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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Gosto #3

Gosto de dias inesperadamente luminosos no Inverno e de sentir o sol fraco na cara. Gosto da brisa tépida que me descongela do meio-gás em que permaneço até aos primeiros sinais da Primavera.

Gosto de dormir com o meu cão aos pés da cama, porque ele me aquece os meus, enquanto o mero facto de o ter perto de mim me aconchega, simplesmente pelo que representa o calor de outro corpo.

Gosto de abraços, porque aquecem, não só o físico, como também o coração, enquanto transmitem uma ternura que só quem nos é querido consegue transmitir. Pela mesma razão, gosto igualmente de dar as mãos (e as minhas estão sempre geladas!).

Gosto de beijos que incendeiam o ego e arredores, sejam breves, longos, ocasionais, repenicados, imprevistos, imprevisíveis, pedidos ou roubados. Aliás – toda a gente gosta.

Enfim, gosto da luz, do calor e do fogo.

 

(Já começa a estar frio.)

I'm not dead (yet)

Até agora, estas férias têm sido bem melhores do que eu pensava que seriam. No início, imaginei mais três meses enfiada em casa, a sofrer dores e torturas com os 42ºC de temperatura média por estas bandas, estorricando os miolos a tudo o que os tem. Afinal, isto tem sido uma alegria. Entre ser operada ao raio do dente, ter a minha primeira entrevista de emprego EVER, ir para a piscina da sô-dona Cara de Panqueca, ir para a minha, namorado aqui, amigas ali, não me tenho aborrecido nada. Nem os Angry Birds o deixariam! (Sim, eu só conheci os Angry Birds anteontem, não gozem...) E até é uma vergonha deixar este blogue ao abandono, só que... o computador produz taaaanto calor! E sinto-me tãããão mole... Vocês entendem, não é? Lamento a falta de eloquência da minha pessoa nestes últimos dias, mas não há mesmo nada que ela possa fazer contra esta anestesia nervosa que tem vindo a sentir.

Inteligência rara

Ontem, mal vi um bocadinho de sol (pronto, era bem mais do que um mero bocadinho!), despi o pijama (quente, quase sufocante), vesti o biquíni e fui para o jardim apanhar sol e ler; estava uma brasa (o dia, não eu), mas soprava um ventinho mesmo irritante. Hoje, estou com uma pseudo-insolação/constipação. Como poderão aferir, as minhas ideias costumam ser geniais.

Moral da história: não fiquem demasiado eufóricos, mal a temperatura suba ligeiramente. Pode acabar em ranho... e ninguém gosta de ranho. Belhac.

Ei, mas pelo menos sou uma ranhosa - digamos que - bronzeada, capiche?

podia ser pior!

Neste momento, a minha existência resume-se a uma dolorosa afta no lado esquerdo da língua, este calor insuportável que se faz sentir nas noites de Agosto, meia dúzia de livros em lista de espera para serem lidos depois de acabar o Memorial do Convento e esta música que descobri há cerca de dez minutos. C'est une belle vie, mes amis!


o tormento dos dias quentes

A moleza instala-se-nos nos ossos, a pele fica peganhenta e, a mente, lenta. Dar um passo implica o esforço equivalente a correr uma rua inteira, enquanto nos perguntamos qual será a hora mais apropriada para abrirmos os cortinados e as janelas, quando peregrinará o sol para outras bandas. Somos obrigados a esperar até às duas da manhã para nos sentirmos confortáveis o suficiente para adormecermos e a levantar-nos antes das onze, acordando sufocados pela nossa própria respiração. O calor que se faz sentir por estes dias tolda-nos os sentidos e a vontade própria, tornando-nos escravos do seu querer, amolecendo-nos os corpos, transformando-nos em gelatina humana. Passamos a ser apenas uma massa sem personalidade, incolor, disforme, um tormento. Somos, então, incapazes de nos libertar dos desígnios do Verão que ainda vai a meio.


 


Quando for rica, hei-de ter ar condicionado por tudo quanto é sítio.