Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Sem literatura portuguesa na biblioteca local?

Tenho lido bastante, principalmente autores portugueses e livros de ciência popular e escrita criativa em inglês. Na verdade, já li quase todos os livros que tinha por ler nas minhas estantes, excepto aqueles com histórias mais pesadotas, de fazer chorar corações empedernidos (estou a olhar para vocês, Vitorino Nemésio e Harper Lee). 

 

Por isso, ontem decidi ir à biblioteca local, da vila onde moro e onde estudei. Costumava ir lá e encontrar sempre um livro qualquer com o qual me conseguisse entreter. Chegava a levar à meia dúzia de livros para casa. Mesmo que não lesse todos, havia sempre um ou outro que me chamava a atenção (por exemplo, os escritos de Martin Luther King Jr., os romances de Murakami, Vasco Graça Moura...). Há alguns anos, até cheguei a trabalhar para a versão de jardim dessa biblioteca local, durante as férias, por isso, depois dalguns anos sem a visitar, tinha na cabeça uma ideia satisfatória do que lá poderia procurar. 

 

Ontem, visitei essa biblioteca local, porque fiquei sem material de leitura em casa que me entretivesse, sem me massacrar a cabeça com tristezas irremediáveis (como aconteceu com dois dos últimos livros que li) mas que também não me fizesse perder tempo. Ia à procura de literatura portuguesa, em particular, talvez Valter Hugo Mãe, José Luís Peixoto, Afonso Cruz, os vencedores de prémios Leya ou APE (todos lidos por imensos portugueses, famosos, com tiragens relativamente altas por edição), ou um autor ainda desconhecido que por lá tivessem.

 

Não tive sorte nenhuma nesta dita biblioteca local. Entre Saramago (cuja obra já vive em grande peso cá em casa), Margarida Rebelo Pinto, Gustavo Santos na prateleira de Psicologia (!!!!!!!), Tiago Rebelo (não faz o meu estilo) e um ou outro Eça, restavam poucas opções. Aliás, os que restavam já eu li durante o ensino secundário, durante a época em que ia à biblioteca todas as semanas. Mesmo as estantes de literatura traduzida pareceram-me, de súbito, insuficientes. Nicholas Sparks, J. D. Robb, Stephanie Meyer, Emily Giffin...

 

Obviamente, saí de lá desiludida. Ficou a sugestão de procurar o que queria na biblioteca municipal (que fica a 20 km de distância, muito perto). É suposto esta biblioteca local, da junta de freguesia, servir pelo menos 25 mil habitantes. No entanto, não sei como poderá esta selecção limitada - e limitativa - de livros suprir as necessidades duma população em aumento constante, e com níveis de literacia também crescentes. 

 

Fica o desabafo. Tenho saudades de estudar na FLUL para poder usar a biblioteca da faculdade. 

8 comentários

Comentar post