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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Eis que começaram as aulas

Logo no primeiro dia: toma lá 100 páginas para ler numa semana. Mas "meh", não piorou no segundo, nem no terceiro, nem no quarto dia. No segundo, só me mandaram reler O Principezinho - faço-o com ainda mais gosto.

Foi só um susto. Isto é... se não contar com o resto da bibliografia que já foi estabelecida nos programas.

Vou ali "ler de empreitada" e já volto.

Valham-nos os dois dias de Carnaval, aleluia para eles!

 

Já agora, ontem, quarta-feira, antes de entrarmos na aula de Sociologia de Comunicação, uma rapariga que nunca tinha visto, que penso não conhecer, acenou-me, toda simpática. Como eu tenho a mania que sou vedeta (ou vá, é mesmo só para confirmar), a colega lê este blogue ou nem por isso? Caso leia, por favor, que diga alguma coisa, porque eu sei que lhe acenei de volta, mas sou tão distraída e fiquei tão parva que nem lhe perguntei o óbvio: "olha, conheço-te de algum lado?".

Daaah! :(

O meu professor de Espanhol

O meu professor de Espanhol tem 30 anos e nota-se que ainda está fresquinho que nem uma alface. Ainda não tem aquele ar traumatizado e cansado de quem se chega a arrepender de ser professor em determinados dias (se não todos), ainda não tem calo, ainda nos transmite muito boas energias mal chegamos à sala de aula. O meu professor de Espanhol é mesmo espanhol, mas fez a escola no Liceu Francês e também fala Inglês, com aquele sotaque que só nuestros hermanos têm. O meu professor de Espanhol é espanhol e, por conseguinte, fala extremamente depressa - este deve ser o maior desafio para todos os alunos que, tal como eu, ainda estão no segundo nível da língua. O meu professor de Espanhol é um pateta, em tudo o que de bom existe em tal qualidade. É desprendido, alegre, fala pelos cotovelos, está sempre a sorrir e a contar piadas. O meu professor de Espanhol tem um carisma contagiante e, mesmo sendo um magricelas de estatura média com ar de intelectual,  tem um je ne sais quoi de encanto infalível. E nem o digo estritamente a partir de uma perspectiva feminina, refiro-me mesmo ao que todos, rapazes e raparigas, homens e mulheres, devem pensar acerca dele. Todos entram e saem bem-dispostos destas aulas! O meu professor de Espanhol ensina a matéria como se nos estivesse a mostrar a última língua do pacote de Babel, através de estratégias de aproximamento aos alunos, com uma relação tu-cá-tu-lá muito descontraída. O meu professor de Espanhol é um operador de milagres: no ano passado, com uma professora quarentona, muitos dos meus colegas nem conseguiam escrever uma redacção com dez linhas escritas à mão; ontem, metade da turma deve ter aparecido na aula dele com redacções de duas páginas escritas a computador (menos eu, ironicamente). O meu professor de Espanhol pode ser o maior bacano de lá da faculdade; porém, cheira-me que não brinca em serviço e nas avaliações é que vão ser elas, como acontece com todos os professores novos. ME-DO.

Aulas pós-refeição

Não sei quem foi o idiota que autorizou horas de almoço de apenas 45 minutos/1 hora antes de uma tarde de aulas, mas eu cá, se mo apresentarem, sou bem capaz de lhe ir aos miolos. Cá se fazem, cá se pagam. Sinto-me no direito legítimo de o fazer, porque ele também tem dado cabo dos meus. Graças à sua genialíssima ideia, sou obrigada a digerir os meus almoços de quinta-feira - sempre baguetes de atum com batatas fritas, devido a uma "tradição" que mantenho com o meu grupo de amigos - durante uma extremamente interessante aula de Psicologia B (sem ironia, desta vez). Ao invés do desejável (estar atenta e concentrada), sinto-me permanentemente que nem uma tartaruga em hibernação. E a tartaruga ainda pode dormir, eu é que não! É injusto adorar a matéria da disciplina e não ter alternativa senão entrar num estado de plena dormência cerebral. É injusto não conseguir emergir da sonolência a que me submetem. Dito isto, só consigo imaginar-me como sósia comportamental do Mr Bean. O pior é que sei que não sou só eu a queixar-me, mas sim toda a minha turma. It really sucks, má frénds.

Pura procrastinação

Aaaah, que moleza que eu tenho. Até a preguiça de ir para a cama me assalta. A sério... A minha patologia é real! Se conhecerem algum psicólogo, perguntem-lhe! Se vocês forem psicólogos, comprovem-no agora mesmo! Há quem sofra de um grau de desmotivação tão profundo que nem se sinta capaz de ir dormir, simplesmente porque não, porque se está aqui tão bem sentado à secretária, a escrever no computador sobre a sua própria incapacidade de levantar o próprio rabo da cadeira e percorrer os cinco metros que o separam da cama...

Sou uma pessoa muito doente, uma autêntica jovem velha.
Felizmente, amanhã é o último dia de aulas de 2012.

Argumentação, falácias e discussões do arco da velha

Em Filosofia, temos andado a estudar o domínio da argumentação e da retórica, pelo que a professora decidiu mandar-nos fazer trabalhos de grupo sobre alguns temas da actualidade, para que os pudéssemos discutir em aula, explorando e praticando a matéria em questão. Infelizmente, existem sempre uns tantos unicórnios (não sabia o que mais lhes havia de chamar sem parecer ofensivo) que adoram dar exemplos da sua vida pessoal ou outros sem cabimento para exporem a sua opinião. E esses exemplos até poderiam ser aceitáveis, desde que fossem adequados à aula. Na de hoje, duas colegas minhas chegaram a expressar convictamente o quanto querem ser mães, pois é o seu maior desejo!!! Mas quem quer saber dos desejos delas?! Queremos é discutir o aborto, minhas caras! São apenas miúdas de dezassete ou dezoito anos que já de si andam um bocado perdidas, quanto mais pensando em bebés! Ninguém falou em instintos maternais apurados precocemente. Ninguém vos perguntou se há um ano pensavam que estavam grávidas e o quanto se estavam borrifando se vos olhariam de lado ou não! No entanto, não foi surpresa nenhuma que essas minhas colegas descambassem em exemplos demasiado pessoais, visto que já nas duas aulas anteriores de apresentação de trabalhos tiveram que dar o seu parecer, fazendo-se de coitadinhas quando abordámos a crise ("a minha mãe e o meu padrasto estão desempregados!") ou o tráfico humano ("eu conheço esta e aquela mulher que vai ali à recta de Coina trabalhar porque o marido a obriga!"; "há uma miúda ao pé da minha casa que se prostitui porque a mãe quer que ela o faça!" - porque elas conhecem TODA a gente) e esquecendo-se de ser minimamente racionais e objectivas. No fundo, elas gostam é de armar peixeirada com o resto da turma. Até já cheguei a temer que, a certo ponto, ainda acabassem agarrados aos pescoços uns dos outros. Sempre quero ver o que me reservam para a apresentação do trabalho do meu grupo...
Agora, é a minha vez de opinar: isto não é Filosofia, não é estudo cívico, não é retórica - isto não é nada senão a prova do histerismo adolescente que reina nas escolas secundárias. Tenho dito.

só para dizer que...

O meu cabelo está um nojo, não estico a franja há quinze dias, enfiei a primeira roupa que me apareceu à frente, a minha pele já passou melhores dias, estou com cara de quem acabou de sobreviver miraculosamente a uma doença terminal e estou tão cansada que mais parece que tenho andado a correr a maratona todos os dias, mas, apesar deste meu aspecto de louca despenteada, viverei a próxima semana em paz e descanso, fazendo o que bem me der na real gana, até chegar a altura de retomar o estudo de preparação para os exames. Resta-me, agora, receber os resultados dos últimos testes e trabalhos, esperar até que a pauta saia e fazer figas para que a minha inspiração criativa regresse ao seu estado normal. Chega de choros compulsivos, aflições às tantas da noite e stress q.b. . Está na hora de respirar fundo... Aaah!