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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Era uma vez, na Capital Europeia da Juventude

Em 2012, a cidade de Braga foi eleita a Capital Europeia da Juventude. Os mais novos foram motivo de celebração, eventos aqui, ali e acolá, milhões gastos em prol de uma grande causa.
Em 2013, acabou-se a festa. Sim, sim, porque, por um ano, toda a gente acha muita piada, mas, ao segundo, a coisa já enjoa. Pelo menos, foi o que a PSP achou.
Anteontem, sexta-feira, os alunos da Escola Secundária Alberto Sampaio, em Braga, decidiram fechá-la  a cadeado logo de manhã para protestar pacificamente contra a sua agregação num mega-agrupamento, um exemplo entre 67 por todo o país. Até aqui, nada de extraordinário, fora do comum. A respectiva associação de estudantes organizara tudo, mas de modo a que, quem quisesse, pudesse entrar na escola para ter ou dar aulas. Feliz ou infelizmente, ninguém se opôs à situação. Menos a PSP. Tinham de chegar os senhores agentes e... UPS, borrifaram os alunos, até os de sétimo, com gás pimenta. Decerto foi só um pequeno acidente. A PSP não seria capaz de chegar a tal ponto, pois não? ... Pois não?
ERRADO. Primeiro, celebram-se os jovens, milagres dos céus, motivação do país; depois, fuzilam-se essas desprezíveis criaturas, quem é que as mandou nascer em tanta quantidade???!

Intervenção policial no protesto de alunos da Escola Secundária de Alberto Sampaio

Caros compatriotas, apresento-vos o novo órgão de censura do Governo de Passos Coelho: PSP, Polícia de Sensura Pública - "Sensura" com "S", porque já não existem professores suficientes no activo para ensinar a nova geração a escrever correctamente.

Braga #11

Saí mesmo no Correio do Minho hoje de manhã. Ainda não li a edição em jornal, mas a da Internet está assim. Não tarda nada, tenho por aí os paparazzis e os stalkers todos à minha perna. Oh, mon Dieu, ser celebridade custa. Agora sei o que é ser como a Madonna da Margem Sul, em digressão por Braga.

Braga #10 - o último dia do VnC

Esta manhã, escrevemos uma notícia que foi emitida na Rádio Universitária do Minho ao meio-dia; o Correio do Minho entrevistou-me a mim mais a um ou dois colegas. À tarde, reunimo-nos com os restantes cursos no Campus de Gualtar e recebemos os certificados de participação; tirámos mais fotografias; tivemos uma aula de zumba (e o que é zumba? eu digo que é step+movimentos de anca), fizemos alegres figuras tristes a tentar seguir os passos da instrutora e despedimo-nos com alguns "até para o ano" e "a gente fala-se no Facebook". O pessoal da Escola de Rádio é, na sua generalidade, muito bacano. Nove rapazes, duas raparigas. O que poderia eu pedir mais? Os nossos monitores não eram daqueles todos destrambelhados do juízo, incompetentes ou demasiado exigentes connosco. Gostei da onda deles. Os profissionais da RUM com quem trabalhámos ao longo desta semana mostraram-se sempre muito disponíveis e tivemos a oportunidade de aprender, com eles, imensas coisas sobre o mundo radiofónico e jornalístico. Agradeço-lhes o vislumbre que me proporcionaram sobre a área em que quero enveredar, académica e profissionalmente. No final, quero também agradecer a todas as pessoas que conheci desde segunda-feira, pelo enriquecimento pessoal que me trouxeram. Foi bom... muito bom. Excelente.

Braga #6 - o quanto eu gosto dela

Adoro estar em Braga. É uma cidade equilibrada - nem muito movimento, nem pouco; nem muitos edifícios, nem poucos; nem muitas pessoas, nem poucas. Parece que tudo está perto de tudo e que, em cinco minutos, podemos atravessar a cidade de uma ponta à outra. O sotaque nortenho é vincadíssimo e, por vezes, tenho de perguntar às pessoas para repetirem o que me dizem duas e três vezes. Aqui, sou a miúda da Margem Sul ou a miúda de Lisboa (LisboUa), que diz maçã (maçãEE) e chama ténis às sapatilhas. Sou uma freak, mais do que o habitual, pelo menos. Acho os bracarenses bastante diferentes do pessoal da zona de Lisboa e arredores. Apesar de, em geral, serem mais descontraídos, estão bem mais preocupados com o futuro e têm uma maior noção de comunidade (viva o NUorte!). Fui acolhida com simpatia e à vontade pelos meus colegas, monitores e “professores” do curso. Sinto-me melhor integrada no meu grupo de trabalho no espaço de um dia, em Braga, do que me sentiria numa semana, na minha zona. Não percebo qual será a relação, mas o certo é que as mentalidades são distintas.