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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

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O novo videoclipe da Colbie Caillat - "Try"

 

Para muitas raparigas e mulheres, a maquilhagem torna-se uma segunda pele. Mas não devia ser assim. A maquilhagem deve ser utilizada de modo a fazer-nos ficar mais bonitas, não a fazer-nos ficar como nos apresentamos todos os dias. Acho que a maquilhagem deixa de ser especial a partir do momento em que é utilizada todos os dias, em quantidades abismais, como se já fizesse parte de nós e da nossa cara. Perde o brilho da surpresa por ser mostrada ocasionalmente, perde o sentido. Tudo o que é demais enjoa.

Há imensas mulheres que exageram, que dependem da maquilhagem. Começam por usá-la apenas de vez em quando, ou apenas para realçar alguns aspectos do rosto, e acabam a usá-la para tudo e mais alguma coisa, cada vez mais carregada, diariamente.

Além de ser pouco saudável, não vejo qual seja a piada de nos maquilharmos todos os dias a um nível completamente absurdo, que só vai envelhecer a pele: base, gloss, batom, sombra de olhos, lápis de olhos, correctores disto e daquilo, iluminadores e sabe-se lá mais o quê... Por muitos bons cremes e bases que se tenha, é provável que os poros absorvam grande parte das substâncias envolvidas. Lhács! A pele tem de respirar.

Acho que o brilho da maquilhagem reside num dia ou noutro aplicar-se mais do que o costume e, assim, surpreendermo-nos e às pessoas que costumam estar connosco. A maquilhagem serve para nos sentirmos mais confiantes e diferentes e, se abusarmos dela todos os dias, passamos a sentir-nos sempre de igual forma, até ser essa a única realidade da nossa cara que conhecemos, tornando-se uma rotina. Por isso é que muitas das mulheres e raparigas que passam a maquilhar-se todo o santo dia deixam de suportar a sua própria imagem sem todos os produtos que utilizam.

 

Quanto ao novo videoclipe da música Try, da Colbie Caillat, este demonstra o quanto a maquilhagem nos torna tão diferentes do que na realidade somos. Uma verdadeira máscara que esconde toda a nossa naturalidade, capaz de transformar todo e qualquer traço facial. Aliando a maquilhagem ao suposto ideal de beleza que corre pelos meios de comunicação (o uso e abuso do Photoshop tem grande parte da culpa), é difícil não sucumbirmos a essa força superior que nos indica como nos devemos revelar publicamente.

Moral do videoclipe: por que não revelarmo-nos mais como somos? Por que não tentar utilizar a maquilhagem de maneira sustentável, com um brilho aqui e ali, para disfarçar certas imperfeições, mas não para entrar em negação quanto à sua existência? Sem nos tornarmos praticamente ridículas, verdadeiras caraças e aspirantes a Barbies?

Pessoalmente, também gosto de maquilhagem e sinto que ela raramente me deixa ficar mal, devendo-se isso a eu saber equilibrá-la com a minha imagem e ego natural. Todas as criaturas do sexo feminino adoram maquilhagem - por que não haveriam de adorá-la? O segredo está em não tornar essa relação de amor numa de amor-ódio.

 

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