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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

o que tem de acontecer tem muita força

Sempre que levo algo de mais pesado ou volumoso para o andar de cima da minha casa, ou seja, tendo de subir as escadas, a minha avó recomenda-me "tem cuidado, não tropeces!". Há pouco, lá peguei eu no aquecedor (o meu quarto parece estar localizado num país do Norte, à parte do resto da casa). Qual foi a recomendação que ouvi de imediato? "Tem cuidado, não tropeces!"
Para a minha querida (tem dias) avó, os seus avisos devem ter poderes mágicos, como se, graças a eles, se impedissem acidentes inevitáveis noutras circunstâncias - caso contrário, eu poderia, propositadamente, cair na tentação de me estatelar no meio das escadas, não fosse ela alertar-me para não tropeçar, até porque se há coisa de que eu gosto é de quedas e de ficar cheia de nódoas negras ou com a boca em sangue - ou como se, proferidas tais palavras, o cosmos decidisse ter piedade de mim, amparando-me enquanto subo os ditos dezasseis degraus. Não nos esqueçamos das mamas gigantescas e do enorme e pesado rabo com que fui abençoada, que em muito poderão prejudicar o meu equilíbrio (e, para quem não está a par do contexto desta afirmação, trata-se da ironia mais barata de sempre).

Infelizmente para mim e para as boas intenções da minha avó, o que tem de acontecer tem muita força. Pelo menos, se um dia eu me espatifar num trambolhão, não será por falta de recomendações de cuidado.

caro Outono,

Oh meu grandessíssimo sacana, mas que raio de frio é este? Uma pessoa aqui de perna ao léu, que se lixem as calças, e toma lá uma corrente de ar, outra ali e uma terceira acolá, atchim?! Meu amigo, com a chuva vivo eu bem, que gosto do som dela no telhado e da inspiração que me traz e das botas que posso usar (e que ainda tenho de ir comprar) e do céu mais escuro, tão acolhedor. Mas frio?! Que raio de ideia é essa? Onde andam as folhas secas a cair das árvores e os senhores das castanhas? Onde anda a estação intermédia? É que, da última vez que confirmei, ainda só era Outono, não Inverno... Manda lá a chuvinha que quiseres, a trovoada também sabe bem, menos temperaturas inferiores a 20ºC, sim? Por estas bandas, ainda se quer dormir de t-shirt e cuecas, ai, ai, sou alérgica a calças.


 


Passar bem... mal!


Beatriz

caro Outono,

Oh meu grandessíssimo sacana, mas que raio de frio é este? Uma pessoa aqui de perna ao léu, que se lixem as calças, e toma lá uma corrente de ar, outra ali e uma terceira acolá, atchim?! Meu amigo, com a chuva vivo eu bem, que gosto do som dela no telhado e da inspiração que me traz e das botas que posso usar (e que ainda tenho de ir comprar) e do céu mais escuro, tão acolhedor. Mas frio?! Que raio de ideia é essa? Onde andam as folhas secas a cair das árvores e os senhores das castanhas? Onde anda a estação intermédia? É que, da última vez que confirmei, ainda só era Outono, não Inverno... Manda lá a chuvinha que quiseres, a trovoada também sabe bem, menos temperaturas inferiores a 20ºC, sim? Por estas bandas, ainda se quer dormir de t-shirt e cuecas, ai, ai, sou alérgica a calças.

 

Passar bem... mal!

Beatriz

palavras de quem entende cada vez menos o amor

Alguém me quer explicar qual a ligação entre o Verão e as relações a acabar? Não passará isso de um mito daqueles que servem somente para encher chouriços no Facebook? É que eu acho que as relações tanto terminam com o calor como com o frio, faça sol ou chuva. Se têm de acabar, acabam e pronto. Não vejo que as pessoas cheguem ao ponto de terminar relações com o único propósito de arranjar amores de Verão. Isso é tudo treta. Penso que a hipocrisia generalizada ainda não chegou a esse extremo. Tal como se podem acabar em Janeiro, em Maio ou em Agosto, também se podem inaugurar amores quando quer que seja. O Verão tem o encanto do calor, os corpos mais nus, tudo mais visível, tudo mais desejável e desejado; o Inverno, por seu turno, convida à proximidade, ao acolhedor e ao conforto das mãos dadas, ao aconchego dos casacos. (Quanto à Primavera e ao Outono, a primeira é problemática por causa das alergias e, o último, pelas alterações bruscas de temperatura, propícias a constipações - mas não passam de despropositadas suposições!) E depois? O verdadeiro amor, digo eu, penso eu, ESPERO EU, não depende de nenhuma condição senão de si próprio. Ou seja, a meteorologia em nada interfere no seu processo de desenvolvimento. Ámen. Abaixo a curriqueira ignorância de Facebook.

não sei como

   Reparei nisto ontem à noite, enquanto via um filme de animação na televisão.


   Nos desenhos animados, as personagens não têm medo de voar. Se uma vela mágica as leva a passear até às nuvens, até à lua, se for preciso, elas não gritam, não ficam enjoadas ou tontas.


   Se tal acontecesse na vida real, em primeiro lugar (em primeiro lugar, nem existiriam velas mágicas do tamanho de uma pessoa), as pessoas esperneariam, gritariam, fariam trinta por uma linha para que não as fizessem voar. Em segundo, não sairiam à rua de pijama, em pleno Inverno, com meio metro de neve a acumular-se nos passeios. Em terceiro lugar, em jeito de conclusão, não voariam em pijama, porque, devido à deslocação do ar, o mais certo seria queimarem a pele graças às baixas temperaturas ou, não sendo tão drástica, começarem a ter sintomas de hipotermia nos primeiros dez minutos.


 


   O que a imaginação permite...!