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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

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"Oh 'mor"

Há uns dias, um amigo facebookiano da minha lista queixava-se (sim, pode-se dizer que se queixava) das pessoas que tratam os seus respectivos por "amor", comummente aparado para 'mor. E que é foleiro, e que mete medo, e transborda azeite - foram essas as ideias que ficaram implícitas.
Cada um é como cada qual, por isso não me alonguei em grandes comentários. Que fique aqui explícito que eu sou o 'mor de alguém e que, da mesma forma, também tenho um 'mor. Por vezes, até passamos a ser pínchepe e pinchexa, 'mor fofinho e outras variações bastante caricatas.
Mas fiquei a pensar: será assim tão mau o amor ser desta forma, desbragado e desbocado? O que interessa não é sermos todos muito felizes e darmo-nos bem? Partilharmos a vida, a felicidade e a infelicidade, as emoções e o menú do McDonald's? Porque é que tem de haver um manual sobre os tratamentos dentro do casal? Não gostamos nem mais nem menos de alguém por nos dirigirmos a ela com "você" ou na 3ª pessoa, ou por lhe inventarmos alcunhas relacionadas com a doçaria nacional, ou por escolhermos simplesmente tratá-lo pelo nome que os pais lhe deram à nascença. São escolhas da intimidade de um casal e não vejo por que razão há quem as julgue. Não estão, sequer, relacionadas com a classe social ou com o nível de instrução das pessoas.
Obviamente, não me ponho num evento formal a chamar pelo meu "amor", mas em ambiente descontraído de família e amigos, ou sozinhos, é essa a representação verbal que o meu respectivo ganha.
E a linda expressão que é a "cara-metade"? Já viram o que seria perdermos tanta riqueza linguística presente nos diminutivos apaixonados?

Sou mas é a favor do amor e ponto final.

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