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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Uma questão de lingerie

Para quem nunca veste umas cuecas novas e azuis nas passagens de ano, nem liga a esse tipo de superstições, tenho tido sempre muito pouco azar ao longo da minha vida. Só o fiz uma vez, já que me ofereceram umas, à laia da experiência. Coincidência ou não, os meses seguintes devem ter sido dos mais infelizes que já tive. Não sei se é de mim que, porventura, poderei ser eu própria um pote de sorte, como aqueles no fim do arco-íris (sem a parte do ouro), mas não me cabe na cabeça como é que uma simples peça de roupa interior nos pode influenciar 365 dias de uma só golfada, principalmente se começamos o novo ano de pijama e sem loved ones por perto, interessados em fazer-nos uma revisão raio-x (ou uma revisão tipo biopsia, operação "arriscada", à vista desarmada).

A última publicação de 2012

Desejo, mais uma vez, a todos os meus amigos, familiares, conhecidos e leitores, um 2013 em grande. 2012 pode ter sido, para alguns, um bicho muito, muito feio, mas não é sendo pessimistas que faremos do ano seguinte um bocadinho melhor. Não pensem negativamente!
Além de sorte, é preciso trabalho para atingirmos os nossos objectivos. O resto vem por acréscimo e é mais valorizado se nos esforçarmos. Não desistam!
Um ano novo representa uma oportunidade para recomeçar um ciclo ou para aumentar fasquias. Não baixem as vossas!
Não sejam derrotistas, não adiem o inevitável (este conselho serve-me na perfeição, temível procrastinadora!), aproveitem para repensar como podem evoluir enquanto indivíduos e, acima de tudo, não se deixem levar pela maré! Mantenham-se únicos e façam o impossível pela vossa própria pessoa, porque não serão os outros a fazê-lo. Ah, e parem lá de se lamentar que a vida não vos corre de feição, está bem?


Apaixonem-se, acreditem, estudem, leiam, escrevam, conheçam novas pessoas e realidades, não se auto-desterrem!
E estes são os votos mais sinceros e lamechas que me conseguirão arrancar... Que sejam muito felizes! Até para o ano, meus caros! :D

Adeus, 2012!

E pronto, do outro lado do planeta, já estão em 2013. Por aqui, ainda estamos em 2012, mas por poucas horas. Portanto, toca a fazer a última reflexão sobre este ano…! O que houve de bem? O que houve de mal? O que houve de mais ou menos?
Pessoalmente, gosto sempre de fazer um levantamento, nem que seja só pela mania. Desta vez, partilho convosco a minha lista. Feliz ano novo e boas entradas! (Mesmo que, tal como eu, passem a meia-noite em casa… se calhar, a dormir!)


EM 2012...
  1. Cresci;
  2. Fiz de conta que o ponto 1 não aconteceu em diversas ocasiões, porque sou palerma;
  3. Continuei a medir 1,69m - ter 1,70m deve ser para gente grande;
  4.  Pintei as unhas de muitas cores;
  5. Não cumpri a resolução anual de passar a beber mais leite;
  6. Não cumpri a resolução anual de escrever um livro;
  7. (Em contrapartida) escrevi muitas crónicas;
  8. Continuei a esquivar-me de comer sopa de legumes sempre que possível;
  9. Continuei a escrever um blogue de uma maneira ranhosa e sem vergonha (humm, este);
  10. Obtive, em certos dias, mais de duzentos visitantes;
  11. Conheci alguns leitores;
  12.  Procrastinei q.b.;
  13. Falei sobre a minha experiência literária a uma turma de sexto ano;
  14. Concluí que até gostaria de ser professora e que talvez o jornalismo não seja o ideal para mim, mas sim a escrita e a cultura;
  15. Ganhei uma bolsa de estudo na Alliance Française;
  16. Passei as férias de Verão na casa dos meus tios, em Braga;
  17.  Fiz um curso de Verão na Rádio Universitária do Minho;
  18. Continuei a usar óculos apenas “quando me apeteceu”;
  19. Entendi, finalmente, como escrever um conto decente;
  20. Deixei de escrever histórias directamente relacionadas com relações complicadas e o belo do amor;
  21. Pus aparelho;
  22. Tentei conquistar alguém;
  23. Tive medo do compromisso;
  24. Apaixonei-me (não só romanticamente);
  25. Tive 14 a Educação Física porque o pedi muito encarecidamente à professora;
  26.  Tive 14 a Educação Física porque sim: os cálculos davam 13,7 (IUPI!);
  27. Descobri que o 12º ano é um bicho com algumas cabeças;
  28. Atrevi-me a fazer três vezes franja e arrependi-me sempre, apesar de a primeira experiência já ter corrido mal em 2011;
  29. Vi alguém muito próximo de mim ser bastante infeliz no amor;
  30. Uma das minhas amigas de infância entrou na universidade e eu invejei-a (não negativamente);
  31. Perdi uma amizade por pura parvoíce;
  32. Tive saudades;
  33. Escrevi sobre isso;
  34. Aceitei e andei, olh’agora!;
  35. Quis mudar de escola, mas não mudei e, afinal, foi pelo melhor;
  36. Uma professora falou-me mal ao telefone sem razão aparente e eu quase a mandei para o c****** que a fo***** (não duvidem dos meus motivos);
  37. Ganhei o primeiro prémio de um concurso literário;
  38. Comprei uma guitarra nova com parte do dinheiro do prémio, já que, das minhas outras duas, uma foi vendida e a outra estragou-se;
  39. Fiz covers de músicas famosas e publiquei-as no Youtube;
  40. Publiquei um cover do Justin Bieber com uma amiga num momento de parvoíce (juro que foi de parvoíce!);
  41. Vi menos comédias românticas e filmes da Disney do que nos anos anteriores;
  42. Colaborei com a Fórum Estudante e publicaram alguns artigos meus;
  43. Recebi um smartphone pela Fórum;
  44. Não estraguei nenhum dispositivo electrónico;
  45. Tive exames nacionais e matei-me a estudar;
  46. Aprofundei o meu ódio pela Matemática;
  47. Descobri que beber mais água impede que apanhe tantas constipações;
  48. Dei muitos conselhos amorosos, os aconselhados seguiram-nos e tudo o que disse resultou, apesar da minha modesta experiência no assunto;
  49. Passeei sozinha por Lisboa e por Setúbal;
  50. Espero ter lido, pelo menos, vinte livros.

É (quase) Natal, é (quase) Natal, tudo bate o pé! Vamos dar muitos presentes, mesmo sem ter fé!

Na última publicação, contei-vos sobre o meu passeio por Lisboa no sábado passado e, por alto, referi o "grandioso fenómeno do exagerado consumismo natalício". Por esta altura, já anda tudo mais que frenético à procura das prendas ideais para dar aos pais, avós, filhos, netos, enteados, vizinhos, cães e gatos, como pude constatar pela movimentação nas lojas de Lisboa, e até os bolos e doces da época já se vendem, enchendo as montras das pastelarias e fazendo-nos sonhar quase pornograficamente com eles (não me venham dizer que nunca estiveram perto de ter um orgasmo visual face a umas rabanadazinhas, uns sonhos ou um bolo rei, porque eu sei que isso é mentira!)
É certo que, com a crise, as compras propriamente ditas diminuíram, mas ainda existe muito boa gente - eu incluída - que se contenta com o simples facto de poder entrar livremente nas lojas e regalar os olhos, sem sair com sacos na mão. Levamos o coração um pouco mais apertado, pensando, muitas vezes, "quem me dera ter dinheiro para trazer isto e aquilo", mas a realidade chama-nos e pronto... Não se pode ter tudo na vida.
Nunca fui muito materialista nem consumista e, à medida que fui crescendo, fui-me apercebendo do verdadeiro significado do Natal. Este ano, à semelhança do que acontece com a maior parte dos portugueses, não conto com nenhuma prenda significativa. Atenção: não digo que não haja quem me ofereça alguma lembrança; contudo, tenho a perfeita noção de que o importante é reunir a família, acarinhar os que me querem bem, relembrar o espírito da quadra, reflectir sobre os valores que realmente importam e dar graças por ter saúde e pessoas que me adoram e amam por perto para me aconchegarem o coração.
E há que ser positivo! Se, desta vez, a mesa estiver um pouco menos recheada do que nos últimos anos, temos que ter esperança de que a situação poderá melhorar até ao próximo Natal, nem que seja por mera ilusão festiva.
Dar presentes sem apreciar realmente o Natal pelo que ele é não faz sentido. Infelizmente, todos nós havemos de conhecer alguém com essa falta de tacto, o que até nos chega a entristecer um bocado. No entanto, espero que, apesar de todos os aspectos negativos da presente conjuntura económica, ela sirva de lição para os pobres de espírito - estamos na altura certa para colocar tudo o que temos numa balança e atribuir-lhe o merecido valor. O resto... são prendas (e nós agradecemos!).

14 de Novembro

Acordei para esta solarenga quarta-feira que, noutro contexto, seria igual a tantas outras quartas-feiras, sentindo-a como se se tratasse de um feriado. Despertei por despertar, passarei o dia a estudar, talvez vá passear entretanto. E hoje parecia-me realmente um feriado, asseguro-vos!, que se insurgia no nosso calendário em honra de todos os que vamos perder nos próximos anos. Sem nada para "celebrar", a greve geral de 14 de Novembro de 2012 tornou-se o último suspiro desses felizes dias em que podíamos dormir até ao meio-dia e reunir a família para um almoço às três da tarde ou, noutros casos, não fazer nada de nada, existindo simplesmente.

 

Belas recordações...! Disfrutemos, então, desta pseudo-celebração, antes que também nos tirem o direito à greve!

14 de Novembro

Acordei para esta solarenga quarta-feira que, noutro contexto, seria igual a tantas outras quartas-feiras, sentindo-a como se se tratasse de um feriado. Despertei por despertar, passarei o dia a estudar, talvez vá passear entretanto. E hoje parecia-me realmente um feriado, asseguro-vos!, que se insurgia no nosso calendário em honra de todos os que vamos perder nos próximos anos. Sem nada para "celebrar", a greve geral de 14 de Novembro de 2012 tornou-se o último suspiro desses felizes dias em que podíamos dormir até ao meio-dia e reunir a família para um almoço às três da tarde ou, noutros casos, não fazer nada de nada, existindo simplesmente.


 


Belas recordações...! Disfrutemos, então, desta pseudo-celebração, antes que também nos tirem o direito à greve!

1D - lol?

Não percebo por que razão ainda passam publicidade sobre o concerto dos One Direction na televisão. Não tinham já vendido todos os bilhetes em sete ou oito horas? Não serão os anúncios um desperdício de dinheiro? Acima de tudo, não serão eles um atentado à paciência de quem não grama os ditos boys e se vê obrigado a levar com a sua cantilena foleira* a cada dois minutos de intervalo, sem uma justificação decente?

 

*Dita por alguém que chegou a ter uma parede forrada a posters dos Jonas Brothers, esta afirmação ganha um significado totalmente diferente.