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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

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Eu, a Inês e Paris, com 200€

Eu e a Inês conhecemo-nos há 14 anos, neste preciso dia, 3 de Abril, só que de 2001 e não de 2015. Tínhamos cinco anos. Ou seja, há três quartos das nossas vidas que a Inês me atura - e sim, tem sido mesmo "aturar".

Enquanto ela é a amiga mais passiva, a que escuta e a que aguenta, eu sou a amiga dramática, com um feitio mais esquisitinho, que era quem decidia a que é que se brincava, onde e quando. A Inês é assim uma espécie de santa que aguentou muita coisa dos meus 5 aos 15, ou até mais (entretanto, passaram-me as estupidezes várias com que a atormentava), aquela que tem ar de quem não faz mal a uma mosca, e não faz mesmo, é a amiga que me arranjava álibis na minha idade parva, a amiga que assiste às conversas porcas do resto do grupo e que fica só a rir, é a amiga a quem os meus cães já não ladram, é a amiga que vai comigo à casa-de-banho há mais tempo.

Quando eu e a Inês tínhamos para aí treze anos, prometemos uma vez que iríamos fazer juntas um cruzeiro ou uma viagem qualquer para celebrar a nossa maioridade e blá blá blá, essas tretas foleiras que as miúdas congeminam. Por isso, foi realmente uma coincidência que, no início deste ano, a Ryanair tenha feito uns descontos simpáticos nos bilhetes de avião, que eu tenha escolhido Paris e que a Inês tenha aceite de imediato a proposta com um "sempre quis ir lá!". Pelo meio, também convidei outros amigos, mas nenhum acabou por confirmar, por isso vamos mesmo só nós as duas.

E quando iremos???

Já amanhã. Paris por menos de 200€, durante quase 5 dias, um pequeno milagre em que as pessoas a quem tenho contado não acreditam (mas que é possível, amigos, com muita organização antecipada e sentido de oportunidade!).

Ultimamente, tenho andado muito atrapalhada com mil e uma tarefas diárias (estudar, trabalhar e estagiar, tirar a carta, ler, continuar minimamente atenta às minhas relações pessoais e às cusquices de Facebook), mantendo-me concentrada e produtiva em todas elas, mas ainda me restam estas consolações que me dou ao luxo de ir tendo (não que haja muito luxo envolvido). Viajar há-de estar sempre na lista das prioridades, sem dúvida, e não caibo em mim de contente pelas oportunidades fantásticas que tenho tido! Trabalho, mas vou gozando!

Tenho pena de não ir com mais amigos, de não levar o Ricardo, de não levar a minha avó... Contudo, ir com a Inês é uma espécie de marco no nosso crescimento, como se fosse um plano esquecido que emergiu das sombras, um ponto da nossa To Do List de vida onde vamos assinalar um "check". Não é fofo? Eu acho que é e só poderia melhorar se mais amigos tivessem aderido a esta viagem meia maluca.

 

 

Nota: aceitam-se propostas de locais a visitar (esqueçam é a Disneyland, que o pessoal não anda a nadar em dinheiro), onde comer bem e barato, onde relaxar um bocadinho com uma marmita, que visitas guiadas escolher, que transportes utilizar, informações acerca de Versalhes, do Louvre, da Ópera, de Notre-Dame, do aeroporto de Beauvais e respectivo serviço de transfer... Já temos muitos planos reservados e em mente, mas a partilha de sugestões é sempre positiva!

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