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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

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Os 4 tipos de pessoas online, face ao Dia dos Namorados

O Dia dos Namorados já foi ontem e, como devem ter reparado, por aqui é que não me encontraram. A explicação é simples: eu tenho namorado. Ah, e tenho um livro do código da estrada para acabar de ler com urgência. Mas enfim, adiante.

 

Apesar de ausente da blogosfera, marco presença assídua (e maioritariamente silenciosa) no Facebook. Estando sempre atenta às manifestações de amor, ódio, indiferença e sarcasmo nas redes sociais, comecei a notar alguns padrões de comportamento no que toca ao Dia dos Namorados. Deste modo, diversas reacções podem ser agrupadas em poucos grupos representativos de pessoas, os quais passo a explicar de seguida:

 

1 - Os forever alone

Muito queixume e pouca acção - é o que caracteriza estes infelizes, que se fartam de partilhar aquelas imagens foleiras do 9gag acerca do quão miseráveis são aqueles que chegam ao Dia dos Namorados... sem um(a) namorado/a. Auto-comiseração = palavra de ordem. Em vez de se martirizarem durante toda a semana que precede o S. Valentim, tornar-se-iam mais produtivos se gastassem a mesma energia a deixarem de ser parvos e a tornarem-se pessoas mais interessantes.

forever alone face

 

 

2 - Os enjoadinhos

Já não se aguentam os enjoadinhos que passam a vida a proclamar o quão non sense é o Dia dos Namorados, que o amor pertence a todos os dias, e para quê tanta prenda, e para quê tanto consumismo, e em vez de estarem só bem neste dia, por que é que não estão bem o resto do ano... Enfim, já parece a conversa do Natal - e ninguém deixa de o festejar, pois não? A estas pessoas, só desejo que lhes calhe um futuro mais-que-tudo obcecado com ramos de flores e cupcakes cor-de-rosa e vermelhos cheios de corações, para lhes passar a mostarda no nariz.

 

 

3 - Os belicodoces-fofinhos-coisinhos-pirosinhos

Se já ninguém aguenta os enjoadinhos, também poucos haverá que ainda suportam os que mostram tanto mel que até enjoam. Eu sei, eu sei, mais vale a mais do que a menos, mas as redes sociais não me parecem o local mais apropriado para longas juras de amor (daquelas que ainda seguem depois do "Ver mais..."), para emoticons que vomitam cor e amo-tes e adoro-tes e venero-tes e meu rei e minha rainha afins.

 

 

4 - Aqueles que apreciam um dia normal, na companhia do seu mais-que-tudo, mas também de de uma flor e de uma caixa de chocolates Milka, evitando conviver com os outros três tipos de criaturas. 

Numa só palavra: eu. Vá, e o meu namorado. A sério, por que é que uma data tão banal quanto o 14 de Fevereiro, que por acaso é Dia dos Namorados, tem de ser tão polémica? Se há datas para celebrar o amor, por que não aproveitá-las, sem dramas ou exageros? Sim, o amor deve ter lugar todos os dias. Sim, deve haver momentos pirosos e foleiros. No entanto, não se justifica a promoção dos coitadinhos, não se justifica a frieza desmesurada, tal como não se justifica o fim da privacidade do carinho e o exagero material. Aproveitem apenas este dia previamente marcado no calendário popular para celebrarem o amor e o companheirismo, para oferecerem o melhor de vocês e para reflectirem melhor no tipo de parceiros que são. E, por conseguinte, adaptem essa maneira de pensar e agir aos restantes 364 dias do ano.

 

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