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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Ainda não percebi o que têm contra os high school sweethearts

Estava aqui a ler os comentários a esta publicação recente d'A Pipoca Mais Doce, quando me deparo com uns quantos que só começaram a atirar abaixo aqueles que já namoram desde a juventudezinha dos 14, 15, 16 anos e que casaram, têm filhos, são muito felizes... e nem se importam com barriguinhas de conforto que tenham surgido entretanto! Diz até um comentário, que me vejo obrigada a citar (desculpem lá qualquer coisinha):

Quando os anónimos de cima chegarem aos 30,40,50, e começarem a ter curiosidade sobre como será sexo com outras pessoas (ou quando o/a parceiro/a lhes indicar que tem curiosidade, isto, SE os parceiros tiverem dito alguma coisa antes de mijarem fora do penico...), talvez finalmente percebam alguma coisa. Isso do "Não há amor como o primeiro", é conversa para boi dormir, e tanga para evitar que mulheres ganhem experiência "a mais", seja lá o que isso for...

 

Pronto, e só mais um:

É tudo muito lindo até traírem ou serem traídas.. quem só teve uma pessoa acaba por o fazer um dia..

 

Estes são apenas dois dos muuuuitos exemplos de comentários estúpidos, ressabiados, infelizes, frustrados - ou será impressão minha? É que, sinceramente, eu compreendo as pessoas que não querem casar, que não estão para relações e que preferem ter o seu espaço (até uma certa medida, que dá sempre jeito ter alguém para fazer conchinha e para nos aquecer os pés, nem que seja só num enrolanço). Mas não consigo compreender esta gentinha que acha buéda cool andar a saltar de cama em cama, de coração em coração, e depois ainda clama aos céus que dá jeito ter experiência, que é tudo muito melhor do que só ter tido uma pessoa e uma cama na vida, que esses são todos sonsinhos e não sabem o que perdem.

Para que conste, eu só tive uma experiência antes desta que estou a ter agora, e essa foi uma experiência que nem a pessoa nem a cama chegou, que foi assim uma coisa mesmo fraquinha, e sinceramente teria vivido muito bem sem ela (não teria aprendido muitas manhas que conheço hoje em dia, é claro, porque o que não nos mata, engorda-nos). É que há gaijos e gaijas mesmo esturricados da cabeça, não há? Assim mesmo tostadinhos e crocantes (e praticamente a saberem e a cheirarem a queimado).

Namoro desde os 17 anos com o mesmo amor de pessoa, já lá vão quase 3 e - chamem-me ingénua - quero é que continuemos a ser tão felizes quanto somos agora. Sim, é muito cedo para fazer previsões, o futuro não pertence a ninguém e nunca se deve dizer "nunca" nem "para sempre". Obviamente, de vez em quando entramos em choque, temos personalidades antagónicas, não concordamos. No entanto, penso que ambos continuamos a acreditar que, quando as duas partes envolvidas gostam mesmo uma da outra, quando há vontade de manter a coisa num bom caminho, é possível haver uma parceria (sim, as relações são parcerias, só naquela) que se aguente, dure desde os 15 ou desde os 55 anos.

Pelo menos, que essa gentinha parva deixe os outros viver em paz, numa ilusão ou não, mas bem mais satisfeitos do que eles. Até porque não há nada como viver na consciência de que, no final do dia, haverá alguém à nossa espera, nem que seja na cabeça, no coração ou noutros sítios quaisquer - ehehehe.

E não me venham com estatísticas, porque eu também as tenho e os exemplos que me rodeiam diariamente tanto comprovam que o primeiro amor é o melhor, quanto que se for à segunda e à terceira e à quarta há tanta probabilidade de correr bem como se tivesse sido a primeira. (Infelizmente, a maioria dos exemplos que tenho para dar correram mal, em qualquer vez que tenham ocorrido, salvem-se os que correram bem, que eu quero contrariar as tendências.)

2014 - ou o ano em que descobri as minhas primeiras rugas

2014 foi mais um ano. Não vou já adiantar se foi o melhor ou o pior da minha vida, porque todos os anos acontecem coisas boas e outras menos, previstos e imprevistos, e nunca devemos ser demasiado positivos ou demasiado negativos acerca desses acontecimentos.
Pessoalmente, olhando para o todo dos 12 meses, foi correndo tudo o melhor possível. No que toca a avaliar um ano que passou, prefiro fazê-lo sempre com "o copo meio cheio". Por isso...
O meu namorado continua a ser o melhor de todos (óbvio, isso nem se discute), a nossa relação de dois anos corre às mil maravilhas, somos os melhores companheiros um do outro, de tal modo que, pelo menos até ao momento, pudemos continuar a pensar em planos a todo o prazo (imediato, curto, médio, longo, longuíssimo, faz parte dos nossos planos pessoais mantermos um plano conjunto).
A minha família tem os seus dias bons e maus, mas continuamos aqui para as curvas; os meus amigos andam na sua vida e todos eles tiveram sucesso nos seus projectos em 2014, fora alguns percalços pessoais aqui e ali.
Voltei a ser premiada com uma bolsa de mérito da Associação Duarte Tarré, através da qual também considero ter sido premiada (como se um prémio já não fosse suficiente) com uns padrinhos exemplares e que já têm um lugar na minha vida e no meu coração (obrigada, Inês e Manuel, assim como a todos os outros padrinhos na ADT que inspiram jovens cheios de sonhos e ambições, entre o quais alguns que se tornaram meu amigos) - um processo que já tinha sido iniciado em 2013, com a minha primeira bolsa.

Pela primeira vez, viajei não uma, mas duas vezes de avião - e relativamente sozinha! Primeiro, para Newcastle, em Julho e Agosto, duas semanas longe de Portugal, da família, dos amigos, mas em que tive a experiência do ano! E, depois, para Bruxelas, três curtíssimos dias em Outubro que deram para conhecer grande parte do centro da cidade.
Continuei a ser boa aluna, estou no 2º ano da licenciatura, a lutar e a espernear para manter a média elevada, sem abdicar de 7 horas e meia de sono diárias (no mínimo, senão o meu organismo entra em falência), enquanto também vou trabalhando um pouco aqui e ali, entre o marketing digital e dar explicações. E, graças a esse dinheirinho de parte, consegui pagar as propinas e as despesas da faculdade E AINDA comprar imensos livros que de certeza vão enriquecer as leituras de 2015.
[AH, e em 2014 também encontrei as minhas primeiras pseudo-rugas milimétricas!!! Socorro!]

Apaixonei-me por uma ninhada de gatos bebés abandonada ao pé da minha casa, consegui dar três e fiquei com outras duas pequeninas, a Fafá e a Nonô. Esta última pregou-me um susto valente no Natal, mas uns dias de medicação e um desfalque na minha conta bancária já a trouxeram de volta à vida prazenteira.
E, por fim, os blogues. Os meus lindos blogues, que tento manter em ordem, interessantes, diferentes, apelativos, criativos, divertidos, relevantes para toda a gente. O Procrastinar Também É Viver completou 3 anos em Junho, o Procrastinar Também É Ler completa agora o seu primeiro. Graças a eles, em Junho tive 2 minutos de antena num programa da tarde da SIC (estou disponível para autógrafos e tudo, só não marco presenças em discotecas porque não quero saturar o mercado de trabalho às meninas da Casa dos Segredos).
Dito isto, se repararem, usei muitas vezes o verbo "continuar" e "manter". Bem, assim o é porque, no final de contas, todos os anos são a continuação dos anteriores; nenhum ano é estanque. Continuam-se projectos, mantêm-se amizades e objectivos.
E eu só desejo que 2015 continue a ser um ano produtivo em sucesso e felicidade (pessoais e profissionais) e que tudo o que 2014 já tinha de bom se mantenha presente no novo ano- para mim e para todas as pessoas, até aquelas que não gostam de livros (eu perdoo-vos).

 

Continuemos mas é a procrastinar, que faz bem à saúde!

 

2 desafios, 16 perguntas, 5 nomeados e muita procrastinação

E......... as publicações em cadeia voltaram! Eu a pensar que isso era tãããããão 2010, mas afinal regressaram em força neste rico ano de 2014. Como todas as modas, foi e veio! Numa questão de dias, tive algumas nomeações para dois desafios, o primeiro dos quais da parte de três pessoas: o Bruno do Produto Oficial Não Licenciado, a Alexandra do Deixa Para Depois e a Filippa de No Mundo de Filippa. A Filippa também me nomeou para um segundo desafio.

 

Então, as perguntas e respostas do primeiro desafio são:

 

1- O que você não sai de casa sem?  (uma pérola que foi obviamente mal traduzida do Inglês, mas pronto)

Raramente saio de casa sem a minha pequena mala à tiracolo ou com a minha mochila (a da Adidas está a pedir reforma, por isso comprei uma nova da Nike que estava em desconto). Só uso a malinha quando vou ao supermercado ou a algum sítio que fique perto de casa. Quanto à mochila, utilizo-a bastante mais vezes, seja onde for que vou. Dar um passeio, viajar, ir à faculdade… Serve para tudo, mete-se lá tudo e é só meter às costas!

 

2 – Qual o seu animal favorito?

O cão, sem dúvida! Já tive alguns, já cheguei a ter quatro ao mesmo tempo e agora só tenho dois. Não costumava engraçar com gatos, mas desde Maio que tenho as minhas duas gatinhas bebés e estou perdida de amores por elas.

 

 

 

 (Daqui.)

 

3 – Qual o seu sapato favorito?

Primo pelo conforto. Por isso, não há nada como as minhas botas altas Timberland, um par de ténis de boa qualidade ou um simples par de chinelos de enfiar no dedo. Também aconselho aquelas sapatilhas de 3€ da Primark, o calçado mais confortável para o Verão e para a meia-estação.

 

4 – Produto de maquilhagem indispensável?

A base deixa-me os poros inflamados, o rímel enfraquece-me as pestanas (que já não são abundantes nem fortes por natureza). Em suma, posso passar bem apenas com o meu lápis preto e uma palete de sombras. Ocasionalmente, batom cor-de-rosa ou vermelho.

 

5 – Qual o seu maior sonho?

Entre ser uma professora satisfeita com as suas condições de trabalho, ter uma livraria, ter um emprego na área da promoção cultural ou ser uma escritora a tempo inteiro… será que posso ser tudo isso em diversas fases do imenso tempo de vida que julgo restar-me? Sem esquecer, é claro, uma família feliz e amigos por perto.

 

6 – Qual o seu maior defeito?

Sou muito crítica com os outros, até deve irritar! Eu sei que irrita.

 

7 – O que te irrita nas pessoas?

Acima de tudo, a falta de modéstia e de capacidade para olharem para os seus próprios umbigos. Ou, por outro lado, a falta de auto-estima e de amor próprio.

 

8 – Qual a sua comida favorita?

Carne de porco à alentejana ou qualquer tipo de marisco à descrição. Sou mesmo tuga! Ok, também adoro chow-mein.

 

9 – Doce ou salgado?

Varia com os dias.

 

10 – O que te deixa feliz?

Família, amigos, objectivos por cumprir, trabalho para fazer, um mundo inteiro para aprender, muitas páginas em branco por escrever… Entre tantos outros pormenores de que me poderei estar a esquecer!

 

11- Escolha 5 blogs para fazer essa Tag.

Esta pergunta terá resposta no final do próximo desafio, no final desta publicação.

 

 

Como referi anteriormente, a Filippa também me nomeou para outro desafio, para o qual respondemos a 5 perguntas pensadas por quem nos passou a corrente. E estas foram as da Filippa:

 

1 - Quais eram as tuas expectativas quando criaste o blog?

Queria ser compreendida e ouvir o eco da minha voz virtual. Metaforicamente, claro. Olhem, eu era apenas mais uma miúda que estava com pseudo-problemas de adolescente e achei que, ao criar o meu milésimo blogue, alguém haveria de me ajudar a lidar com os terríveis anseios das minhas hormonas. O blogue seria, assim, o mural da minha auto-comiseração. E, um par de meses depois, acordei e achei que a minha existência valia mais do que isso.

 

2 - Quais os maiores desafios na hora de manter um blog?

Arranjar um tema sobre o qual se possa escrever. Aliás, corrijo, o maior desafio não é arranjá-lo, mas sim lembrarmo-nos dele depois de sairmos do banho/acordarmos no dia seguinte/conseguirmos por fim um pedaço de papel onde o possamos anotar.

 

3 - Se fosse possivel comprar o teu blog, quanto achas que ele valeria? 

O meu blogue não tem valor e, se tivesse, nem na Feira da Ladra o deixariam entrar. Acho que já nos chega a nossa própria procrastinação, quanto mais comprarmos a dos outros. É que nem oferecida!

Estou a brincar. Apenas não venderia o meu blogue, berço de tantas oportunidades e experiências que surgiram e estão por surgir!

 

4 - Imaginas-te a ter o teu blog daqui a 20 anos? 

Curiosamente, nunca pensei nessa questão. De qualquer maneira, espero que continuem a gostar de mim quando eu escrever sobre fraldas, multas de estacionamento, cortes no meu salário e rugas precoces.

 

5 - Qual foi a maior surpresa que os blogs (ou as pessoas que nele escrevem) já te provocou (ou surpreendeu)? 

Uma mão cheia de pessoas vir dizer-me que leu o meu blogue, ou que alguém conhecido o tinha feito, e que, graças ao que escrevi, tinham ficado a perceber melhor qual o curso que iriam escolher na faculdade ou que, num maior momento de desorientação, me vieram até pedir conselhos. Sabe tão bem perceber que podemos ajudar alguém com a nossa mínima experiência de vida! Sinto-me quase uma Guru da FLUL e arredores! (E não me estou a gabar, estou apenas profundamente admirada!)

 

Perguntas que lanço para os meus nomeados:

1 - 5 planos para os próximos 10 anos

2 - O que idealizas ser o amor da tua vida? Achas essa imagem mental muito ou pouco realista?

3 - Qual o maior momento de glória no teu blogue e qual o derradeiro momento em que teria dado jeito um buraco negro virtual que te engolisse?

4 - Que tipo de conselho te vês a dar aos teus filhos (provavelmente, ainda não nascidos) quando eles já tiverem idade para pensarem por si mesmos?

5 - Onde é que posso arranjar um par de ténis confortáveis e de qualidade por menos de 20€? Não, a sério, preciso mesmo dessa informação e qualquer sugestão será bem-vinda, mesmo que exceda um pouco o meu orçamento!

 

Finalmente...

Sabem, eu não leio muitos blogues... É raro manter-me diariamente fiel e lembrar-me de todos os blogues que vou lendo, agora e depois (reler resposta à pergunta 6 do 1º desafio para esclarecimentos acerca disto). Bem, vamos lá ver se consigo os cinco.

 

1 - Quadrada aka Joana do Caderno de Pensamentos. O seu Gui também pode responder, se lhe aprouver.

2 - Cláudia Oliveira do Mau Feitio, uma amante de livros como eu (e ninguém deve conseguir ler tão rapidamente quanto ela!)

3 - Charlotte do Let me Believe, uma miúda deveras simpática (na blogosfera e fora dela!) que também vai agora para o 2º ano da licenciatura!

4 - Carolina do Entre-Parêntesis, que recentemente escreveu uma publicação que reflecte mais ou menos como interpreto a sua personagem virtual/pessoa real. Curioso...

5 - Outra Carolina, a Carolina Helena do Coucou Caroline, a quem aproveito para solicitar um encontro de FREAKING QUINZE MINUTOS, algo que tenho tentado combinar com esta criatura há meses a fio, mas que acaba sempre por ser desmarcado porque, vá lá, temos aqui uma futura arquitecta e estudar para isso parece demasiado complicado para que eu possa realmente compreender este modo de vida (também prestes a iniciar o 2º ano da licenciatura).

 

 Bom trabalho a escreverem respostas (quase) tão boas quanto as minhas! Muahahahaha!

Amigas improváveis (mas não o filme)

Para a Carolina, a quem tenho esperança de poder vir a chamar de "amiga" durante muito tempo, e de quem recebi hoje o seguinte conjunto de presentes, todos eles mencionados na minha lista de desejos de aniversário (só não esperava que satisfizesse tantos!).



Conheci a maioria dos meus amigos na escola ou através de colegas. Não se pode dizer que seja uma maneira particularmente invulgar de os conhecer. No entanto, esta amizade sobre a qual vos escrevo travou-se de uma forma bastante fora do comum, pelo menos, dada a sua essência, que eu julgo e espero ser das mais sinceras... e que venha a durar. Esta amizade começou na blogosfera.


É verdade... Foi graças a este mesmo blogue, este-zinho, onde se encontram estas palavras - que vocês lêem no preciso momento em que já estão a ler a próxima, e outra e outra - que a Carolina me conheceu. Ela também tinha (e tem) um blogue, mas raramente escrevia alguma coisa (até que deixou de escrever, de todo, até ao mês passado). Ainda permanecemos uns bons tempos sem chegarmos a um diálogo concreto. Lá muito de vez em quando, ela deixava por aqui um comentário - nada mais.

Mas não nos esqueçamos doutro factor fundamental - a Fórum Estudante. Tanto ela como eu somos animadoras, pelo que [a modos que] nos conhecemos no primeiro encontro deste ano lectivo, no final de Outubro. Assumo que, no primeiro impacto, fiquei a olhar para ela e a pensar "eh pá, aquela não é a Carolina Helena dos blogues...? É que dá mesmo ares à rapariga!", mas, dispassarada como sou, até podia ter visto o Tarzan sem cuecas, pois continuaria na minha onda sem dar importância ao caso.

Entretanto, sem termos trocado muito mais diálogo do que o de circunstância em Outubro, os meses passaram e, progressivamente, lá recomeçou a Carolina a comentar o meu blogue de vez em quando. Em Maio, por fim, a Fórum Estudante organizou um novo encontro, em que, aleluia, eu e a ela partilhámos conversas com pés e cabeça, ora com outros colegas, ora só nós as duas.

Como em todas as relações, independentemente da sua natureza, há sempre um momento em que ouvimos um clique e pensamos "ena, eu gosto desta pessoa!". O meu clique acerca da Carolina deu-se quando, na volta para Lisboa, partilhámos lugares conjuntos no autocarro, e comecei a ouvi-la. E, sempre que eu tentava contar-lhe algo inédito sobre mim, ela respondia "eu sei, eu leio o teu blogue", com um ar meio divertido, meio enfadado (digo eu), que me embaraçou de certo modo, de tão apalermada que devia estar a parecer (vulgo, o meu estado normal). E eu abria a boca e a resposta era sempre a mesma, chegando quase ao ponto de ser irritante. Raios, uma leitora atenta e com boa memória, materializada ao meu lado, a cinco centímetros de distância - e que me deve ter observado a dormir com a boca aberta durante uma hora de viagem! Desse fim-de-semana em diante, o contacto aumentou. A moça até passou a escrever mais no seu próprio blogue e, assim, eu pude ir retribuindo alguns comentários que ela também me deixava (cada vez mais frequentemente).

Foi nesse contexto de comentário aqui e comentário ali que a Carolina, no dia anterior ao meu aniversário, comentou a tal publicação com a lista de possíveis prendas de aniversário que eu gostaria de receber, pedindo-me a minha morada a fim de me enviar a sua "contribuição". Ora, em quase dois anos de blogue, nunca ninguém havia tido para comigo tamanho desplante. Sim, desplante! Um desplante bom, ainda assim, e a Carolina não descansou (nem eu esperava que ela descansasse) enquanto não lhe dispensei a informação pretendida. Por outro lado, eu também sou humana e, atendendo à minha condição, gosto de prendas, pelo que não me custou nada ceder, não é verdade?

 

Contudo, há prendas prendas. Há prendas que se dão porque sim e outras que se dão com vontade, dependendo sempre da intenção da pessoa que as oferta. Ora, a Carolina enviou-me um marcador, um saco de gomas e um livro que era dela, com - suponho - valor emocional. A acompanhar, seguia uma carta. Já ninguém escreve cartas, o que é uma pena, mas a Carolina escreveu-me uma, em que me chama sua amiga. Perante tal amabilidade, resta-me retribuir-lhe com a minha amizade de volta. É toda dela! [É toda tua, Carolina!] 

Quando lhe expressei o meu inigualável agradecimento via chat do Facebook, ela respondeu que "as boas pessoas atraem coisas boas". Apesar de eu não estar segura de ser a melhor pessoa do mundo, estou contente por tê-la "atraído". Não sei que bicho lhe picou para me ter em tão elevada conta e ter gostado de mim, mas fico absolutamente lisonjeada por ser a nova amiga de alguém tão simpático, humilde, despretensioso e inteligente como ela.

 

O pacote só chegou hoje e foi uma das melhores prendas de aniversário tardias que já recebi, sem dúvida. Obrigada! :)

 

***

 

Nota 1: o blogue da Carolina - http://coucoucaroline.blogspot.pt .

Nota 2: esqueci-me de mencionar outro saco de gomas que recebi doutra amiga minha nesta publicação. Os restantes amigos que festejaram comigo o meu aniversário acabaram com ele em menos de nada.

A boa filha à casa retorna!

Caramba, ainda há uns meses saí daqui, e cá estou eu de volta... Confesso que tive saudades do Sapinho e que não lhe podia negar a honra de voltar a ter o meu blogue na sua plataforma, onde me destacou e recortou tantas vezes para a página inicial! Eu também gosto muito dele e a modos que a coisa se proporcionou (sistemas de importação e exportação de blogues super práticos, obra de um tal anfíbio super competente), além de que a maioria dos bons blogues portugueses se andam a deslocar para estes lados, pelo que aproveitei a onda de (re)mudança de lar para fazer as malinhas e adieu, Blogger feio, que me mostrou o seu melhor lado nos primeiros tempos, mas que acabou por se revelar um autêntico traste (qual namorado desnaturado, belhac). Por enquanto, é normal que encontrem algumas anomalias, de que são exemplo algumas publicações repetidas, devido à configuração de importações/exportações. A maior vantagem é, por fim, conseguir reunir todo o conteúdo de procrastinação: tanto o que permanecia neste endereço (ainda no Sapo, desde Junho de 2011), quanto o deste (Blogger, a partir de Novembro de 2012 até agora).

 

Ora bem, a boa filha à casa retorna e esperemos que seja desta vez que assenta arraiais definitivamente!

Desculpem lá o mau jeito e, não se esqueçam, será aqui, no endereço http://fuiprocrastinar.blogs.sapo.pt/ que voltarei a escrever.

Continuem a procrastinar!

Esclarecimentos que não foram pedidos, mas que eu dispenso na mesma

Nunca fui muito de pedir às pessoas para gostarem/pôrem like/partilharem o que quer que seja da minha propriedade virtual. Talvez tenha pedido uma ou duas vezes, mas acabei por desistir, porque isso é parvo. Se utilizarmos este blogue e a sua respectiva página de Facebook como exemplo, limito-me a divulgá-los, sem forçar ninguém (não lhes sucessivas mensagens desesperadas), fazer chantagem emocional ("meti like no teu A, metes like no meu B?") ou trocas ("tu fazes X para mim, eu faço X para ti"). Se as pessoas apreciarem realmente o que lhes tenho para dar, elas lá me hão-de ajudar a divulgá-lo. Não vejo que sejam necessárias medidas de coacção adicionais... Deste modo, peço-vos encarecidamente que parem de me maçar a cabeça com o já célebre "fazes-me um favor?", porque assim é que eu não faço mesmo, ok? No máximo dos máximos, basta enviarem-me a hiperligação numa mensagem privada, tudo direitinho, com uma possível e breve explicação do que se trata e, se eu não vos responder no prazo de 12 horas, não insistam. Esqueçam a cena. A sério...

Para que não percam o vosso tempo comigo, aqui vai uma lista de alguns dos conteúdos pelos quais eu não nutro um rabinho de simpatia, escusando vossemecês de mas publicitarem:

  1. Vlogs que não interessam nem ao menino Jesus;
  2. Qualquer página/site/blogue/pilinha que envolva frases ditas "filosóficas";
  3. Qualquer página/site/blogue/pilinha que envolva jovens pertencentes ao movimento do swag, do yolo, bonés da Obey, da Monster, do raio que lhes valha, entre outros;
  4. Qualquer página/site/blogue/pilinha que envolva materiais retirados de outros sítios na Internet e que sejam reblogados porque sim, porque é fixe!;
  5. Tumblrs.
É tudo, obrigada pela vossa atenção.

Do milho à Pipoca

Conheci a Pipoca através do seu primeiro livro, mal ele foi lançado. Como já é costume desde que me lembro, estava na livraria do Continente, a alimentar os olhos e o ego. Sempre gostei de estar rodeada de livros e de os observar, tocar e cheirar, livros novos quase que acabados de ser imprimidos, com as suas capaz coloridas, atraentes, brilhantes, modernas. Também não desdenho dos antigos, mas os livros recentes trazem-me uma espécie de alento, uma motivação que penso que só eu é que consigo entender de mim para mim, para continuar a escrever e talvez, um dia, também consiga ter um deles com o meu nome no espaço reservado ao do autor, dezenas de páginas preenchidas com palavras que pensei e organizei, ou seja - se é que o poderei chamar assim - o meu legado artístico. E, na capa desse livro que me chamou a atenção, estava uma rapariga nova, apesar de já adulta, que, descobri eu ao folhear a sua "obra", tinha um grande sentido de humor e sabia cativar-me praticamente do nada. Lembro-me de, ainda nesse dia, ter contado à minha avó que admirava a Ana Garcia Martins, escritora recém-descoberta, formada em Comunicação Social e cuja "fama" derivava de um blogue que escrevia há uns anos... E eu sempre adorei blogues, já fazendo, nessa altura, parte deste mundo (ainda que de um modo muito verdinho, mas fazia).


Mas os tempos de juventude não duram para sempre e a Pipoca também cresceu. Agora, já não é a rapariga que figura na contracapa da colectânea de textos do seu blogue homónimo. Confesso que já não lhe acho tanta piada, nem à sua imagem, nem aos seus textos, o que poderá ter a ver, se calhar, com as idades que eu (leitora) e ela (narradora na primeira pessoa) temos, que ainda são um bocadinho distantes. Agora, a Ana é uma mulher já na casa dos 30, eu ainda nem aos 20 cheguei, e hei-de continuar a identificar-me durante muito tempo com a Ana que começou a escrever na blogosfera em 2004... até porque a Ana adulta é uma apaixonada por moda e, disso, eu só percebo o suficiente para estar confortável na minha pele (e nas minhas vestimentas), é casada e está grávida (brrrrrr, no!).

No meu tempo...

... existiam lojas de roupa (não me estou a referir à Bershka nem nada... nadinha mesmo) que davam música in (dubstep ou outro género qualquer, desde que repetitivo, enjoativo, nocivo para os neurónios) aos seus clientes. Agora, também existem blogues que nos dão essa música mal lá entramos. Bolas, SCM Player!


(AH! Mas vocês estavam à espera de que, por eu estar em férias, iria começar a publicar coisas de jeito? Neste santo antro da procrastinação?? Nôpe. Tenho muito nada para fazer.)

The Versatile Blogger Award

Bem, bem... parece que as correntes voltaram às terras procrastinadoras!
Desta vez, trata-se de um selo, The Versatile Blogger Award, para que fui indicada pela Quadrada, que nomeou o meu blogue para continuar a marcar outros quinze e apontar sete factos sobre a minha mui ilustre figura.

Então, aqui vai disto!
  1. Sou blogódependente e julgo não existir reabilitação para este bicho. Aguentem-se!
  2. O primeiro livro que li com mais de cinquenta páginas foi o Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban, por volta dos nove anos.
  3. Sou fã de Harry Potter desde o momento em que o comecei a ler.
  4. Sou meia-asiática.
  5. Quando eu tinha três anos, a Britney Spears lançou o seu primeiro álbum, a minha mãe tinha-o e o meu passatempo preferido foi, até deixar de viver com ela, dançar e cantar HIT ME BABY, ONE MORE TIME!!! em frente ao espelho.
  6. Já quis ser actriz e/ou cantora.
  7. O número máximo de likes numa foto de perfil minha (no Facebook) é 37.

Como sou difícil de agradar, não conheço 15 blogues que mereçam a distinção. Portanto, eis a lista dos meus seis favoritos, escritos por pessoas que não têm nenhum livro publicado (não ordenados por preferência):
  1. Caderno de Pensamentos (o blogue da Quadrada, herself)
  2. A Última Bolacha
  3. Não Revelo as Minhas Fontes
  4. Produto Oficial Não Licenciado
  5. Quadripolaridades
  6. Entre Parêntesis