Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

O meu primeiro apartamento

Indo eu, indo eu...não é a caminho de Viseu, mas sim a caminho doutro apartamento.

Estive quase cinco meses neste, mas está na hora duma pessoa se pôr a andar de frosques.

 

 

Últimos dias por aqui! #firstapartment #movingout

Uma foto publicada por Beatriz Canas Mendes (@beatrizcanasmendes) a

 

Este foi o apartamento onde tive de me armar em adulta à séria pela primeira vez. Onde tive de aprender a cozinhar mais do que o "suficiente" pela primeira vez. Onde chorei cheia de saudades da família pela primeira vez. Onde me ri ao perceber a sorte que tenho em viver em Bangkok. Onde me ralei imenso com os problemas do visto, do work permit e dessas burocracias todas. 

Foi muito empolgante viver no centro da cidade, mas o lixo, o trânsito, as infestações e o barulho levaram a melhor. Esta foi a minha casa de sonho em Bangkok, mas não foi suficiente. Podem tirar a pessoa dos subúrbios, mas não tiram os subúrbios da pessoa.

Descobri que viver no centro da cidade não é para todos. É preciso ter-se orçamento para se viver num bairro muito específico e o meu só me permitiu viver num condomínio novo, com piscina, ginásio, jardim e biblioteca, mas com mau isolamento e entre duas auto-estradas, num local onde começa a surgir um bairro de lata (nem é pelas pessoas, que são muito queridas, mas sim pela porcaria que deitam para o chão e a falta de condições de higiene).

Adorei viver no 21º andar, mas nunca me senti em casa, mesmo com uma vista magnífica para duas zonas nobres de Bangkok. Andei sempre a tentar arranjar desculpas para me ir embora: primeiro, era porque a agência que me alugou o apartamento é super ineficiente; depois, era porque o condomínio não permite animais de estimação; a seguir, foi ainda estar a 10 ou 15 minutos a pé dos transportes (não parece muito, mas todos os dias a atravessar, no meio do calor ou da chuva tailandeses, estradas cheias de trânsito com a tralha toda das aulas, o almoço e os lanches na mala acaba por cansar); finalmente, o cheiro e a falta de cuidado da nova administração em manter as instalações e as zonas à volta do condomínio em condições... habitáveis.

 

Portanto, aqui vou eu de volta aos subúrbios (ou, pelo menos, para fora da confusão do centro da cidade), esperando melhores dias sem companhias rastejantes a tentarem comer o meu jantar - que foi mesmo a gota de água que me fez abrir os olhinhos para a necessidade de sair daqui. 

 

(Tenho saudades de entrar em casa e só ouvir... nada! Ouvir só os passarinhos é o máximo de ruído que quero encontrar!)

Comentar:

CorretorEmoji

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.