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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

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O que eu não mudaria em 2017

31.12.17 | BeatrizCM

Que ano turbulento. Costuma-se dizer que, quanto maior é a subida, maior é a queda, mas 2017 foi uma série de escadarias, e rampas, e trampolins, para cima e para baixo.

Felizmente, há muita coisa que eu não mudaria.

 

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Não mudaria ter ido viver para outro condomínio. Poupei imenso dinheiro nesta renda duma unidade mais pequena e nos subúrbios, onde consegui encontrar silêncio, risos de criança no jardim, espaço verde e de lazer com fartura. O condomínio no centro de Banguecoque era glamoroso, tinha uma vista de tirar o fôlego a qualquer um, mas as baratas e o barulho estavam a tirar-me do sério. Além disso, era demasiado grande para uma pessoa só.

 

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Não mudaria o quanto trabalhei este ano - tanto enquanto professora, como também enquanto estudante. Custou, mas teve frutos, deu-me experiência, fiquei com calo, testei-me, recebi palavras de reconhecimento e respeito dos meus alunos, dos meus colegas, da minha chefe, fiquei com uma média quase perfeita no mestrado (apesar de incompleto). Os meus alunos escreveram-me mensagens de carinho, ajudaram-me a melhorar, pediram-me para ficar nas minhas turmas até ao momento em que lhes disse que este foi o meu último semestre. Os meus colegas cumprimentam-me efusivamente nos corredores, raramente sinto más energias na minha direcção, fiz amigos (mais ou menos, vá). A minha chefe reconhece o que faço, incluiu-me até num projecto de extrema importância desde 2016 e que culminará em 2018, quando poderia ter pedido a outra pessoa qualquer com mais experiência para a ajudar. Tudo isto é gratificante.

 

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Não mudaria o que trabalhei em quantidade e intensidade, tendo em vista ganhar mais do que o meu salário base. Consegui rendimentos decentes no final de cada mês, que me permitiram proporcionar férias inesquecíveis à minha família, cada vez que me visitaram, principalmente a minha avó, que esteve cá quase dois meses - as primeiras férias em dezoito anos, desde que eu fui lá para casa para ela me criar! Também pude dar-me a pequenos luxos, como adoptar um gato e comer em bons restaurantes.

 

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Não mudaria nada do que tentei dar à minha família. Ao ajudá-los a ter estas experiências, senti que consegui arranjar uma bela desculpa para os arrancar do ciclo de muitos anos negativos e cheios de sacrifício. Sei que estas visitas à Tailândia, mesmo quando curtas, tiveram resultados muito positivos e lhes trouxeram uma forma renovada de ver a vida. Além disso, o orgulho que sentem por mim irradiou ainda mais quando me visitaram.

 

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Não mudaria o quanto protegi o meu namoro de energias negativas, o quão firmes fomos os dois com esta dinâmica de relação a longa distância, o facto de termos feito tudo encaixar e funcionar até este momento, depois de oito meses sem nos vermos e mais dum ano sem realmente convivermos no mesmo espaço sem interferências do jet lag ou agendas familiares apertadas. Não mudaria o facto de ter investido nesta relação como sendo a única aposta viável para uma vida feliz e como a imagino, e de ter insistido que teria de ser mesmo assim.

 

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Em suma, não mudaria o esforço que investi em continuar a ser optimista. Ser feliz nem sempre é fácil e facilmente nos esquecemos de como estar satisfeitos com o que temos. Estou feliz por ter tido a oportunidade de viver no estrangeiro, estou feliz por me ter desenrascado como pude e quase sempre com sentido de humor e uma certa alegria! Esforcei-me muito para acabar este ano com saldo positivo, estou mesmo feliz por estar a acabar, para que novos desafios possam aparecer.

 

Fica um agradecimento eterno no ar a todos os meus amigos, família, namorado, professores, conhecidos e toda, toda a gente que me trouxe sorrisos e com quem partilhei neuras nestes doze meses.

 

Sob sugestão duma ideia da Cláudia (já não me lembro em que post), penso que a minha palavra para 2017 tenha sido "trabalho", sem me ter apercebido. Para 2018, que palavra escolherei?

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