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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

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Um final alternativo para a Anna Karenina

Lembram-se de vos contar sobre a minha curiosidade acerca do romance "Anna Karenina", de Léo Tolstói?  Na altura, tinha muita vontade de ler o livro e de, a seguir, ver o filme, que tinha acabado de sair nos cinemas. Então, para começar, requisitei mesmo o livro na biblioteca da escola e tentei, como qualquer leitor ferrenho, embrenhar-me na história e dissolver-me em realidades alheias. Infelizmente, não o consegui. Faltava-me o ritmo de leitura e até pensei que fosse culpa minha. Parei por diversas vezes durante dias, sem lhe nutrir o mínimo carinho (quem lê muito e gosta sabe ao que me refiro). Era um livro aborrecido, mas eu ainda cheguei a atribuir-me as culpas de assim o encarar. Consegui ler cerca de 120 ou 140 páginas, até desistir por completo. Concluí que não havia maneira de a culpa ser minha. Eu gosto de ler - o Tolstói é que não soube prender-me. Afinal, qualquer leitor, por mais dedicado que seja, tem todo o direito de ler apenas o que lhe convém. A mim, tal como numa relação amorosa menos favorável, convinha-me partir para outra... outro livro, neste caso. Na semana passada, entreguei o "Anna Karenina" e redimi-me com o "A Sombra do Vento", de Carlos Ruiz Záfon, uma relíquia para quem aprecia vários estilos de narrativa e de enredo (mistério, amor, História, ...) num único romance. Esse marchou todo de uma debandada, e só não o terminei mais cedo porque tive de estudar e de fazer trabalhos. Não, o problema, no fim de contas, não era meu - confirmava-se.

Na companhia de Anna Karenina

Por vezes, é preciso termos presente a ideia de que existe uma adaptação cinematográfica de um romance antes de nos aventurarmos a ler as suas cerca de mil páginas. Funciona como um incentivo, pelo menos para mim, que adoro comparar a história original ao filme que lhe corresponde, produzido mais de um século depois de ter sido escrita. Adoro os clássicos criados entre o fim do século XIX e o início do século XX e sinto-me um pouco fascinada pela literatura dessa época. A minha autora preferida da altura é, até agora, a Jane Austen, capaz de tornar uma descrição exaustiva num deleite para o coração e de construir personagens como poucos conseguem. Há uns dias, quando soube que "Anna Karenina", de Liev Tolstói, já foi adaptado e está quase a estrear nos cinemas, peguei, finalmente, no exemplar do romance que existe na biblioteca da minha escola e comecei a lê-lo. Surpreendi-me bastante: a escrita é relativamente simples, o vocabulário não é muito exigente e há grande destaque para a descrição das emoções e das relações entre as personagens. Poderia tratar-se de algo escrito em pleno século XXI, apenas retratando tempos passados! Entretanto, vou continuar a ler o livro, para depois ver o filme e cumprir a minha mania das comparações.