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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

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O que é que uma miúda magra faz no ginásio? E por que se preocupa ela com o que come?

O ginásio não é só para os gordos e para os que querem ser bisontes musculados. Felizmente, encontramo-nos numa época muito open minded, mais do que nunca virada para o bem-estar e para a acção em prol de uma melhor saúde.
Por isso é que comecei a frequentar o ginásio pelo menos três vezes por semana, mesmo que só treine meia hora. Vou ao ginásio sem outro objectivo prioritário que não combater o sedentarismo. O que eu quero mesmo é superar as minhas limitadas aptidões físicas que me assombram desde sempre. Já fui gordinha, depois da puberdade fiquei um palito, mas nunca deixei de ser pouco flexível, pouco resistente ao esforço físico, pouco flexível e lenta a correr (detesto correr, como bem sabem!). E descoordenada (já aceitei que os cinco anos de dança contemporânea e os dois de hip-hop não me valeram grande coisa). Não vou ao ginásio para emagrecer, nem para perder peso.
Obviamente, ao longo dos últimos três meses de treino tri-semanal tenho notado algumas diferenças. Sou capaz de correr o dobro do tempo com 30% mais velocidade do que em Setembro. Levanto mais 20kg com as pernas e mais 7,5kg com os braços. Já faço flexões aceitáveis. Perdi quase dois quilos, deixei de ter tanta gordura acumulada em zonas estranhas para alguém de 20 anos (costas e braços, mais um duplo queixo em desenvolvimento) e, por consequência, sinto os músculos mais definidos. Durante as primeiras semanas andei cheia de borbulhas na testa e no pescoço, tal era a porcaria acumulada debaixo da pele, mas há dois meses que praticamente não tenho acne.
Tudo isto veio por arrasto, mas provavelmente não resulta somente do exercício físico, porque entretanto também deixei de comer tanto pão branco, doces e bolos e passei a olhar para os valores nutricionais dos alimentos que ingiro (proeza influenciada por uma amiga minha; agora sou uma agarradinha dos rótulos). Deixei ainda de beber tanto leite de vaca, substituindo-o por leite de soja, que não precisa de açúcar, e diminuí a dose de cereais com açúcar (junto arroz tufado com cacau ao arroz de trigo integral). Antes bebia iogurtes líquidos da Activia e da Corpos Danone (poços de açúcares adicionados que nos iludem), mas agora como quase sempre iogurtes naturais e junto-os a meia colher de chá de mel e aos cereais de que já falei, ou aveia. Tento sempre que possível substituir a batata, o arroz ou a massa por salada (adooooro salada, de tudo) ou equilibrar as porções. Ah!, e introduzi a gelatina 0% e mais doses de fruta nos meus lanchinhos.
Depois de começar a evitar o açúcar, a gordura e os hidratos de carbono, tenho-me sentido mais leve e com mais energia. Mesmo que o chocolate e o pão permaneçam os meus grandes amores e nem sempre seja possível evitar os doces e os fritos (afinal, a comida é feita para quatro cá em casa, não só para mim), a pouco e pouco sei que mal já não me fazem, desde que sejam acompanhados ou compensados com outro tipo de refeições.
Em suma, eu sou uma falsa magra de 53,8kg e 1,69m. Sou mais leve e mais magra porque não tenho muita massa muscular, a mais pesada e visível em comparação à massa gorda. Se eu ganhar peso, não há problema, desde que seja pela constituição de músculo.

Já agora, quem acha que as aulas de Step e Zumba são para meninos, devia experimentar umas quantas sem perder o ar e a compostura.

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