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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

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A minha história de amor-ódio com o ginásio (quem não tem uma é um ovo podre)

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Este blogue tem andado ora muito lamechas, ora muito intelectualóide, por isso vamos lá agitar as procrastinações com um tema mais levezinho (menos para mim, que sofro com ele): a minha história de amor-ódio com o ginásio. E quem diz ginásio diz qualquer tipo de actividade física que peça deste corpinho mais do que os movimentos levantar-sentar numa cadeira, num sofá ou numa cama.

 

Por causa dum golpe de sorte, consegui na roleta russa da genética uma tendência a parecer magra sem me esforçar muito. O pior é que isto se deve à ausência de massa muscular, i.e., eu sou mesmo uma trinca-espinhas sem bife para amostra, mas não deixo de ter massa gorda que tem de ser controlada. Seja como for, tenho a resistência duma galinha, a força dum espantalho e um problema nas costas que me há-de atormentar até ao final dos meus dias, por isso não tenho alternativa senão fazer qualquer coisa - pronto, fazer tudo, desde cardio até musculação, passando por pilates.

 

Assim sendo, pelo menos três vezes por semana, lá me levanto ainda mais cedo ou marco as minhas aulas para mais tarde, porque ir ao ginásio tem de ser das primeiras coisas que faço depois de acordar, ou então vou arranjando desculpas até regressar a casa. Não devia custar muito ir ao ginásio, porque fica mesmo ao lado da estação de comboios, por onde eu tenho inevitavelmente de passar todo o santo dia de semana e até alguns feriados e fins-de-semana (#miúdasuburbana #margemsulwayoflife #fertagusforever). Infelizmente, custa sim, nem eu sei bem como.

 

Isto de ir ao ginásio é um tormento!

 

No entanto, quando saio do ginásio, sinto-me toda uma nova pessoa, mais feliz, satisfeita com o grande feito de ter levado a cabo uma tarefa que acredito ser indispensável ao bem-estar mental e físico sem lhe ter voltado costas, por ser uma couch potato por natureza, obrigada a contrariar os seus instintos básicos de viver ao grande estilo dum canguru bebé. Penso que ainda é esse sentimento de missão cumprida e libertação de endorfinas que me faz ir voltando. Passo por fases em que pago a mensalidade para lá pôr os pés uma ou duas vezes num mês inteiro, mas também há alturas em que me consigo aguentar com pelo menos duas vezes por semana. 

 

Em geral, tento ver as idas ao ginásio como sendo tão importantes quanto tomar um medicamento que me tenha sido prescrito, e que a longo prazo me há-de fazer bem, mesmo que não seja possível ver resultados imediatos; ou tão essencial quanto comer um pequeno-almoço completo todas as manhãs. Tem de fazer parte da rotina. Se não fizer, ninguém morre, mas eu não quero chegar entrevada aos 30.

 

Por um lado, adoro ir ao ginásio e fazer exercício. No fundo-fundinho, sei que é necessário e que acabo por ficar sempre mais em paz comigo e com o mundo. Por outro, não há forma de contornar este assunto, sendo feliz e saudável sem precisar dum fardo extra, pois não? É pena.

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