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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

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Correr no ginásio vs. Correr na rua

Tenho ido ao ginásio três vezes por semana há quase dois meses e há três semanas que faço uma corrida de 10 a 15 minutos todos os Domingos ao longo das estradas perto da minha casa. Sempre que vou ao ginásio também corro 15 minutos na passadeira como aquecimento.
De facto, eu corro muito pouco tempo, mas fica já aqui escrito que esta é daquelas actividades físicas que eu poderia dispensar. Detesto correr e não sei como é que há quem se meta em maratonas. De certa forma, gabo-lhes a resistência do corpo e a paciência da cabeça para se aventurarem nessas coisas. A minha única motivação é saber que, quanto mais tempo for capaz de correr, quanto mais treinar, melhor me hei-de sentir - isto é, com menos sono e preguiça e com menos sentimentos de culpa por não me conseguir superar.


No entanto, o que vem a tema não é se eu gosto ou não de correr, mas sim quais as diferenças que encontro entre uma corrida indoor e uma corrida outdoor.
A lista é curta, vejamos:
- Correr na passadeira implica não passarmos daquele bocadinho de chão durante sabe-se lá quanto tempo, tipo rato de laboratório, que corre, corre, corre, mas não passa do mesmo sítio.
- Correr na rua, na estrada, no pinhal permite-nos olhar em volta e contemplar a Natureza, ou as pessoas que passam e que atropelamos no meio da nossa corrida (eu não, que a única coisa que há para atropelar nas estradas no pinhal onde vou correr é a minha cadela que anda a passear com a minha avó à mesma hora, e ainda por cima é mais ela que me atropela a mim.
- Correr dentro de casa ou do ginásio protege-nos de todas as adversidades atmosféricas e permite-nos correr em temperaturas-ambiente estáveis e agradáveis.
- Correr cá fora dificulta a respiração, ora porque está muito calor no Verão e transpiramos e sentimo-nos a morrer de insolação, ora porque está um frio de arrepiar o pêlo no Inverno que nos congela as narinas e, basicamente, todo o sistema respiratório, e o vento sopra de Norte nos nossos ouvidos e ficamos com os ditos a estalar e a doer o resto do dia (recomendo capuzes, gorros e algodão enviado lá para dentro).
- A passadeira não tem curvas, subidas e descidas irregularmente distribuídas nem solos com diferentes graus de atrito - a corrida é suave.
- A rua, a estrada, o pinhal têm tudo o que há para oferecer - a corrida é acidentada.

 

Posto isto, o ideal é mesmo começar pela passadeira, ir aumentando a inclinação e a velocidade até não aguentarmos mais, e só depois aventurarmo-nos lá fora. Senão, tal como me aconteceu a mim, o pessoal vai correr logo na rua, nem três minutos aguenta e regressa a casa com o fato de treino entre as pernas, julgando-se uma abécula no corpo de um idoso de 85 anos com asma, artrite e reumático.

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