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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

"No Limite" - a série sem vergonha

 

Ainda não conhecem a série "Shameless"ou "No Limite"? COMO ASSIM, NÃO CONHECEM?

Estou a brincar... Eu também só a comecei a seguir há poucas semanas, e já na terceira temporada, que está a ser transmitida na Fox Life. Acho que, por alto, já tinha ouvido falar dela, mas não liguei às recomendações. Ainda por cima, quando a comecei a ver, pensava que era apenas mais uma série porca e sem interesse, tudo o que ela não é. 

Se tem muito sexo (violento)? Se quase todas as personagens com idade superior a 13 anos bebem, fumam, consomem droga e são depravadas de primeira? Sim, isso é certo. No entanto, estas são apenas algumas características de um enredo que envolve muito mais do que se imagina. Afinal, é impossível esquercermo-nos do amor incondicional entre irmãos, da imperfeição das famílias desfavorecidas e desfeitas que, mesmo assim, se conseguem erguer do meio da sua miséria e singrar na vida, do quanto o mais valioso que temos são as pessoas que amamos e um tecto debaixo do qual se possa construir um lar, por muito caótico que ele seja...

Mesmo que os Gallagher tenham nascido de uma mãe bipolar e ausente e de um pai bêbedo e drogado, são os irmãos mais unidos de Chicago e arredores. Tomam conta de si próprios com a ajuda da irmã mais velha, Fiona, e vão crescendo e tornando-se indivíduos íntegros, bem sucedidos e felizes (espero eu, pelo menos).

E pronto, eis os ingredientes para uma série divertida, dramática, de chorar a rir ou de rir a chorar: "No Limite". Caso tenham ficado interessados, consultem a programação da Fox Life ou assistam às mini-maratonas de fim-de-semana todos os Sábados, à hora de almoço.

 

Trailer da temporada 3:

 

Veronica Mars is back, bitches!

Ai, eu devorei todas os episódios, de todas as temporadas. Ai, aquele Logan, que, agora que penso no assunto, me faz suspeitar que foi o culpado por eu ter caído, mais tarde, no falso charme e inigualáveis patranhas de um bad boy, a pensar que ele se haveria de redimir dos seus erros, tal como aconteceu com esta personagem ficcional (nunca confiem na ficção, nunca). Ai, a astúcia da Veronica, que me fez acreditar, por outro lado, que uma mulher não precisa de nenhum homem para conquistar o valor que bem merece, porque a inteligência que tem já ninguém lha tira (mas que ter um homem na vida também não faz mal nenhum, muito pelo contrário). Ai, qual CSI, qual Investigação Criminal, qual carapuça! Esta Veronica Mars marcou os primeiros anos da minha adolescência e, agora, é bom que o filme faça jus à série que o precedeu!

Estreia em Março.

Quem é do tempo da Veronica Mars ponha a mão no ar! =)

 

O melhor de 2013

1. A série televisiva - "Revenge"

 

 

2. O filme - "About Time" (em português, "Dá Tempo ao Tempo")

 

 

 

3. O livro - elejo dois, que foram reeditados este ano: "O Suplente" (1999), de Rui Zink, e "The Kite Runner" (2003) - em português, "O Menino de Cabul" - de Khaled Hosseini

 

 

 

4. A viagem - Évora (também não fiz muitas mais)

 

 

 

 

5. O post - "Porque eu também tenho 'guilty pleasures'". E, como aos pares é mais bonito, este também teve a sua importância, diga-se de passagem. Cof, cof.

A ciência da trivialidade

Os telejornais da televisão portuguesa já são suficientemente maus num dia normal, em que se pode falar da so called política que neste país se pratica, mas, no dia de reflexão antes das eleições... a produção de conteúdos acerca das compotas da Ti Marília e do cão do vizinho Chico (entre outros) ganha uma outra dimensão, muito, muito mais avançada, como que elevada à categoria de ciência!

Para onde foi o Finn Hudson?

 

Cory Monteith, protagonista da série Glee, cantor exímio, actor sofrível, carinha laroca e, aparentemente, viciado em "substâncias", morreu ontem num hotel em Vancouver, aos 31 anos. Agora é esperar para ver como é que os produtores da série se vão desenrascar sem a sua estrela. É desta que a Rachel fica com o Brody, que de sonso não tem nada e de bom rapaz (em vários aspectos, se é que me entendem) tem tudo.

 

Nobody said it was easy...

 

Ainda (mais) acerca da greve dos professores

Ontem, o ministro da Educação, Nuno Crato, foi entrevistado na TVI24. As conclusões a retirar sobre o que o senhor disse e como se comportou são mais do mesmo: culpou os professores até ao tutano por todo o "mal" a ocorrer nas escolas, tentou manipular, subtilmente, a opinião pública contra eles, admite não saber se vai haver despedimentos ou horários zero no próximo ano lectivo (chegando até a negar a necessidade de os concretizar!), agiu como se não houvesse nada com que a classe docente se deva preocupar, foi mal-educado para com o jornalista e desviou muitos temas de conversa e perguntas que lhe foram colocados.

Quem sou eu para julgar o que foi dito, uma estudante do ensino secundário?, mas não me venham com tretas. Consoante afirmei no outro dia, concordando com toda esta acção de protesto, os professores têm mais do que direito a fazer greve, seja quando for - num dia de exames ou num dia de reuniões de avaliação (a última novidade, que poderá atrasar o processo de inscrição nos exames nacionais e a sua realização) - e nem o ministro da Educação detém autoridade, ou credibilidade, para os incriminar de estarem a cometer algo impensável e que trará problemas aos alunos. Os alunos só têm é de se consciencializar de que não há-de ficar ninguém sem ir a exame e que têm de ter um pouco de paciência até os professores atingirem o objectivos deste manifesto de descontentamento.

SPLASH - mais um programa de TV para embrutecer as massas

É mais do que certo e sabido que este nosso povo português é um povo com um enorme coração e sensibilidades agudas. Não há cobra venenosa bebé que não seja alvo de ohs e outras exclamações carinhosas por parte dos expectadores de documentários sobre a vida selvagem, não há história nos programas da Fátima Lopes e da Júlia Pinheiro que não apele a comoções e lágrimas diversas, desde as de crocodilo às que fazem um lamaçal no meio da carpete, não há coitadinho nenhum que escape à piedade do mais comum português (aka 'tuga), não há banda sonora manipuladora que não desperte o seu monstro choramingas das profundezas do seu ser rijo, devidamente concebido para aguentar quando o seu clube de futebol perde a taça da liga. Portanto, aqui se apresenta um povo que, apesar de ter andado, em tempos passados, à cacetada com tudo o que era gente, e que foi suficientemente destemido para largar filhos, mães e mulheres para ir enfrentar um bicho mitológico ao sul de África, nos dias que correm chora com a novela mais paneleira, seja portuguesa ou brasileira (e ainda nem conhece as mexicanas!).
Portanto, foi sem grandes admirações que o "Splash!" estreou ontem, envolvendo muita história de vida cheia de coragem, camaradagem, força de viver... apresentado, é claro, pela Júlia Pinheiro (alguém me há-de dizer por alma de quem é que está lá o Rui Unas, p'lamor de Deus). O pessoal "só" tem de saltar dumas pranchazitas para uma piscina super funda, onde não há risco de baterem com a cabeça - o segredo é apenas saber-se entrar direitinho na água - mas, contra todas as expectativas dos meros mortais, conseguem relacionar a sua história de vida com aquele simples exercício e fazer um aparato digno da corte de Luís XVI. Tudo bem, está lá um atleta paralímpico que nem sempre o foi, uma vez que a sua cegueira foi repentina, e que tem lutado (ah, percebem?, porque ele já foi pugilista) imenso para alcançar novos objectivos de acordo com a sua situação, mas não significa que só por a Raquel Strada ter vertigens devemos todos homenageá-la com um minuto de silêncio (e eu nem vi a parte da Sónia Brazão - até deve ter sido a chorar por ela que encheram as piscinas). E, tirem o cavalinho da chuva, porque o Castelo Branco já começa a enjoar e a perder a sua piadinha.
Ora, dito isto, foi a primeira e última vez que vi este programa. Acho que, para embrutecer o meu cérebro, já me chega ver a MTV.

Já viram o Big Brother?

Eu não. Estive a dormir desde as 19h30 até agora, com uma dor de cabeça de caixão à cova (cortesia do senhor meu Vocês-Sabem-o-Nome-Dele) e perdi o primeiro episódio, totalmente. Que triste que eu estou. Claro que, se eu tivesse estado acordada, teria mas é acabado o trabalho de Filosofia, qual Big Brother, qual carapuça, logo eu que tenho uma vida (de estudante... belhac) tão ocupada...! Ainda estou para perceber qual é o interesse que move meia dúzia de gerações de uma vez a assistir aos reality shows de quarta categoria (terceira parece-me um eufemismo) da TVI, mas, verdade das verdadinhas, quem é a miúda que admite gostar de ver Jersey Shore para julgar tais pessoas? Pelo menos, elas ainda vêem o que é nacional! Parvalhona...