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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

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Como é que os professores se querem, como é?

26.08.14 | BeatrizCM

Finalmente, chegou a altura do Verão de que eu tanto gosto: aquela em que saem os horários da faculdade. Sim, é um alívio ter uma ideia do que me espera nos próximos nove meses. E, pela primeira vez, informei-me como deve ser acerca de que cadeiras devo escolher, quais os melhores horários, dependendo dos professores que as dão. Para isso, os grupos de alunos no Facebook são excelentes. Por outro lado, são terríveis. As opiniões acabam sempre por sê-lo, apenas opiniões. Um professor "fixe" para uns pode ser um professor a evitar para outros. No meu caso, adorei ser aluna de uma das professoras mais temidas do meu curso, logo no 1º semestre do 1º ano. Todos me garantiram que não ia sobreviver e, no entanto, acabei a cadeira com 16 valores, enquanto a taxa de chumbos não foi assim tãããão alta. Também há sempre mitos, é claro. Alunos cujas visões são diferentes do que um bom professor, uma boa aula e a facilidade a atingir boas notas podem induzir-se em erro uns aos outros.

No entanto, quando hoje pedi informações acerca de um professor em particular, de quem comecei a ler algumas opiniões negativas, quando perguntei se era assim tão mauzinho quanto o pintavam, a primeira resposta que obtive foi, passo a citar, "o XXXXXX é só o professor mais apanascado da faculdade inteira". Gente deste planeta, quero lá saber da vida pessoal e da tendência sexual dos meus professores. Aliás, é algo que prefiro evitar, porque se eles se metessem na minha eu também me importaria. E também me estou nas tintas se falam abichanado - extremamente feliz ficaria eu se o problema de muitos fosse só esse. Eu quero é saber se vale a pena apostar neles como profissionais, se me ensinarão qualquer coisa, se nem sequer têm personalidade como alguns que já me calharam na rifa e de que já ouvi falar, se têm a capacidade de olhar para os alunos sem os subestimar e se são justos no momento de atribuir notas. No final, acabei mesmo por apostar neste professor em causa, cujo currículo académico e bem impressionante e cuja cadeira me parece mais do que adequada aos meus objectivos escolares e profissionais. 

Após algumas horas e publicações nos grupos de Facebook também concluí que o indivíduo em questão (não o professor, o verdadeiro apanascado desta história que suponho ser meu colega) deve ser apenas demente, o estereótipo de tapadinho, vida loka, muito rebelde. À parte de não ter sido capaz de falar bem de UM SÓ professor a qualquer colega nosso que tivesse solicitado informações, ainda foi capaz de denegrir imensos professores com quem cheguei a ter aulas e que - surpresa! - até pertencem àquele grupo respeitado pelos alunos, pelo seu profissionalismo, disponibilidade, acessibilidade e tudo isso que se procura num professor (podia ser impressão minha, mas não, esses professores são mesmo uns bacanos).

Deste modo, caríssimos... Nunca confiem a 100% no que se diz acerca de seja quem for. Professores, amigos, amigos de amigos, colegas, vizinhos do lado, celebridades - há sempre outro lado da história. Em caso de dúvida, procurem segundas, terceiras e quartas opiniões! Lembrem-se sempre que opiniões são... Isso mesmo. Opiniões.

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