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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

"Carpe diem"

2013 foi um ano que passou num ápice, apesar das mil e uma coisas que aconteceram. Foi o ano em que, pela primeira vez, não quis crescer e quis parar o tempo nalgumas alturas. Fartei-me de snifar todas as pessoas de quem gosto e fui pseudo-pedida em casamento no supermercado, no corredor dos cereais. Fartei-me de escrever, sem dizer nada em concreto ou chegar a alguma conclusão. Continuo sem ter escrito um livro até ao fim, mas ganhei mais um prémio literário. Li 50 livros do princípio ao fim. Trabalhei no duro, não tive férias e entrei na faculdade. Arranquei a minha vida universitária com notas bombásticas, super motivada e feliz (ainda que cansada). Não tive pena de mudar de vida. Não tive pena de mudar de cenário. Não tive pena de dizer adeus às pessoas a quem já me habituara. Só tive pena de não me ter tornado na pessoa que fui em 2013 mais cedo, lá para 2010 ou 2011 – ambiciosa sem o ser em demasia, mais exigente com os outros e menos comigo mesma, despreocupada, mais concentrada nos meus objectivos e, por conseguinte, mais feliz. Fiz tantos planos para o futuro, que nem me lembro da maioria… Agarrei-me ao Ricardo, à minha avó e aos meus amigos como acho que nunca tinha agarrado. Também agarrei imensas oportunidades. Ganhei uma bolsa de mérito de uma fundação, para pagar as propinas. Mantive este blogue num bom caminho e, por causa dele, fui entrevistada para um artigo de destaque numa revista de um jornal conhecido. Isto é, só tive tempo para o que é importante, porque estive sempre muito ocupada a aproveitar a vida.

 

A continuar com este ânimo, 2014 só pode melhorar, não é verdade?

Goodreads - 2013 Reading Challenge

A 20 e poucas páginas de cumprir o meu 2013 Reading Challenge de 50 livros, o meu ego literário não poderia estar mais inchado. 50 livros é muita página, mas gostei de lê-los quase todos e não sinto que os tenha engolido com os olhos sem os saborear. Excepto um ou outro, assim mais para o traiçoeiro, não me arrependo de ter lido nenhum. Na verdade, a minha lista ultrapassa muito os 50 livros, se se contar com aqueles que eu não acabei, que deixei a meio ou que simplesmente eram uma grande seca, ou seja, 50 são só aqueles que eu realmente terminei.

 

Em suma, acho que, para 2014, terei de diminuir o meu desafio para uns 30 livros, no máximo, porque já esta última fase de 2013 foi complicada em termos de disponibilidade para a leitura recreativa - diz que a culpa é da faculdade.

 

E vocêses? Quantos livros leram este ano? E de quais é que gostaram mais? Recomendem-me os que quiserem, porque - já sabem - eu cá não sou esquisita (MAAAAS, pelo amor da santa, vocês livrem-se de me virem com Nora Roberts, Nicholas Sparks a.k.a. Nicolau Faísca ou com a tiazoca da Margarida Rebelo Pinto, que eu enxovalho-vos em blogue público, seus patifezinhos).

 

2013 Reading Challenge

"Noël Parfumé, par Beatriz"

Para os mais desinformados que não me acompanham no Facebook...

 

Recebi, ao todo, três perfumes, de entre seis presentes de Natal. 3/6=1/2. Não é preciso ser-se um ás nos números para perceber que metade das minhas prendas diz que eu cheiro mal, mais precisamente 150ml de "eau de toilette", de cujos aromas eu até gostei - mesmo só por acaso, que eu sou daquelas pessoas esquisitinhas que não tolera aromas X e Y e Z - mais 150ml de desodorizante, caso eu insista em ser demasiado humana e transpirar insustentavelmente as minhas estopinhas. No entanto, segundo novas resoluções antecipadas para o ano de 2014, tanta perfumaria há-de me ser útil, porque decidi que vou abandonar o meu modo de vida sedentário de ocupante frequente da biblioteca, da cama ou do sofá e dedicar um par de horas por semana ao ginásio, almejando a uma figura mais esbelta e que não transmita tanto os-meus-músculos-são-os-de-uma-velha-de-90-anos. E, não obstante, cheira-me (ah ah ah, cheira-me) que me sobrará perfume o suficiente para não precisar de tomar banho até à Páscoa.

Sem contrapartidas, interesseirices nem outras chatices

Gente do meu blogue!

 

Sem vos pedir nada em troca, sem pedir que me divulguem o blogue, sem pedir que me cocem a barriga nem que me ofereçam almoços no McDonalds, tenho a oferecer-vos cartões do tarifário WTF, da Optimus, com UM ANO de mensalidade paga. Nem sequer é preciso mudarem de número, é possível manterem o vosso, sem qualquer complicação.

 

Portanto, este tarifário...

  • destina-se a menores de 25 anos, com activação através do número de BI ou de CC;
  • tem 500mb de Internet por mês;
  • tem 500 créditos para gastar por mês (1 crédito=1sms/mms/minuto de chamada/minuto de videochamada);
  • tem tráfego ilimitado no que toca às aplicações Skype, Facebook e Blackberry Messenger, Viber e WhatsApp.

 

Se estiverem interessados, basta deixarem um comentário ou enviarem-me uma mensagem através da caixa lateral do blogue com o vosso nome, a vossa morada e o vosso e-mail. E quanto mais depressa melhor, porque estes cartões só podem ser activados até ao fim de 2013.

 

 

Em parceria com a Forum Estudante.

Giveaway da Charlotte.

Leitora Hiperactiva Anónima faz um esforço para combater a sua compulsão

Já prometi a mim mesma que, antes de me aventurar noutro livro, antes sequer se virar a primeira página, tenho acabar de ler alguns dos que tenho a monte em cima da mesa de cabeceira. O Harry Potter e a Ordem da Fénix tem de ser já o próximo e já estou a pouco mais de cem páginas do final. A seguir, do que depender da minha vontade consciente, têm de marchar também os últimos dois capítulos d'O Ano da Morte de Ricardo Reis. Para terminar de vez com a leitura de Verão pendente, La tentation de l'Occident, do francês André Malraux - um escritor do início do século XX - é um caso urgente. Entretanto, Uma Família Inglesa, do grande Júlio Dinis, e uma antologia poética de Bocage. Outra compilação de poesia: Tantas Mãos, a Mesma PrimaveraA Causa das Coisas, do Miguel Esteves Cardoso, em que não pego desde o início do ano. Recentemente, comecei a ler Où allons-nous?, originalmente escrito em Inglês por um dos meus ídolos, Martin Luther King Jr. - nem que seja para praticar o meu Francês, hei-de devorá-lo num instante. Pelo meio, acrescem-se mais quatro livros destinados ao estudo ou para trabalhos da faculdade, número esse que terá tendência a crescer até ao final do semestre. 

 

Faltam cerca de sete semanas para 2013 acabar. Para completar o objectivo a que me propus - ou seja, 50 livros lidos num ano - deverei ler ou terminar mais oito. Estou inacreditavelmente confiante de que ultrapassarei essa quantidade. Estou determinada a acabar com a compulsão de pegar em vários livros simultaneamente e de descriminar leituras começadas há mais tempo pelas recentemente iniciadas. C'est fini.

Outro dos desafios que prometi cumprir é o de ler toda a saga Harry Potter até ao final do ano, o que não vai nada mal, com quase cinco livros dos sete concluídos.

 

Dito isto, ai de mim se não deixar de ser uma Leitora Hiperactiva Anónima! Eu quero ou não quero passar a ler apenas um ou pouco mais do que um livro de cada vez??! Resposta: óbvio que quero, é que nem penso duas vezes. Muitas pessoas não entendem o quão complicado é ser-se um LHA, mas só quem o é poderá ser capaz de o sentir na pele. E é duro (de uma maneira extremamente negativa, não se iludam).

 

A cerca de sete semanas de 2013 acabar, comprometo-me a tentar ser menos LHA em 2014. Está dito!

 

***

 

- O QUE EU JÁ LI EM 2013 - 

Buh! O Halloween é uma cena que (agora) não me assiste.

Disfarces? Festas? Sustos? Doçura ou Travessura? Gente com demasiada maquilhagem branca e preta? Criaturas pretensiosamente malévolas em mini-saias de renda preta e tops minúsculos, com o briol do catano que está?

Na minha vida, este ano, um Dia das Bruxas não deve ser um Dia das Bruxas sem enviar montes de currículos e candidaturas de emprego.

 

Tenham uma noite muito negra, MUA-HA-HA-HA!

Fónix, que briol!

Prontes, chegámos ao Inverno. E agora é camisolinhas de malha para aqui, sweat-shirts para ali, casacos e mais casacos para acólá... Começa a época da cebola-humana e, o que ainda é mais inesperado é a nossa atitude de surpresa, ano após ano, perante o início da estação fria. Eu incluo-me dentro desse grupo de pessoas (a maioria), que ficam muito abismadas com a primeira baixa radical de temperatura, e ainda fico mais aborrecida por tanto me aborrecer com o briol e a humidade com que os fenómenos climáticos nos presenteiam. Como se já não fosse de esperar...! Há dezoito Invernos que estou nisto, já devia estar habituada! Mas não, ainda me sinto muito ofendida durante os primeiros dias em que os meus pés e as minhas mãos passam de gelados a congelados e em que tenho de andar com os meus dez casacos atrás (isto é uma coisa pessoal, entre mim e o S. Pedro, ou seja lá quem for o santo que manda no clima!).

 

E agora? Se estou preparada para mais seis meses disto...?! Há alternativa?! Pelo menos, que não seja uma que implique comprar um bilhete de ida, para amanhã, e de volta, para Março, rumo ao Brasil ou a outro país do hemisfério Sul, porque dessa já eu me lembrei, só não tenho é capital de investimento.

"Dá Tempo ao Tempo" - a comédia romântica mais fofinha de que me lembro

 

Oh pá... Sem palavras. Ou melhor, com muitas, mas não quero estragar-vos a oportunidade de verem por vocês mesmos este filme. Quero que corram para uma sala de cinema ou que o procurem na Internet (deve ser difícil encontrá-lo, sendo tão recente), não importa se sozinhos ou acompanhados. Se o virem acompanhados, que seja, pelo menos, por alguém que vos seja muito querido. Depois, hão-de entender porquê. Esta é uma história especial. A minha avó foi comigo à antestreia e é a primeira a reconhecê-lo. Não esperem por mais uma comédia romântica da caca, com um princípio, um meio e um fim e adeusinho, depois de umas fracas gargalhadas de que em breve já nem se recordarão. É um filme fofinho, é o que consigo dizer-vos sem vos estragar todas as surpresas que poderão ter. No final, até tem uma lição - muito valiosa! - a ser aprendida. Vão rir, alguns hão-de derramar umas lagrimitas de comoção, e hão-de rir outra vez, a bom sufocar. Valerá bem o preço do bilhete, disso vos asseguro!

Começa a febre do F5

F5.

F5.

F5.

 

F5. F5. F5.

F5, F5, F5, F5, F5, F5, F5!!!

 

 

Começa a febre do F5. Nunca a tecla utilizada para actualizar as páginas da Internet conhece tanto fragor e violência durante toda a sua plástica vida como neste célebre dia para muito boa (e má) gente - o dia em que se sabe quem foi colocado em primeira fase no ensino superior. O dedo indicador escorre suor, a testa escorre suor, o pescoço e os sovacos escorrem suor, porque o pessoal fica completamente marado do juízo, consciente de que, em poucas horas, tomará conhecimento acerca do seu destino para os próximos 3 a 5 anos. Não interessa se até se candidataram com uma média final mais, ou menos, confortável, não interessa se sentem ou não remorsos por não terem trabalhado o suficiente durante o secundário: a febre toca a todos e, agora, é tarde demais para chorar sobre o leite derramado. Bate-se com a cabeça nas paredes, coçam-se os braços até à ferida, roem-se unhas e batem-se pés no chão, mas, vamos ser sinceros, não vale a pena andarmos nesta ânsia que nos consome e faz adoecer. Só faltam umas horas! Até se compreendem aqueles casos em que "não deu para mais", em que se fez o que se pôde, e em que, ainda assim, ser (quase) o último colocado é a única hipótese de se entrar no curso de eleição. Nos restantes casos... eh pá, vão tomar um Xanax e um chá de camomila, meus caros! Mais pensamento positivo e menos paniquices! Metam a cabeça fora da janela e inspirem fundo, que isto há-de correr pelo melhor...

 

 

Pessoalmente, custa-me muito acreditar que eu não entre na minha primeira opção. O último colocado de Ciências da Cultura na FLUL costuma ter entre 13 e 14 valores de média de entrada e a minha nota de candidatura é 17,4. Não vou começar já a fazer a festa, não se dê um cataclismo qualquer de meia-tigela e os geniais colocados deste ano, com vintes, dezanoves e dezoitos, sejam os Einsteins das letras e humanidades de amanhã, mas também não vou enterrar-me em stress por coisa nenhuma.

Sim, vou esperar pelos resultados, vou fazer alguns F5 e, por fim, hei-de abrir a página da DGES com o coração nas mãos.

Cheia de adrenalina.

Cheia de expectativa.

Cheia de alívio.

 

Contudo, o que mais me vai interessar são os printscreens dos resultados dos outros no Facebook, porque, afinal, eu sou uma coscuvilheira invetereda que acha que, se eles também se lambuzam com a minha vida através das redes sociais, eu também possuo o pleno direito de satisfazer a minha curiosidade de velha. Oh, e gosto pouco, gosto... Desculpem lá qualquer coisinha...

 

 

 

 

Meh, quero lá saber - boa sorte a todos! =)