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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Tumbas!

E, agora, só para quem ontem pensou que eu não fazia nada da vida, tenho uma notícia a dar-vos: HOJE contactaram-me para ir trabalhar AMANHÃ. Às 8h30. Como monitora de férias. Com criançada. Sem hora de saída. Estava como suplente e até fiz a formação. Parece que alguém desistiu e que me deixou o lugar livre (yupi!).

Pelo menos, vou ser paga.

Enquanto isso, continuo a trabalhar no copywriting, mesmo que a meio-gás.

 

Se sobreviver, aviso.

Socorro! Sou demasiado nova para tanta ambição!

Por vezes, esqueço-me que tenho (apenas) 18 anos. Sei lá, acho que já tenho demasiadas responsabilidades para alguém da minha idade ou que já atingi o suficiente para preencher uma vida alheia com tantas experiências. E não digo que toda esta situação seja má, muito pelo contrário - acho-a óptima. Sou tão feliz e tenho tantos projectos e ideias em mente que nunca, mas nunca páro. Estar sempre a mil pode parecer péssimo para algumas pessoas, mas para mim é o recomendável. Cada vez que posso descansar, estranho. Tenho de manter a cabeça ocupada constantemente e ter algo para fazer a todo e qualquer instante, ou fico meia desorientada. Como é que vou coleccionar tantos sonhos numa existência humana tão curta??? A única coisa de que jamais abdicarei serão as minhas sete horas e meia de sono por dia; aos fins-de-semana, têm de ser nove. Raramente bebo café e vou ao ginásio. Só tenho saudades de escrever mais sobre um tema à minha escolha, aqui no blogue ou noutro sítio qualquer, só por escrever. Cada coisa a seu tempo, não é verdade? 

Olá e adeus, estou mesmo de saída!

Eu bem quero escrever acerca dos livros que tenho lido e comprado, lindos e maravilhosos, umas autênticas pechinchas. Eu bem quero escrever acerca de piadas e curiosidades da vida de todos os dias. Eu bem tento arranjar um espacinho na minha disponibilidade psicológica para estas vontades e quereres, mas não consigo. É muito difícil não sentir o chamamento do blogue.

Por outro lado, está tudo bem. Tem estado tudo mesmo muito bem. Continuo a ter o melhor namorado do mundo, os melhores amigos do planeta, uma família de gritos, a faculdade está lá no sítio, tenho muito trabalho, muito para estudar... Só que tenho tido poucas palavras, pelo menos para escrever aqui.

Na tentativa de colmatar a minha ausência por terras procrastinadoras, aqui seguem alguns textos mais informais que escrevi no mês passado a título não pessoal, mas sim - digamos - profissional, para os blogues dinamizados pela própria empresa:

  1. 5 dicas fundamentais para se tornar num bom aluno
  2. Procura um telemóvel novo? Experimente um Android!
  3. Porquê criar um blogue? Eis algumas razões...
  4. Quais os benefícios de praticar desporto? E onde posso praticá-lo?
  5. (Apenas) 5 breves vantagens se gostar de ler livros
  6. 4 razões para visitar um museu em Lisboa

 

Tenham um bom fim-de-semana e não me odeiem! Ah ah ah!

(Depois digam-me o que acharam dos textos acima mencionados, pode ser?)

Ninguém devia ser obrigado a trabalhar a partir da sua cama, quanta crueldade!

Tenho de escrever dez textos sobre lareiras, salamandras e recuperadores de calor até segunda-feira (2/10, so far). E na semana passada foi sobre contabilidade e cursos de formação. Depois de trabalhar em copywriting, a minha cultura geral nunca mais vai ser a mesma, tenho a certeza! Um dia, a Manuela Moura Guedes tem-me lá à perna no estúdio! Vou ser montes de milionária. 

Actualização de estado

Agora sim, já posso dizer que tenho um novo emprego. Sou paga para escrever, com o rabo alapado no sofá, com as pernas estiraçadas na cama ou a fazer o pino nos transportes públicos. Eu sabia que este dia chegaria, só não sabia que seria já, já, já. O emprego do futuro: copywriter, experimentando técnicas de Search Engine Optimization, ou seja, fazendo com que os sites das empresas sejam mais visíveis nos motores de busca, em particular no Google (e também posso aplicar essas técnicas neste mesmíssimo blogue!). É escrever e comunicar, pronto. É fixe ter arranjado um trabalho em que não tenho de me enfiar não sei quantas horas por dia num cubículo com má iluminação. Obrigada à minha colega que me passou os contactos dos responsáveis. Se ela estiver a ler isto, que tenha a certeza de que estou exultante. Nunca serei tão rápida e competente a fazer estes textos quanto a sua pessoa, mas vou tentando.

 

E eis o texto que oficializa a coisa, o primeiro de muitos, entre aqueles que já escrevi e que ainda virei a escrever: TCHARAAAN!

Soma e segue!

E, depois, ainda nos recusam por termos "qualificações a mais"...

De vez em quando, lá parto eu numa aventura pelos sites de emprego, em busca daquele part-time ao fim-de-semana que já viria mesmo a calhar. Tem de ser, é a vidinha. Sou uma estudante universitária desempregada, mas muito aplicada em enviar CVs que nunca obtêm resposta.

Contudo, o que é mais surpreendente - a seguir à quantidade incomensurável de anúncios para operadores de call-center - é os potenciais empregadores pedirem experiência em TUDO. Mas mesmo para TUDO. Como, por exemplo, para fazer embrulhos de Natal em lojas. Experiência na função e, já agora, pedindo por pedir, o 12º ano. E nem é que uma pessoa não tenha o 12º. O problema é mesmo a bezerrice desta gente, como se fosse preciso uma especialização em cortar fita-cola e enrolar laços. Aliás, aposto que há por aí muito doutorado sem saber fazer embrulhos!

Buh! O Halloween é uma cena que (agora) não me assiste.

Disfarces? Festas? Sustos? Doçura ou Travessura? Gente com demasiada maquilhagem branca e preta? Criaturas pretensiosamente malévolas em mini-saias de renda preta e tops minúsculos, com o briol do catano que está?

Na minha vida, este ano, um Dia das Bruxas não deve ser um Dia das Bruxas sem enviar montes de currículos e candidaturas de emprego.

 

Tenham uma noite muito negra, MUA-HA-HA-HA!

Foi bom enquanto durou

Ontem, fui dispensada do meu trabalho. Não digo que fui "despedida" do meu "emprego" porque, à semelhança de tanta gente por todo o país, o meu estatuto era apenas de "prestadora de serviços", paga a recibos verdes, sem qualquer benefício fiscal (antes pelo contrário, com 25% de descontos para o IRS sobre o dinheiro ganho, além de a maioria das pessoas ter também de descontar para a Segurança Social, de que me escapei devido a ter menos de 25 anos e nunca ter trabalhado).

Recebi a notícia da dispensa, em primeiro lugar, com alívio, por não ter sido eu a ceder à pressão e ter aguentado o máximo de tempo possível na empresa. Não desisti enquanto me foi permitido trabalhar. Chamem-me fraquinha e mal-habituada, por só fazer nove horas semanais e já me queixar, mas só eu sei como ando saturada desta rotina e como, frequentemente, a cabeça me falha - os meus reflexos são menores, a minha disposição anda pela rua da amargura e a minha capacidade de memorização já conheceu melhores dias. Estas são apenas algumas das falhas de que me recordo de imediato, causadas pelo stress e pelo cansaço (soo lamechas, mas é a mais pura das verdades!).

No entanto, aos poucos, acho que fui interiorizando a ideia principal: não há mais cento e poucos euros por mês para ajudar a pagar as despesas da faculdade, nem cartão multibanco à mão, mesmo que para imprevistos. Não há mais independência financeira, por muito reduzida e limitada que a minha fosse. Vai voltar a ser o papá a dar o dinheiro para os lanches e almoços. E é bom que também comece seriamente a pensar em ajudar com as propinas e os transportes, porque o dinheiro que consegui juntar ao trabalhar no Verão e em part-time durante o último mês não é elástico (infelizmeeeeeeeeeeeeeeente!). Vai ser mais uma preocupação para mim e para a minha família.

Eu já sabia que, mais dia, menos dia, teria de ir embora. Estava a trabalhar apenas as tais nove horas semanais e devia ser a mais nova da empresa (logo, sem encargos ou outra experiência profissional). E muito tempo lá fiquei eu! Colegas meus bem mais velhos foram sendo dispensados ao longo dos últimos quase três meses em que me fui safando. A cada nova base de dados de contactos, havia sempre alguém que não podia ficar. Quando se trabalha com um contrato que pode ser cessado em qualquer altura, corremos o risco de poder ser desintegrados da equipa do pé para a mão. As condições de trabalho em Portugal já são precárias e instáveis, quanto mais para os chamados "trabalhadores independentes" ou "prestadores de serviços". Aceitar um posto de trabalho temporário é isto: imprevisibilidade. Um dos meus supervisores garantiu-me que poderiam chamar-me em qualquer altura, caso surgisse outra campanha uma vez que já tenho formação, mas não acalento nenhuma expectativa.

De qualquer modo, não deixei de ficar abalada. Por muito exausta que me sentisse, andava moderadamente motivada. Trabalhava e estudava. Podia não ter toda a disponibilidade de mundo para me distrair, mas sabia que conseguia equilibrar as minhas obrigações e cumprir o meu objectivo.

Agora, recuperei as minhas manhãs e a minha segunda-feira sem aulas. É estranho, devo admitir. Acostumei-me tanto a levantar-me sempre cedo e a ter pouco tempo para estudar ou até "para me coçar" (como diz a minha avó e uma amiga) que já não me é natural pensar que "não há pressa". 

No final, nem pensando na preocupação por ainda não saber se me atribuirão uma bolsa de estudo que me ajude a cobrir o custo das propinas, o único problema resultante de já não trabalhar é... ter perdido qualquer justificação para não ter boas notas.

De hoje em diante, tenho de dar o meu melhor, sem desculpas.

Não me permitirei ser preguiçosa nem procrastinadora (a tentação é muita), nem "deixar andar".

Vou aproveitar e voltar a escrever com mais frequência.

Vou aproveitar e criar um novo projecto pessoal, com novas metas estabelecidas.

Não há melhor oportunidade do que esta para aprender a gerir o meu tempo... pois não?

Espero que mas é que este tenha sido um mal que veio por bem!

Daqui a 20 anos

Sou uma pessoa muito céptica no que toca ao futuro. Encaro-o como inevitavelmente imprevisível e permanentemente susceptível de ser alterado por uma qualquer circunstância não planeada, ou seja, um bichinho de vinte cabeças sem cara associada.

No entanto, não deixo de ter as minhas expectativas, altas ou baixas. Afinal, quem não as tem? Elas hão-de existir, nem que seja enquanto pontos de referência a atingir ou objectivos a concretizar. Não há como escapar à curiosidade e à previsão!

Deste modo, confesso que não faço mesmo a mínima das mais mínimas ideias sobre o que me reservam os próximos vinte anos. Ou dez… Ou cinco… Ou dois. Até dos próximos doze meses sei pouco, tendo apenas algumas linhas-guia, tais como, evidentemente, completar o primeiro ano de licenciatura com notas satisfatórias (assim de 18 para cima, estão a ver?, não estão?, deixem lá que eu também duvido disso) e andar num rodopio entre casa, faculdade, trabalho (possivelmente) e natação (mais vale aprender a nadar tarde do que nunca), sem muito tempo para namorar, para conviver com outros humanos ou para desbundar na cama até às dez da manhã, quanto mais até ao meio-dia.

Mas, vão-se lá compreender estas coisas, uma pessoa gosta é de fazer planos a loooooooongo prazo, dar largas à imaginação e saborear a promessa (ou ilusão) de que a vida nos correrá pelo melhor e será só seguir o rumo do vento! Portanto, aqui vai a minha lista actual de desejos e utopias para os próximos vinte anos… (Ou seja, não se tratando duma visão muito realista do que, provavelmente, vai acabar por acontecer.)

 

1. Terminar a licenciatura, arranjar um emprego decente e bem pago (quase) logo de seguida e ter dinheiro para fazer uns mestradozitos ou umas pós-graduações pelo meio (já nem falo em doutoramentos!);

 

2. Tirar a carta de condução, oh sim!, e arranjar um carrito para dar umas voltas;

 

3. Continuar a gostar muito da minha criatura mai’ linda e barbuda, e ele de mim, e…

 

4. Sair(mos) de casa dos papás (ou da avó) e arranjar(mos) um apartamento que tenha espaço para os todos os livros que ainda não terei comprado na altura, mas que virei a comprar, de certeza absoluta;

 

5. Escrever um livro, ou meia dúzia, que isto, se é para ter ambição, tem-se muita;

 

6. Ganhar dinheiro a escrever livros e/ou através de um salário decente num emprego desejável e bem-remunerado a que, entretanto, terei ascendido;

 

7. Casar e ter um número desconhecido, mas não muito elevado, de melgas (de preferência, inteligentes, bonitas e carismáticas) a correrem pela casa e a gritarem “OH MÃÃÃÃÃÃÃÃE, COLÁMOS PASTILHA ELÁSTICA À BARBA DO PAI E VAMOS TER DE A CORTAR TODA!!!!” – ná, estava só a brincar, isso seria bom demais para acontecer;

 

8. Por favor, por favor, por favor, nunca conhecer o desemprego na minha família!;

 

9. Ficar com o rabinho cheio de tanto viajar, sozinha ou acompanhada;

 

10. Não ganhar muitas rugas nem flacidez.

 

 

(I wish...)


Publicação baseada na pergunta "Como é que imaginas a tua vida daqui a 20 anos?", no Ask.

Deu-me um achaque

E pronto, assim se passou um Verão (ou assim está ele a acabar…). Não correu nada como eu esperava, não fiz nada do que e como esperava, não escrevi nada como esperava. Em suma, foi um Verão sem grandes acontecimentos, sem altos ou baixos, apenas com um objectivo em mente: conseguir amealhar dinheiro para a faculdade através de um emprego.

Ao contrário do que tem acontecido em todos os períodos de férias que já tive na minha vida, nunca tive a oportunidade de me sentir entediada nestas últimas semanas, ou não regresse eu mais do que “morta matada” a casa, ao fim de um dia de trabalho, depois de onze horas sem ver a minha rica caminha nem sentar o meu rabinho ossudo no sofá fofinho cheio de pelos dos cães.

O que, para mim, acaba por ser realmente um problema de enorme gravidade é não vir cansada fisicamente, mas sim psicologicamente. Deste modo, as horas que passam desde que trespasso o portão até me ir deitar são gastas a procrastinar. Sim, eu até voltei a procrastinar, e nem sequer foi de livre vontade! Afinal, não existem lá muitas actividades que me dêem verdadeiro gozo que se possam realizar sem o mínimo de esforço intelectual: ler, escrever, arrumar o quarto ou até jogar Angry Birds. Dou por mim, com alarmante frequência, a mirar o ecrã do computador ou da televisão com a mente totalmente em branco, feita parva. Quando calha ir jantar a casa do Ricardo, praticamente só tenho tempo para comer, antes de cair desfalecida, sem forças, em qualquer encosto ou braços de quem me apanhe em pleno processo de low battery.

Escrever, está quieto. Não consigo reservar impulsos nervosos suficientes durante o dia para conseguir formular mais do que um par de linhas de seguida durante a noite. Não existissem os fins-de-semana ou pequenos textos escritos, esporadicamente, enquanto trabalho, e eu já estaria a entrar em paranóia (mais do que estou, pelo menos).

Ah pois, e os fins-de-semana, que não chegam para nada?! Ora é a mândria, ora é o tempo que passo com a família, ora é o tempo reservado para namorar: parece-me que nem chego a aproveitar bem esses momentos, tal é o estado de retardamento cerebral e de ansiedade pré-segunda-feira em que me encontro.

Eu só quero recuperar a minha sanidade! Não quero continuar a acordar como quem vai ser imediatamente reencaminhada para a morgue; não quero continuar a responder de forma torta a toda a santa criatura que não pareça compreender que EU ESTOU EXAUSTA E SÓ QUERO QUE ME DEIXEM EM PAZ E SILÊNCIO, CARAMBA; não quero ter de continuar a adiar encontros com os meus amigos e de invejar a liberdade que eles têm para sair à noite sem se preocuparem a que horas têm de se deitar, a liberdade que têm para fazer planos inesperados, enfim, a liberdade que têm para não perderem a sua identidade.

Porque é exactamente isso que eu sinto que me está a acontecer! Neste Verão, paguei as propinas do primeiro ano da faculdade, mas não fiz nada que me satisfizesse o ego. Mal tive tempo para respirar, quanto mais…! Nem sei o que seria de mim se para a semana não começasse já a trabalhar em part-time, cruzes-credo!

A duas semanas de retomar o estudo, de iniciar uma nova etapa da minha vida pessoal e escolar, nem consegui ainda assimilar todas as novidades que vou enfrentar. Falta-me o descanso, os momentos a sós, a dois, a três, a quatro e ao monte, falta-me a preparação e a reflexão, falta-me ter aquela pausa em sintonia com o resto do mundo, sem palpitações várias ou dores de alma desnecessárias.

Mas, acima de tudo, faltam-me horas de sono. É imperativo tentar acabar com as insónias… A começar agora. Por isso é que vou mas é ganhar juízo e deixar o resto das lamechices pseudo-filosóficas e introspectivas para outro dia. Isto só pode ser do sono.