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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

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Essas pessoas

Faz-me confusão o afastamento das pessoas. Já as tive no Facebook, eliminei-as e elas voltaram a adicionar-me. Eu aceitei. E, cada vez que me lembro do que significou ser amiga dessas pessoas, lembro-me de todos os bons momentos que passámos e pergunto-me "oh lá, como é que amigos assim deixam de o ser?". É um tanto tolo estar a pensar nisto, nestes termos, mas nem sempre tenho a cabeça suficientemente fria para também me lembrar de que as pessoas estão em constante mudança e de que o que é devoção num dia é capaz de se tornar indiferença no seguinte. Claro que, cá dentro, as coisas são bem mais simples do que as complicações que me assolam quando me recordo de que eu já passei noites e noites em casa dessas pessoas, na altura em que não me custava fazer directas (sim, mas agora estou quase com 20 anos e já estou velha para isso), e que ficávamos a falar noite fora; quando me me recordo que sabia montes de segredos que essas pessoas jamais contariam a outra que não eu; quando me recordo de que essas pessoas me levavam muito a sério e que imaginávamos que seríamos amigos para sempre, que escreveríamos livros a duas mãos, que os nossos filhos seriam amigos de berço, que passaríamos férias juntos e que, ao fim e ao cabo, continuaríamos a entender-nos. Claro que, cá dentro, eu não me arrependo de ter sido amiga delas, que a selecção natural das pessoas envolvidas na nossa vida tem de continuar pelos nossos dias fora (felizmente!) e que, se não permanecem por perto, é porque não estava destinado. Ah, que cliché! 

Olhem, com isto não quero dizer que é tudo muito lindo e que, all of a sudden, o pessoal deixou de se dar, apenas porque sim, tudo muito pacífico. É que há sempre, pelo meio, uma discussão, um desentendimento, uma perda de respeito mútuo, umas mensagens desagradáveis, umas boquinhas passivo-agressivas e tal e coiso. Não senhor, a maioria (ou a totalidade?) dos densetendimentos que tive com quem se desentendeu comigo de volta partiu de uma situação extremamente desagradável, se é que há algo que seja agradável em não se ser capaz de falar cara a cara e ter de recorrer aos meios virtuais (umas vezes eu, outras vezes os outros) ou em simplesmente terem deixado de me falar. Acho que nunca ninguém chegou ao pé de mim e foi capaz de me dizer "és uma grande cabra e quero que vás morrer longe". Isso é que seria de valor! Por outro lado, mesmo não pondo a conversa nesses termos, sinto que perdi algumas boas oportunidades para me pôr ao largo e contribuir para uma separação mais "esclarecida". Afinal, o que haveria a perder?

 

E, ao reparar uma e outra vez que, sabe-se lá por que carga de água, aceitei de novo essas pessoas no Facebook e que elas ali estão, fico com vontade de lhes dizer "olá" e perguntar o que é que nos aconteceu até certa altura. Porque, acima de tudo, guardo carinho e recordações simpáticas.

 

(Ai, que lamechona!)

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