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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

BLOGUES (perdoem-me a falta de originalidade no título)

O blogue é a paranóia total, a desculpa ideal para adiar o inevitável.


Não vou já estudar porque tenho de escrever no blogue.


Não vou passear os cães porque tenho de responder aos comentários.


Não vou dormir porque me falta acabar aquela publicação.


Não vou viver enquanto não tiver mais uma visita. E mais outra.


 


   Os blogues são um espaço de porcaria, convém dizer. Qualquer pessoa - QUALQUER - pode escrever um. Os blogues são para os aspirantes a escritores com a mania que hão-de o vir a ser um dia mas que, ainda não o sendo (por anos a fio, talvez nunca cheguem a atingir essa ambição), vão fazendo de conta que sim. Escrevem sobre a vida, os filhos, os irmãos e os afilhados, os primos em quinto grau e sobre aqueles que nem sequer sabem se existem; escrevem sobre o que acham que está certo e errado, sobre os dilemas existenciais que outros resolveriam facilmente e ainda têm a lata de lhes pedir a opinião; escrevem sobre música, moda e programas de televisão porque pensam que têm capacidade para isso, mesmo que não tenham nenhuma formação na área; escrevem sobre os outros blogues e sobre como são horríveis, péssimos, bons e óptimos, como se tivessem credibilidade para o fazer; escrevem sobre eles próprios.


   Os bloguers são arrogantes e, evidentemente, escrevem com arrogância. Ponto final. Eu sou arrogante, tal como tu, pessoa que está a ler isto e que, provavelmente, também tem um blogue. Admite: nós passamos a vida a pensar que somos vedetas e que há por aí alguém que lê as nossas divagações religiosamente, que há por aí alguém se interessa pelas ideias, opiniões e pensamentos banais de meros anónimos. O mais incrível é que tanto vivemos com essa certeza que, mais cedo ou mais tarde, ela se torna realidade. Eu, por exemplo, sei que tenho alguns leitores assíduos, não só porque eles me deixam vários comentários e colocam, gentilmente, o meu endereço nos seus blogues, como também pelas informações sobre os IPs, horas de visitas e local por onde vieram parar aqui que o meu contador (SITEMETER) me fornece. Sim, agora venham atirar-me pedras só porque eu sou emproada o suficiente para o reconhecer!


   Por isso, espero que deixem de ter essa ilusão de que os blogues são sítios sagrados no meio da Internet e que quem os escreve é igualmente santo. Existe sempre uma intenção por trás de cada palavra, por muito que não seja marcar um lugar no mundo, uma espécie de afirmação social. Todos nós temos aquele desejo íntimo de virmos a ser a próxima Pipoca Mais Doce ou o próximo Arrumadinho (ou ser um deles e casar com o outro) e de que estes devaneios venham a ser publicados, daqui a uns tempos, num bestseller nacional. Pronto, não desistam dos vossos sonhos e armem-se em celebridades que vida só há uma e, no final de contas, ela é um faz-de-conta interminável.

dois "likes"

   Se existe algo nesta vida que merece um "gosto", são os momentos de inspiração e os abraços sentidos.


 


   Sabe tão bem ter, de repente, uma brilhante ideia! Aquela sensação de entusiasmo eleva-nos a auto-estima. Sentimo-nos capazes de qualquer coisa e não descansamos enquanto o produto da nossa mente, do nosso espírito livre e criativo, não vê a luz do dia. É a melhor terapia que existe para um dia menos bom ou para quando nos sentimos em baixo, bem debaixo da fossa. De repente, vemos cor, vida, sol, estrelas... vemos tudo!


 



Blue Dove, de Picasso


 


   E aqueles abraços que nos confortam para o resto da eternidade...? Ou assim pensamos nós, bem apertadinhos nos braços de quem nos quer bem. O amor parece indestrutível, não é verdade? Tornamo-nos indestrutíveis, inatingíveis, jamais intocáveis pelos males que nos rodeiam! Inspiramos e sentimos o aroma que nos tolda os sentidos, rendendo-nos ao seu maravilhoso efeito. Ludibriante, não é? O nosso nariz enterrado nas roupas, no peito ou na pequena covinha entre o ombro e o pescoço do nosso protector... Poderíamos permanecer assim até ao fim dos nossos dias.


 






i want summer mornings back


 


   A vista que eu gostaria de ter da minha janela ao acordar?


   Bem, na verdade, eu já tenho uma vista bastante agradável. Mal abro a janela, consigo ver uma imensidão de pinheiros e vegetação, uma vez que moro em frente de um pinhal. Infelizmente, nos últimos anos, têm andado a deitar abaixo todas essas árvores altas que tanto animam a paisagem e abrigam milhares de animais, desde pássaros a coelhos, passando por pequenos insectos, imperceptíveis a olho nu.


   No entanto, o meu desagrado também passa, nos dias que correm, pela detestável escuridão que cobre esta linda vista, pela manhã. Sou obrigada a acordar, de segunda a sexta-feira, por volta das sete, antes de amanhecer, o que, decerto, não me serve de grande consolo ou motivação para um árduo dia de escola. Só me deixa com mais vontade de voltar para a cama, de onde nunca deveria ter saído, em primeiro lugar. Quando abro a portada, sinto na pele os cinco graus negativos e não vejo mais nada que não breu. De Novembro a Março, esta é a minha sina.


   Portanto, o único aspecto a alterar seria, decididamente, a ausência de luz. Peço unicamente que o Verão volte depressa, para que as manhãs luminosas regressem e eu possa começar o dia com o ânimo de encontrar um sol quentinho lá fora e poder vestir menos de cinco camadas de roupa.

que inteligência, que coisa mai' rara!

Tirei uma travessa a ferver do forno e passei-lhe com a torneira. Ora... Eu não fazia a mínima ideia de que isto me poderia vir a acontecer. Já tinha ouvido falar que água fria e copos quentes resultavam em estilhaços de vidro, mas nunca julguei possível que o mesmo acontecesse com uma travessa. Apanhei um susto e fiquei a rir durante dois minutos.

está provado - sou indubitavelmente criativa

   O inspira-me diz que há um estudo que prova que as pessoas mais criativas são as mais propensas a fazer batota. Visto que eu costumo fazer batota (mais vezes do que devia), devo ser criativa em proporção, ou seja, sou MUITO criativa.


   Ah, e respondendo à questão do inspira-me... A última vez que fiz batota foi ontem, na aula de História A. Tenho o orgulho de poder vangloriar-me que sou a única pessoa que conheço capaz de fazer os trabalhos de casa da disciplina no início de cada aula, em cerca de dez minutos, e conseguir das melhores respostas e notas da turma.


   Já agora - por mero acaso, não existirá também uma teoria que prove que as pessoas que fazem mais batota são as menos humildes , não?!

O SAPO (inspira-me) pediu a sugestão de uma leitura para o Verão, mas é mais barato aos pares.

E eu respondo, sem dúvida, os dois livros mais cliché-chique que já li na minha vida:


 


Princesas de Nova Iorque - um drama muito engraçado sobre uma Herdeira-Loura-Falsa-Milionária e a sua Melhor-Amiga-Que-Acaba-Com-O-Menino-Bonito-da-História. Com um final docemente inesperado.


 


Até que ele nos separe - fiquei tão impressionada e senti-me tão dentro da própria história que já pedi desculpa antecipadamente à minha melhor amiga se vier a dormir com o noivo dela na noite do meu 30º aniversário. Não fazia a mínima ideia de que tinham feito recentemente uma adaptação cinematográfica do romance COM A KATE HUDSON até procurar uma imagem do livro, o que me obriga automaticamente a tentar obter (provavelmente, fazendo batotice na Internet) o bem dito filme nas próximas 36 horas.


 



 


 


 


 


 Boas leituras, girls!