Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

As dores de um blog

IMG_20190519_113516.jpg

 

Este texto é para quem tem um blog, para quem não tem, e para quem, não tendo, gostaria de ter - ou seja, para toda a gente. No entanto, mais especificamente, este texto é para quem não sabe se vale a pena ter um blog.

 

Como podem verificar, publiquei pela última vez há duas semanas. Costumo fazê-lo mais frequentemente, mas a vida tem acontecido, o que quer dizer que não há grande coisa sobre a qual me apeteça escrever. Não tem acontecido nada, que, para quem escreve, costuma significar "não tem acontecido nada disruptivo ou dramático, cá andamos felizes e contentes, porque da satisfação não reza a escrita". Normalmente, tenho andado a escrever sobre livros, livros e mais livros. Já escrevi sobre a adolescência (coisas miúdas e desinteressantes), e depois universidade, universidade e mais universidade, e depois sobre viver na Tailândia, viver na Tailândia e mais viver na Tailândia, e depois desgosto de amor, desgosto de amor e mais desgosto de amor, a par de síndrome do regresso, síndrome do regresso e mais síndrome do regresso.

 

Este blog tem oito anos, celebrados há poucos dias, por isso já passou por várias fases. Quando digo às pessoas que tenho um blog, perguntam-me "um blog de quê?", como se isso fosse pergunta que se faça. Tenho um blog de tudo e mais algum acontecimento de vida, interesse, descoberta, partilha e queixinhas. Não lhe encontro categoria possível, e acabo por preferir a vergonha de responder "é um blog pessoal".

 

Então, talvez lhe devesse chamar "repositório". É como aquelas caixas rijas e coloridas que compramos na loja Viva, que levamos para casa a pensar que vão servir para um propósito particular e acabam a acumular tralhas diversas, amadurecidas com pó e mosquitos mortos misteriosamente presos lá dentro.

 

As dores de um blog são as dores da pessoa que o escreve. Expondo mais ou menos a sua vida fora dos écrãs, quem escreve um blog depende dela para criar conteúdo. Mesmo quando os blogs são temáticos, acabam por captar um pouco do que se passa antes de terem surgido aqueles textos. Tal como os livros, afinal. Quem é que nunca tentou perceber o que iria pela cabeça dum escritor ao escrever aquela história, ou sobre aquele tema específico? Quem é que nunca tentou adivinhar as suas motivações e interesses, ou a relação da ficção com a vida fora das páginas? Com um blog, passa-se o mesmo: conhecemos essas pessoas, mesmo sem nunca as termos visto ou falado com elas.

 

Então, o oposto também é possível: quando não se passa nada (ou, pelo menos, quando o autor pensa que não se passa nada), também não há muito para servir de matéria para a escrita. Não consigo inventar, mas posso-vos dizer que vi uma temporada de 22 episódios x 40 minutos duma série absolutamente irrelevante no Netflix em menos de sete dias, não tenho tido muita concentração para ler e tenho dado e preparado aulas até ter o cérebro dormente. Aliás, passei os últimos dias a arrastar-me, em parte porque ando a beber demasiado chocolate quente e a comer demasiadas gomas.

 

Estranhamente, hoje acordei nesse mesmo estado, mas à medida que a manhã se ia passando, fui-me apercebendo de que esse marasmo é cíclico, que é preciso deixá-lo entrar para depois o ver sair e que não me hei-de deixar deslumbrar por séries de crime e paixão para sempre. Depois de drenado o que estava a apodrecer, deixem entrar as novidades. Treinem o cérebro: um episódio de podcast de cada vez, um capítulo dum livro de cada vez, um artista novo de cada vez, uma resolução de cada vez.

 

A ver se regresso às lides menos procrastinantes e mais edificantes ASAP.

 

Seja como for, regressando ao ponto de partida. Este texto é para quem não tem um blog e não tem a certeza se valeria a pena. Talvez não tenham a ideia cimentada - que tema?, que tom?, que ideia de mim? Assinado ou anónimo? Para partilhar com os amigos e a família ou só para desconhecidos (porque é mais fácil escrever para quem não nos conhece)? Mas, volvidos oito anos, eu continuo a apoiar a ideia de que um blog é o que nós quisermos. Ao longo do tempo, apreciamos as metamorfoses e as dores. As metamorfoses de um blog são as de quem o escreve. As dores de um blog são as de quem o escreve. Independentemente do que procuram, vale sempre a pena ter um blog. É catártico, consola e dá-nos um propósito, nem que seja durante um par de horas por semana.

 

Estão a ler este texto? As dores do meu blog são as minhas. Irrelevantes, em geral, no plano universal. Relevantes, mesmo que descartáveis, para os tantos que por aqui passam e param. Imprescindíveis para mim, que o estou a escrever como exercício meta-coiso de quem pretende reafirmar a identidade do seu blog e um pouco a sua. Esta é a minha linha de escrita actual, se é que isso exista. Ora, se já existiram tantas... mais hão-de existir! Isso de se pensar "se é para escrever, que se escreva bem" é o que temos de combater com exercícios anti-ego. Vamos escrever o que nos apetecer, não interessa se mais alguém vai querer ler o que escrevemos ou não.

 

Como imagem ilustrativa deste texto, deixo-vos com uma paisagem a partir do cimo de Óbidos, que fotografei há algumas semanas quanto lá fui. Não tem nada a ver com o resto do conteúdo, mas acho-a extremamente relaxante, devido à quantidade de verde e azul em toda a sua extensão, extensão essa que por sua vez ilustra a quantidade de procrastinação investida na elaboração deste texto. ... Viram? A qualidade literária deste parágrafo nem sequer existe, nicles, e de certeza que alguém o está a ler e a pensar que valeu mais a pena fazê-lo do que voltar ao trabalho, ver uma série de segunda categoria no Netflix ou ler um capítulo do último Prémio Nobel. Também me diverti a escrevê-lo, por isso é recíproco.

 

(Fora de brincadeiras, muito obrigada aos comentários que por aqui vão deixando. Confesso que sou uma respondedora de comentários bastante ausente e, na melhor das hipóteses, atrasada. Mas eu leio e agradeço. Pratico essa coisa da gratidão. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Prometo continuar a contribuir para a vossa procrastinação por muitos anos, provavelmente mais oito, dez ou trinta.)

Todos juntos nos #19para2019!

ballpen-calendar-close-up-1558691.jpg

 

Quando desafiei algumas pessoas para a lista de "19 para 2019", não pensei que realmente fossem pegar na ideia e entrassem na brincadeira.

 

Menos de nove dias depois, todos os desafiados cumpriram e... contagiaram. Parece que a equipa dos Blogs do Sapo até instituiu a tag #19para2019 e alargou a brincadeira a toda a comunidade.

 

Portanto, até agora temos estes participantes:

 

(E a lista vai aumentando um pouco todos os dias!)


Resta-me agradecer toda a partilha celebrada no início dum novo ano, por darem a conhecer os vossos objectivos e ideias e pela simpatia gerada.

 

No entanto, não se esqueçam: estas listas são apenas referenciais, não são mandamentos gravados em pedra. O que interessa é fazer por cumprir alguns, "enjoying the view", sem ressentimentos no final do ano por eventuais "falhas".

 

Obrigada e feliz continuação de #19para2019!

Blogue, baú de memórias, caixinha de recordações

Ter um blogue por muitos anos tem destas situações: partilham-se muitas histórias e estórias, passando várias pessoas pela vida de quem escreve, ainda por cima numa fase de transição e de formação pessoal, académica e profissional intensas.

 

Por isso, há uma pergunta que me tem ocupado algum tempo mental doutra forma vago. Será possível que já não faça sentido manter alguns conteúdos online, por terem deixado de pertencer à vida actual, às minhas crenças, sentimentos e forma de pensar?

 

Por um lado, um blogue não deixa de ser um baú de memórias. Não podemos apagar acontecimentos passados com um clique - a Internet vale o que vale. Eles continuam a fazer parte da nossa vida, principalmente se tiverem sido positivos no seu enquadramento temporal. Se formos uma trança, não devemos desfazer os nós - os tais episódios - que a começaram. Se formos uma casa em permanente construção, eles continuam a ser as paredes que nos completam. Se formos uma árvore, até as folhas antigas passam a fazer parte das raízes que nos sustentam.

 

Por outro lado, há a consciência de que o presente precisa de encontrar a sua individualidade e o seu protagonismo. Precisa dum pedaço de terra só seu para sobreviver. Precisa de germinar longe da sombra. Não precisa de tropeçar continuamente em portas para dimensões alheias.

 

Daí estas reflexões a que me dedico de vez em quando. Há um certo diálogo, quiçá confronto, entre o passado e o presente público. Metáforas à parte, nem sempre houve um cuidado especial em filtrar o que era escrito por aqui - porque o presente não costuma ter filtros, excepto quando colocado em cheque - e choque - por outros "presentes" (em toda a sua extensão semântica). Porque já não é minha aquela voz com a qual leio o que escrevi antes. Porque parecem indagações doutra vida. Porque não há espaço para todas as caixinhas de recordações algum dia empacotadas.

 

E assim se vão repensando os pretéritos já conjugados neste blogue.

Sete anos a procrastinar (que também é viver)

Na nossa cultura, o número sete tem um significado místico, simbólico. Já ouvi falar duma teoria qualquer segundo a qual, de sete em sete anos, iniciamos novos ciclos na nossa vida. De sete em sete anos, podemos olhar para trás e perceber que somos pessoas diferentes do que éramos sete anos atrás.

 

img1530200251786.jpg

 

Neste dia 30 de Junho, celebram-se sete anos de Procrastinar Também é Viver (que teve outros nomes no início, mas este foi o que ficou). 

 

Partindo do facto óbvio de que, há sete anos, eu era apenas mais uma miúda adolescente, como tantas outras, cujos objectivos imediatos na vida eram ter uma nota desnecessariamente alta no exame nacional de MACS (disciplina que continuo a odiar na forma de Métodos de Investigação), entrar em Ciências da Comunicação na FCSH (ainda bem que não aconteceu) e erradicar o acne (preocupação que ainda me acompanha), é igualmente óbvio que muita coisa coube entre 2011 e 2018.

 

Coube metade do secundário, coube a licenciatura, coube meio mestrado inacabado, vinte meses a viver do outro lado do mundo, o fim do "amor" (inserir um sem número de aspas) adolescente assolapado e estúpido, coube todo um grande amor feliz, couberam grandes desilusões, coube a recuperação de dois anos caóticos, mas também muitas surpresas agradáveis, coube (graças ao blogue) uma reportagemquinze minutos na televisão nacional, sabe-se lá quantos cursos, estágios, trabalhos e empregos, a carta de condução e agora o primeiro carro, coube mais duma centena de livros, talvez duas, pude viajar e conhecer algumas cidades europeias, participar em programas de intercâmbio, houve sempre espaço para o Harry Potter e para Narnia, houve espaço e tempo para conhecer imensas pessoas, para conhecer a maioria dos meus amigos, para criar não sei quantos canais de YouTube, ter uma banda ranhosa, começar a escrever uns vinte livros que nunca consegui levar além da décima página...

 

Aliás, como devem sentir todas as pessoas quando passam pela transição da adolescência para a vida adulta, fica a parecer que toda a nossa existência se resume aos acontecimentos dos últimos anos.

 

Por fim, nem me atrevo a adivinhar o que terei feito daqui a sete anos, onde terei ido ou quais os grandes marcos alcançados desde este momento até então. Daqui a sete anos terei trinta anos, o que me parece, simultaneamente, tão remoto e tão palpável, tão outra realidade ao virar da esquina. Serei mais velha do que qualquer um dos meus amigos, ainda que metade deles já esteja mais perto dos trinta do que dos vinte neste momento.

 

Contudo, não nego que tenho imensa curiosidade em saber o que vai caber nestes anos todos. De facto, tenho tido a sorte (digo eu, optimista incurável) de não conseguir planear quase nada do que me tem acontecido, embora gaste imenso tempo a fazer planos e castelos no ar. Acredito que os próximos oitenta e quatro meses não fujam muito à regra.

 

O que eu gostaria de perguntar à minha versão de trinta anos: fizeste o doutoramento, continuas a ser professora, conseguiste entrar na academia, residiste noutra cidade ou país, fizeste Erasmus, abriste o tal negócio com alguns amigos ou sozinha, já escreveste algum livro, compraste uma casa, viveste ou vives mais algum grande amor, casaste, tiveste filhos, está toda a gente viva e de boa saúde, continuas a escrever no blogue, continuas a procrastinar o que não deves???

 

Um dia, hei-de saber. 

 

Façamos um brinde imaginário aos próximos sete, imprevisíveis, anos. Que sejam tão ou ainda mais felizes do que os anteriores! E que este blogue e quem o lê continue a fazer parte dos meus dias. Que continuemos todos por aqui. 

 

Obrigada por continuarem a ler o que não me cabe na caixa craniana e por continuarem a dar sentido à minha procrastinação. Que ela seja a vossa também. 🎉

Nota à blogosfera

Ando a adiar esta publicação há demasiado tempo. Há muito a ser dito, mas poucas palavras para o expressar, por isso aqui vão as melhores que tenho.

 

Desde que vim morar para Bangkok, a minha vida tem sido uma constante de desconforto, descobertas e avalanches várias. No semestre passado, trabalhei, literalmente, até às lágrimas. Sete dias por semana. Nos dias supostamente livres, tinha de planear aulas. Ao fim de semana, era eu a estudante.

 

Assim, sei que muita coisa na minha vida mudou. Foi tudo um bocado de repente, atabalhoado, daí o choque ter sido maior. Tenho batido muito com a cabeça em paredes de vidro esse aço, tenho-me esfolado toda nesta aventura. Há dias mesmo muito maus, e outros muito bons. Os meus alunos fazem-me sorrir, dando-me segurança acerca da qualidade do meu trabalho. Nem tudo são rosas: há mesmo, mesmo dias em que só me apetece ir embora JÁ.

 

No entanto, no meio de toda esta comoção, da falta de tempo ou de paciência ou de tema para escrever no blogue, vocês continuam desse lado. Alguns já vêm de tempos anteriores e mais pacíficos, outros terão chegado agora ou há pouco tempo, mas cada "favorito", cada ligação, cada comentário e cada e-mail valem mil dias de praia!

 

Obrigada.
Obrigada, tantas vezes.

img1503505057641.jpg

 

Viver num país exótico não tem de ser necessariamente uma experiência exótica todos os dias, areais paradisíacos, rooftops privilegiados e massagens. Desde que cá cheguei, tenho-me sentido a andar com uma nuvem à frente do nariz. Tenho tanta mensagem por responder, tanto comentário a que não dei seguimento. Estou agora a sair desta nuvem, pouco a pouco, porque sei que dia se melhores virão. Estou optimista. A vida só me tem dado chocolates nos últimos anos e uma das provas disso até é este blogue. Esta nuvem vai desaparecer! Vai-me deixar ser positiva e voltar ao estado alerta.

 

Obrigada, outra vez. Obrigada por continuarem a ler o que eu escrevo, ainda que seja tão escasso. Obrigada por me fazerem querer produzir conteúdo cada vez melhor e explorar temas diferentes.

 

Este blogue é muito especial para mim, porque é o meu projecto pessoal há SEIS ANOS! Eu sei, não parece muito, mas isso é para aí metade da minha vida, se não contarmos com as fraldas e a escola primária. Tenho muito orgulho no que faço aqui, porque não é pago nem patrocinado por nada (se bem que um dinheirinho extra vem sempre dar um jeitão), mas mesmo assim eu continuo a voltar e a tentar melhorá-lo. O que eu escrevia quando o criei não tem, claramente, nenhuma semelhança com o que para aqui vai agora, mas olhem... É bestial poder ver essa evolução, na escrita, na pessoa, nos interesses, nas transições...

 

Então pronto, era só isso: obrigada!

Uma relação também tem vantagens!

Uma relação envolve muito sangue e suor, esforços de tirar a respiração, sacrifícios pessoais de fazer gritar as pedras da calçada, lágrimas constantes, cenas de pancadaria nunca antes vistas, impropérios largados como bufinhas depois duma feijoada... Enfim, uma data de coisas más. Mas isso só pode ser uma relação que não a minha, porque ouvi dizer que o meu rico fofinho, mais-que-tudo, amor e amigo de todas as horas se candidatou a um curso técnico de multimédia cujos alguns dos módulos são codificação e organização de sites, HTML, Java, programação e etcs e tais muito engraçados. E quem e o que é que vai beneficiar com isto? Eu e este blogue, está visto! Já me foi prometida uma extreme makeover totalmente gratuita e tudo!

As prioridades de um blogue

Num artigo recente alusivo ao Dia do Blogue (31 de Agosto), a Cristina Ferreira contou o seguinte ao Observador: "Lembro-me de, desde o início, comentar com a equipa que não havia nada pior para mim, como consumidora de blogues, do que abrir um deles e não existir novidade nesse dia. Era como se a blogger se tivesse desleixado e esquecido de mim" e que, por isso, faz questão de ter publicações novas todos os dias no seu, o muuuuito famoso Daily Cristina (com o qual eu não simpatizo, diga-se de passagem). 

 

Opiniões acerca da Cristina Ferreira à parte, sejam boas ou más, eu não poderia deixar de discordar plenamente de cada palavrinha do que ela referiu. Não sei se já repararam, mas este blogue, este antro nojento de procrastinação, é uma ofensa a qualquer actividade virtual regular. Tanto posso passar uma semana sem dar sinal de vida, como posso lembrar-me de vomitar meia dúzia de conteúdos por dia. Afinal, o blogue é de quem o tem. Se o blogger tem coisas novas para contar, conta. Quando não tem, cala-se, antes que saia porcaria. Na blogosfera (como em tudo), mais vale pouco e bom do que muito a encher chouriços.

Não passo a vida subservientemente a pensar em como agradar aos meus leitores e como escrever todos os dias no blogue para que eles não fiquem tristinhos, porque, por outro lado, eu também não espero que os blogues que eu sigo tenham lá novidades a toda a santa hora. Vocês sabem que ambos temos vidas, certo? Certo, Cristina Ferreira? É que, se estivermos sempre preocupados em ter o blogue actualizado, acabamos por não viver na vida real. E, se não vivemos na vida real, também não temos nada sobre o que escrever.

 

Lamento imenso se por aí houver quem gosta é de estar em cima dos blogues dos outros, à espera que caia uma nova publicação e que, com isso, todos os seus problemas se evaporem. Caso esperem regularidade e desenvolvimentos todos os dias, mais vale verem novelas, que têm sempre o mesmo horário de segunda a sexta-feira, excepto em noite de bola. Sorryyyyy :/

Nunca vi os Óscares

Tenho dito: nunca nesta vida ou noutra qualquer assisti a uma única gala dos Óscares. Sei lá, fico um bocado entediada. Um bocadão! Acho que, se a minha vontade for ver os vestidos, basta ir à Internet no dia seguinte - o mesmo se aplica ao resto da cerimónia, diga-se de passagem. Ou, então, gravo a emissão e assisto aos momentos que mais me interessam quando acordar, porque eu nem para estudar faço directas, quanto mais por causa dos Óscares.

Eu sei, vocês devem pensar que me falta um pedaço de alma, porque eu detesto entregas de prémios. Antes até via partes dos VMAs e dos MTV Music Awards, mas comecei logo a achar que era uma perda de tempo (algo que não posso desperdiçar nos dias que correm, nem que seja para dormir).

Acho que o mundo nem sequer ficaria mais colorido se eu me pusesse para aqui a comentar as célebres indumentárias ou o facto de o Leonardo DiCaprio ainda não ter ganho nenhum Óscar (o que, já agora, é um ultraje!). Nem eu me sentiria mais completa se o fizesse. Quando muito, iria ser gozada por só ter visto um ou dois dos filmes nomeados e por falar do que não conheço.

Por isso, reservo-me ao silêncio da ignorância, compreendo que existam imensas pessoas que fazem dos Óscares uma tradição anual, mas ela a mim não me convence. Mas vocês continuem a escrever sobre o assunto, porque, apesar de tudo o que referi, até gosto de me manter informada!