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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

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Quando um livro nos desilude

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Recentemente, li um livro que me desiludiu. Não é, de longe, um mau livro. Muitos poderão defender que não só é um bom livro, como é um óptimo livro, na verdade. 

 

O problema talvez tenha sido esse. Eu queria que o livro fosse maravilhoso, à semelhança do que toda a gente à minha volta parecia dizer. Tanto me foi recomendado. Não tirei a pulga da orelha enquanto não o li. Também eu queria sentir o que os outros sentiram. Espero que não seja ganância literária, este desejo. 

 

Neste momento, o dito romance está classificado com uma média de 4,21 estrelas (o que acontece a muito poucas obras) no Goodreads, essa ferramenta que promete ilusões e que por vezes semeia desilusões, como a que me estava reservada sem eu saber. Comprei-o, o romance, comecei a lê-lo de imediato e gostei. Gostei, apenas.

 

De facto, é uma narrativa cativante, não se prolonga por demasiadas páginas, não enfada, dá-nos a conhecer um momento muito relevante da História nacional a partir dum ponto de vista curioso, emprestando voz a um protagonista por quem a maioria dos leitores consegue nutrir um certo carinho. Terminei-o em poucos dias, sem me sentir esgotada ou entediada.

 

A minha desilusão é nada disso ser suficiente. Mas eu queria adorar o raio do livro, queria mesmo! Infelizmente, encontrei-lhe algumas falhas e carências que destruíram qualquer possibilidade de o achar fora de série. Sim, é um bom livro. Um livro bom. Não deixo de o recomendar, mas não sinto que farei campanha ferrenha pela sua posição nas minhas preferências. Mas eu queria que ele fosse logo parar à minha lista de favoritos. Mas, mas, mas...

 

Alguma vez vos aconteceu tal desfeita? Alguma vez sentiram indiferença por um livro que pensavam inicialmente estar destinado a vôos mais altos? Alguma vez um livro vos desiludiu?

 

Quando um livro nos desilude, encolhemos os ombros e partimos para a próxima leitura. Ainda assim, fica um desconforto inexplicável no ar. Nem sequer há, como na cena dum crime, alguém a quem apontar o dedo. Nem há crime, criminoso ou vítima. Há, somente, um livro que nos passou ao lado.

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