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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

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Até já, Paris! Até já, Europa!

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Fotografia tirada em Abril de 2015, durante a minha primeira viagem a Paris.

 

Fui uma sortuda por ter tido a oportunidade de visitar Paris no início deste ano. Terá sido uma das últimas boas alturas para viajar nesta década, principalmente para uma grande capital europeia.

Estive em Paris em Abril. Em Janeiro tinha acontecido o atentado ao Charlie Hebdo, mas foi principalmente a partir do Verão que a tensão entre a Rússia e a Ucrânia atingiu o seu auge, e que mais ameaças de bomba começaram a sentir-se por todo o continente, e que mais aviões começaram a cair. Depois da última sexta-feira, 13 de Novembro, creio que Paris não voltará a ser a mesma durante alguns anos, talvez nem a Europa. Alterou-se o contexto. Alterou-se a paisagem. Pelo menos, sei que tão depressa não viajarei de avião, ou para outra grande cidade, com a mente despreocupada e despovoada de pensamentos negativos e lembranças das imagens que tenho visto na televisão. Se em Abril já tentei evitar ajuntamentos grandes de pessoas em Paris, nos próximos meses nem sequer tencionarei sair de Portugal. Ainda bem que me enchi de viagens antes desta realidade se revelar: Frankfurt, Riga, Paris, Bruxelas, Edimburgo, Newcastle...

Tive muita sorte em ter conhecido todas estes centros europeus e Paris no fim de uma época de relativa segurança garantida. Após os ataques ao Bataclan, após essa ameaça ao estilo de vida e aos ideais franceses de arte, cultura, fraternidade, igualdade e liberdade, a cidade terá já adoptado um comportamento social que não o original. Aliás, duvido que alguma cidade da Europa se volte a sentir 100% segura de ora em diante (já não sentia, devido aos acontecimentos das últimas décadas, só que o pessoal já se tinha quase esquecido que o terrorismo chega a todo o lado).

Sobre o atentado bombista de Boston

Ainda não me tinha pronunciado sobre o assunto e, na verdade, a minha opinião não vai muito além das que toda a gente partilha: morreram pessoas inocentes, traumatizaram-se outras tantas que assim hão-de viver o resto das suas vidas, assustou-se um mundo inteiro e, afinal, para quê? Qual era o objectivo dos dois irmãos - o mais velho de vinte seis anos, jogador amador de boxe, em vias de representar os EUA nos Jogos Olímpicos, e o mais novo de dezanove, estudante de Medicina em Dartmouth? O que é que leva dois indivíduos devidamente legalizados no seu país de acolhimento, inclusivé bastante bem-sucedidos e acolhidos na comunidade, a cometer uma atrocidade deste tipo? Deste modo se chega à conclusão que deverão ser tomadas medidas de protecção e contra o extremismo islâmico; há que controlar, apesar da liberdade religiosa vigente, os indivíduos suspeitos da sua prática. À custa desta religião cujos princípios me parecem terrivelmente adulterados, já aconteceram desastres semelhantes em todo o mundo e acenderam-se guerras sangrentas e desnecessárias. Tenho (temos!) muitas perguntas e poucas respostas.

(E, agora, à laia do sarcasmo costumeiro - não me levem a mal - que tal arranjarem uns quantos pares de irmãos destes que não se importem de se deslocar a São Bento ou a Belém, hein? Alojamento e deslocação pagas pelo contribuinte e tudo!)