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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

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Manifesto de uma universitária recém-nascida

Gosto mesmo de ser universitária, gosto muito! É certo que só o sou há cerca de dois dias, mas acho que já foram suficientes para me deixarem entender que isto já não se compara ao ensino secundário – decadente, desencorajador, ineficiente na real aprendizagem e desenvolvimento do espírito crítico, prestando-se mais a empinanços de matérias e mais matérias, umas sobre as outras, segundo critérios de avaliação rígidos, pouco propícios ao cultivo de capacidades como as da imaginação ou da reflexão.

Já tive uma aula de cada cadeira deste semestre. Cada professora (todas as cinco são mulheres) há-de ter, eventualmente, os seus defeitos enquanto docente, mas, até ao momento, a motivação que mostram já me deixou também bastante receptiva aos três meses que se seguem.

Essa é outra – apesar de se chamarem semestres, os dois períodos universitários são constituídos, aproximadamente, por três meses. Os restantes seis meses do ano são preenchidos ou por avaliações ou por férias. Temos um tempo muito limitado para a aquisição dos conhecimentos a que todas as aulas nos obrigam, mas eu sei que vai valer a pena.

Vai valer a pena!

Por fim – ao fim de muito tempo – sinto-me com vontade de trabalhar e de estudar e de fazer o que me é pedido. Por fim, identifico-me com o sistema de ensino. Por fim, sinto-me como um peixe dentro de água, no meu elemento.

Gosto de tudo o que é suposto fazer – ler, reflectir, ler, trabalhar, ler, discutir. Ler, ler, ler. E falar e pensar. Gosto tanto. Gosto, gosto, gosto!, é o que me apetece dizer a toda a hora. Ou melhor: adoro. Pelo menos, até agora, mas os prenúncios são animadores.

Acho que não me vou dar mal na faculdade.

À (e também há) falta de praxes...

Serviços académicos da FLUL: une merde. Eu já tinha tido péssimas experiências na escola secundária, mas a incompetência e ineficiência do acolhimento aos novos alunos da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa excedem qualquer baixa expectativa que possamos guardar. Felizmente, até agora, é a única coisa má que tenho a apontar. Este processo de desorientação até foi definido pelo Ricardo como "um jogo cujo objectivo é passar a conhecer toda a faculdade num dia, em vez de andarmos à toa durante uma semana à procura das salas". Porém, à parte as burocracias que me fizeram perder um dia e meio, o meio quilo de papelada que tive de preencher e guardar, as filas intermináveis, a desorganização e a falta de informação, os colegas voluntários mais velhos são do mais prestável possível, simpáticos e disponíveis (excepto um ou dois rapazinhos que foram mesmo arrogantes e que me iam fazendo perder as estribeiras), o ambiente entre alunos e professores é excelente e as instalações até estão bem conservadas, tendo em conta a idade da maioria daquelas paredes. 

No entanto, pelo que tenho sabido, a FLUL tem sido as poucas faculdades que ainda não começou as praxes. Eh pá, isto deixa-me um bocado triste. Ser praxada encontra-se nos meus planos, nem que seja somente à laia da curiosidade (e eu sou pouco curiosa, sou) e ainda ninguém me soube informar acerca delas. Tanta gente trajada que vejo na rua e nos transportes, e nem um se encontra na FLUL. Está bem, que faz impressão o pessoal andar embiocado dentro daquelas capas pretas e daquelas camisas - quentes, quentes, quentes - mas pelo menos poderiam dar uma resposta aqui à caloirinha (ou ainda serei considerada um bicho?), que vai deixando tantos pedidos de esclarecimento no Facebook e no blogue do curso e patati, patata. Cenas.

 

E agora, só para terminar... mais um meme, a juntar a todos os outros que tenho publicado ultimamente (eles sabem exactamente o que eu sinto, não tenho culpa!).

 

 

Muito boa sorte aos restantes caloiros 2013/2014!

Temos caloira!

 

Não, eu não vou agradecer a Deus, como vejo muitos a fazer em pleno Facebook, não vou dizer que tive de percorrer um caminho ultra-hiper-mega difícil e tortuoso até entrar neste curso, mas vou continuar a efectuar, em conjunto com o meu ilustre namorado, copy-paste de todos os nomes de pessoas que conhecemos na nossa escola secundária directamente da pauta do exame de Português para a página da DGES. Também já pesquisei as colocações de todos os ex-colegas de cujo nome completo ainda me lembro. Ora, muitos parabéns a todos, a mim também (lá no fundo, mesmo bem no fundo, eu até mereço) e, para os que não conseguiram alcançar o seu objectivo, deixem lá, que na 2ª fase há mais... Ou para o ano. Ou para o outro. Ou algures num futuro de curto a longo prazo. (O que importa é ser-se optimista!)