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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Há alturas em que uma pessoa tem de desaparecer

Tenho estado desaparecida durante o último ano e meio, umas vezes mais e outras menos, como esta semana, ignorando muitas mensagens no Facebook (até porque detesto falar por lá e não há nada como um telefonema ou uma conversa cara a cara), ignorando eventos para que fui convidada (festas de anos e etc, mas preferia que, mais uma vez, me convidassem pessoal e personalizadamente em vez de me adicionarem conjuntamente numa ceninha de Facebook com imensas pessoas que não conheço - sim, Manuel, feliz aniversário atrasadíssimo, esta é para ti! =P), adiando pausas para cafés e encontros com amigos, tendo sempre em mente que me tenho enfiado num buraco e que, por agora, devo lá permanecer.

Eu tenho vontade de sair do buraco, pois tenho, mas a minha produtividade requer bastante concentração a longo prazo. Inconscientemente, começo a fazer uma limpeza do que é essencial e do que não é: reduzo as minhas distracções a umas horinhas com o namorado, um ou outro toque a uma ou duas pessoas, meia dúzia de palavras trocadas com colegas, cinco minutos para um vídeo de Youtube, um livro mais levezinho do que as leituras para a faculdade enquanto espero pelo comboio ou antes de adormecer, aulas de código ou condução ao fim da tarde para desanuviar (sim, elas para mim são uns descanso)... Esta semana, dormi em casa duma amiga e, mesmo assim, estivemos as duas a (tentar) estudar à noite e, de manhã, levantei-me mais cedo para fazer revisões.

No entanto, apesar de toda a procrastinação envolvida no processo (não se desenganem, que ela está sempre presente na minha vida, louvada seja!), acabo os testes e as entregas de trabalhos esta semana e nas próximas duas... já tenho em vista um curso no Cenjor (Centro Protocolar de Formação Profissional de Jornalistas)! E, na semana anterior ao início das aulas, vou fazer o DALF (Diplôme Approfondi de Langue Française) de nível C1.

Não me lembro de ter férias há dois anos. Ainda dizem que a vida de estudante é a mais fácil. Poderá ser, porventura, a que dá mais gozo, mas não a compararia particularmente a umas férias na Nova Zelândia (já que falamos nisso, um país que gostaria de visitar, quando todo este esforço académico e profissional resultar numa conta bancária com alguns zeros confortáveis - AH AH, ESPERA POR ESSA).