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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

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As loiras deste país podem não ser burras, mas são falsas

Em jeito de achega à crónica da Mó da Silva ("E se lhe dissesse que nem todas as mulheres têm de ser loiras?"), na NiT, que foi a primeira opinião acerca das loiras-não-loiras publicada nos meios de comunicação que corresponde à minha visão acerca do assunto.

 

Nunca fui com a moda de pensar que as loiras são burras. Oh não, isso só deve acontecer nas anedotas. No entanto, sempre reparei na quantidade de loiras que Portugal alberga. Principalmente a partir dos 25 anos, parece que todas as mulheres sentem pressão para se tornarem loiras e, se não pintarem completamente o cabelo, umas quantas madeixas hão-de de as salvar parcialmente de serem ruivas ou morenas - ou, ainda pior, loiras escuras.

Sinceramente, esta coisa de se ser loira é uma grande treta. Há demasiadas loiras e pouca criatividade. Já é uma cor de cabelo três biliões de vezes batida. Sim, é comum uma mulher portuguesa caucasiana já ter sido loira em pequena, mas é triste ver que até as mulheres pretas, asiáticas e latinas caem na asneira de se tornarem... loiras. (Beyoncé, esta é para ti, sua pindérica.)

Por que é que há esta ditadura, esta parvoíce? É certo que se lêem por aí alguns estudos científicos que comprovam que os homens gostam mais de mulheres de cabelo claro, porque isso denota juventude e fertilidade. Mas, vá lá, o homem moderno até foge a quinze pés quando vê as raízes pretas/castanhas/ruivas de fora. O homem moderno já não anda a caçar mamutes como andavam os homens pré-históricos. Agora, o homem moderno é um tanto ou nada mais sofisticado. Consegue somar raízes pretas mais pontas amarelas-canário. Dah! O homem moderno cresceu com uma mãe loira-pintada, por isso já conhece todos os truques de descoloração e pintura, até mais do que a própria mulher loira-pintada!

Querem um exemplo? Olhem para a Angelina Jolie. Ponham os olhos naquela mulher. Não simpatizo particularmente com a rapariga, mas tenho de lhe tirar o chapéu por, pelo menos nos últimos anos, nunca ter tido a brilhante ideia de se tornar loira, nem para se parecer mais à Jennifer Aniston (assim numa tentativa de refrescar a memória ao Brad Pitt)! Ponham os olhos também na Sofia Vergara, na Mila Kunis, na Emma Watson (nesta última, só de vez em quando). São podres de giras, mesmo sem serem loiras! Ruivas, morenas ou assim-assim, se eu fosse homem, preferia uma voltinha com uma delas do que com as Madonnas deste planeta.

 

Suspeito de que as tentativas frustradas da mulher portuguesa para se tornar forçosamente loira devem ter algum fundamento histórico relacionado com a competição contra as mulheres inglesas. Lamento informar, mas a mulher portuguesa comum não é descendente dos escandinavos, é descendente dos mouros, dos fenícios e dessa gente toda bronzeada que veio do Mediterrâneo. Não se pode enganar a genética nem o arzinho de quem andou a navegar durante duzentos anos pelo mundo fora e a procriar com gente de todas as raças e feitios.

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