitches!

Ai, eu devorei todas os episódios, de todas as temporadas. Ai, aquele Logan, que, agora que penso no assunto, me faz suspeitar que foi o culpado por eu ter caído, mais tarde, no falso charme e inigualáveis patranhas de um bad boy, a pensar que ele se haveria de redimir dos seus erros, tal como aconteceu com esta personagem ficcional (nunca confiem na ficção, nunca). Ai, a astúcia da Veronica, que me fez acreditar, por outro lado, que uma mulher não precisa de nenhum homem para conquistar o valor que bem merece, porque a inteligência que tem já ninguém lha tira (mas que ter um homem na vida também não faz mal nenhum, muito pelo contrário). Ai, qual CSI, qual Investigação Criminal, qual carapuça! Esta Veronica Mars marcou os primeiros anos da minha adolescência e, agora, é bom que o filme faça jus à série que o precedeu!

Estreia em Março.

Quem é do tempo da Veronica Mars ponha a mão no ar! =)

 

O melhor de 2013

1. A série televisiva - "Revenge"

 

 

2. O filme - "About Time" (em português, "Dá Tempo ao Tempo")

 

 

 

3. O livro - elejo dois, que foram reeditados este ano: "O Suplente" (1999), de Rui Zink, e "The Kite Runner" (2003) - em português, "O Menino de Cabul" - de Khaled Hosseini

 

 

 

4. A viagem - Évora (também não fiz muitas mais)

 

 

 

 

5. O post - "Porque eu também tenho 'guilty pleasures'". E, como aos pares é mais bonito, este também teve a sua importância, diga-se de passagem. Cof, cof.

Encontrou-se "A Gaiola Dourada"

Em primeiro lugar, muito obrigada a todas as respostas que me têm dado acerca de como conseguir ver "A Gaiola Dourada - porque já vi! Mil obrigadas!

 

É, realmente, um bom filme. Dá, realmente, para rir. Tem, realmente, bons actores e tem, realmente, uma boa produção. Porém, também não pensei que fosse, realmente, uma história sobre os reais emigrantes portugueses em França - e não é. Era uma caricatura, está tudo dito! Aliás, é uma óptima caricatura que destaca muitas das particularidades dos portugueses, mas só aquelas que fazem de nós tugas. Por vezes, tal caricatura pode fazer-nos parecer um bocado bimbos, se não percebermos que alguns dos aspectos mostrados são vítimas do exagero na tela, ou seja, este filme é mais uma inside joke de portugueses para portugueses - futebol, bacalhau, fado, gosto em agradar aos outros com o nosso trabalho, ou como porteiros ou como operários na construção civil no país de acolhimento -, que só deve ser verdadeiramente entendida por nós e cuja interpretação por parte dos estrangeiros deve ficar aquém do esperado. De resto, foi uma hora e meia que passou a correr, que me entreteve; isso é que interessa! O fim é um bocado foleiro, com tanto beijo e tanto abraço, mas entendeu-se a ideia... Saudadinhas da família e somos um povo que gosta de calor humano e cenas... E outra vez o futebol.

 

No final, 4 em 5 estrelas.

Procura-se "A Gaiola Dourada"

Gostaria imenso de ver o filme "A Gaiola Dourada"/"La Cage Dorée"/"The Golden Cage", mas não o encontro em nenhum sítio na Internet que não me encha o computador de bichos ou que não me obrigue a tê-lo ligado durante toda a noite para poder descarregar apenas a primeira parte (ou ambas as possibilidades, que com isto da pirataria não se brinca). Quando e se souberem de uma alternativa válida, avisem, está bem? Fico-vos hiper-agradecida!

 

"Dá Tempo ao Tempo" - a comédia romântica mais fofinha de que me lembro

 

Oh pá... Sem palavras. Ou melhor, com muitas, mas não quero estragar-vos a oportunidade de verem por vocês mesmos este filme. Quero que corram para uma sala de cinema ou que o procurem na Internet (deve ser difícil encontrá-lo, sendo tão recente), não importa se sozinhos ou acompanhados. Se o virem acompanhados, que seja, pelo menos, por alguém que vos seja muito querido. Depois, hão-de entender porquê. Esta é uma história especial. A minha avó foi comigo à antestreia e é a primeira a reconhecê-lo. Não esperem por mais uma comédia romântica da caca, com um princípio, um meio e um fim e adeusinho, depois de umas fracas gargalhadas de que em breve já nem se recordarão. É um filme fofinho, é o que consigo dizer-vos sem vos estragar todas as surpresas que poderão ter. No final, até tem uma lição - muito valiosa! - a ser aprendida. Vão rir, alguns hão-de derramar umas lagrimitas de comoção, e hão-de rir outra vez, a bom sufocar. Valerá bem o preço do bilhete, disso vos asseguro!

Vou à antestreia de um filme, lálálálálálá!



Mas, afinal, quem é que não gosta de comédias românticas? E quem é que não gosta de ir ao cinema? E quem é que não gosta de lá ir gratuitamente? E quem é que gosta de assistir a comédias românticas no cinema sem pagar nada pelos bilhetes? Toda a gente, pelo que me parece... E, desta vez, tive sorte, porque consegui ganhar um convite duplo num passatempo para ir ver a antestreia do filme "Dá Tempo ao Tempo" ao Almada Forum, hoje à noite! Uhuuu! Como se tudo isto não fosse bom o suficiente, é protagonizado pela Rachel McAdams, uma das minhas actrizes preferidas neste género de filme!

Depois conto como foi...

Roam-se, seus inbejosos! =)

Harry Potter e a Idade e o Uso Não Perdoam

Todos os meus livros estão extremosamente bem estimados. Tenho-lhes muito, muito amor. A minha roupa está quase sempre amarfanhada e deixada ao deus-dará nos armários (desculpa, avó!), tenho bugigangas espalhadas por tudo quanto é sítio e, no geral, sou uma desarrumadora compulsiva (até ao momento em que me revolto comigo mesma e decido levar a cabo uma reviravolta de arrumação e limpeza milimétrica, para aí de três em três meses). Mas, como eu vos estava a contar antes deste breve devaneio, procuro deixar os meus livros o mais imaculados possível enquanto os leio. Não os enfio ao calhas nas mochilas, não escrevo em cima delas, não os abro até vincar a lombada e evito dobrar-lhes os cantos às capas. Ah, e raramente os empresto, não se vá dar o caso...

No entanto, agora que ando a reler todos os livros do Harry Potter (actualização: 4 lidos em 7), ao fim de algum tempo sem lhes pegar, começo a reparar e a relembrar como os tenho deixado ao longo dos anos. Sim, são livros que têm muitos anos... E que têm tido uma existência deveras atarefada, muito lidos e remexidos, sem descanso em certas alturas! Ainda por cima, a qualidade do papel e das capas deles não é a melhor - pelo menos, as versões originais em português que eu tenho, não se tratam dessas novas edições todas pimpolhas que decidiram lançar há coisa de uma dúzia de meses.

O que se encontra em pior estado é o "Harry Potter e o Cálice de Fogo". Acabei de o ler ainda agora e tem a capa dobrada, os cantos maltratados e o exterior das páginas um bocado amarelado (apesar de, no interior, se encontrar branquinho de neve... ai de mim...!). Os restantes, na sua maioria, estão praticamente como se tivessem acabado de sair do escaparate do supermercado, tirando um ou outro, que a idade toca a todos, mesmo aos livros.

Os meus Harry Potters são os meus filhos pródigos, os meus mais-que-tudo, que podem não ser as melhores obras literárias do mundo, mas que têm um significado pessoal e emocional para esta que vos escreve e que não se iguala ao sentimento que reserve para outro livro qualquer. Podem ter um aspecto rafeiroso, mas não é à falta de estima, muito pelo contrário. Essas máculas são a prova de como saíram imensas vezes das prateleiras, de que nunca deixei de lhes arranjar um propósito na minha vida e de que precisei deles. Da companhia deles, ponhamos a situação nestes termos. Foram os primeiros livros por que me apaixonei - ou a minha primeira grande paixão, antes de qualquer outro marmanjão pelo qual tenha estado embeiçada nos primórdios da minha adolescência. Lembro-me de ter andado a juntar mesadas para os comprar, lembro-me de a Inês ter os dois primeiros livros e de mos ter dado porque não os apreciava, lembro-me de o "Harry Potter e a Ordem da Fénix" estar esgotado em todo o lado e de tê-lo andado a procurar incansavelmente, lembro-me de ter tido uma gripe terrível e de a minha avó me ter oferecido o "Príncipe Misterioso", lembro-me de andar ansiosa durante semanas pela saída dos "Talismãs da Morte", porque a Cassandra me tinha emprestado a versão inglesa, mas eu ainda não dominava a maior parte das palavras e tornava-se difícil entender tudo.

 

Ou seja, quanto mais "bato" aos meus Harry Potters, mais gosto deles. Cheios de vincos, mas desmesuradamente preciosos e adorados.