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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

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Andar de táxi em Banguecoque

Raramente ou quase nunca ando de táxi em Portugal. É caro, a nossa rede de transportes públicos é bastante decente - tanto na zona onde vivo e estudava, quanto a nível nacional - e tive sempre quem me desse boleia antes e depois de tirar a carta de condução.

No entanto, andar de táxi em Banguecoque é relativamente barato. Para um percurso de 5km, pago à volta de 2€, ou mesmo 5€ para 20km, se não ficar demasiado tempo presa no trânsito. Além disso, agora tenho o meu salário e os meus maiores luxos são comida internacional e... táxis. E táxis-mota. 

Ando mesmo muito de táxi, carro, em Banguecoque. É, realmente, muito barato, e é uma óptima maneira de evitar os transportes público daqui, que são ligeiramente ineficientes em certos percursos, tendo em conta os milhões de pessoas que os usam. Então, se for possível evitar esse cansaço físico e mental, apanho um táxi.

O problema são os senhores taxistas, obviamente. Eles podem ser o maior benefício em apanhar um táxi, ou podem ser a nossa maior dor de cabeça.

Muitas das vezes (tipo, na maioria), os senhores taxistas tailandeses não sabem bem onde estão ou para onde devem ir. Em sua defesa, posso confirmar que as ruas e o trânsito desta cidade são caóticos, mas nada que um GPS não resolva. 

Ah, mas...

GPS? Google Maps? Que é isso? Mais uma vez, a maioria dos senhores taxistas deve pensar "o que raio pode um telemóvel dizer-me que eu não saiba?", assim numa demonstração intro/extropectiva de orgulho-macho. É pena, porque quando se recusam a usar o GPS a coisa corre mal e, por norma, eu fico bastante doente da alma por saber que um percurso de quinze minutos se pode tornar, na maior das facilidades, numa novela duma hora (nota: não subestimem as estradas de Banguecoque!!!), porque o senhor taxista decidiu virar uma ruazinha antes do tempo, e planeamento urbano é coisa que nem sempre assiste nesta megalópole, portanto voltar para trás não é sempre a melhor ideia.

Pelo sim, pelo não, eu uso constantemente o meu GPS em toda a santa viagem. O Google Maps, milagre dos céus, não só me ajuda a confirmar o caminho, como também o trânsito e qual a melhor alternativa de percurso. Além disso, sabe-se lá como, tenho-me apercebido de que conheço bem melhor imensas partes de Banguecoque que os próprios senhores taxistas!

Mas calma, os problemas duma pessoa não se ficam por aqui: os senhores taxistas tailandeses nem sempre aceitam as sugestões que se lhes dá. Perdi já conta das vezes em que isto aconteceu. Até já aconteceu o senhor taxista perder-se mesmo, ver que aquela via não era, de facto (!) possível, e ter de admitir a sua derrota. Enfim, é amargo para as duas partes, não deixando de ter a sua piada.

 

Conclusão: se vierem a Banguecoque ou à Tailândia e quiserem apanhar um táxi, usem o Google Maps como se a vossa vida dependesse disso e, se quiserem ficar ainda mais descansados, chamem um GrabCar (apenas um GrabTaxi em última análise!) ou um Uber. Ou uma GrabBike (mas deixarei as aventuras dos táxis-mota para outra altura).

 

A vida é bela em Banguecoque, mas tem tanto de doce quanto certas nuances que nos tiram do sério.